A editora DC Comics está lançando um novo megaevento que abordará o futuro de seus heróis e, com isso, apresentará uma nova geração de personagens que carregarão o legado de personagens como Superman e Batman. E dentre eles está uma nova Mulher-Maravilha que é brasileira!

O evento se chamará Future Stage e será publicado nas revistas da DC Comics durante os meses de janeiro e fevereiro de 2021 introduzindo o futuro dos heróis da editora e seus novos heróis, que deverão continuar a ser publicados depois disso em paralelo aos heróis originais.

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Na trama divulgada pela DC, em alguns anos no futuro, o Superman será rejeitado pela Terra por causa de um “incidente internacional” e, depois, o Batman será morto em ação, levando a um vilão tomar o controle de Gotham City. Então, após anos agindo no espaço, o homem de aço envia seu filho, Jon Kent para Terra e ele mobilizará uma nova geração de heróis em busca de, como de costume, salvar o mundo, encontrando novas versões de Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman etc.

A nova Mulher-Maravilha será Yara Flor, uma brasileira vinda da Amazônia!

Algumas da imagens divulgadas mostram que ela formará uma parceria com o novo Superman. Os novos herói formarão uma nova Liga da Justiça.

Já houve HQs da DC no passado que fizeram referência à existência de uma “célula” de Amazonas (a raça de semideusas gregas da qual advém Diana Prince) instalada no Brasil, mais precisamente, na Floresta Amazônica. E parece que a editora irá retomar o conceito. E não custa lembrar: o rio Amazonas foi assim batizado porque os primeiros exploradores espanhóis que o navegaram no início do século XVI relataram ter encontrado uma tribo indígena formada por vistosas mulheres guerreiras; o que os levou a lembrar da lenda das Amazonas da mitologia grega, aquelas que combateram Hércules e Teseu e também participaram da Guerra de Troia.

A DC Comics divulgou algumas capas do evento trazendo as novas versões dos heróis e algumas delas sugeres que algumas das versões “velhas” dos heróis continuarão na ativa nessa realidade, pelo menos em alguma medida, como Superman e Mulher-Maravilha.

A iniciativa da editora vem no esforço de aumentar a diversidade e a representatividade de seus heróis ao mundo atual, com personagens de várias etnias e de grupos diferenciados, como deficientes físicos. A diversidade sexual também é possível de fazer parte do pacote.

Aparentemente, o plano da DC é manter as duas linhas de heróis (os tradicionais e os novos) publicadas de modo paralelo. É uma medida que busca evitar realizar um novo reboot que resulte em transformações profundas nos personagens tradicionais, que já passaram por pelo menos três grandes reboots nos últimos 35 anos e mais alguns outros de menor porte.

Esse ano chegou a circular a notícia de que a DC Comics iria realizar um novo reboot, chamado então de 5G, inclusive, já mencionando a chegada de uma nova geração de heróis, e que seria capitaneado pelo editor Dan Didio. Curiosamente, Didio foi demitido da editora um pouco antes. E há pouco meses, foi anunciada uma grande mudança administrativa na editora, fruto da reestruturação de sua empresa-mãe, a WarnerMedia, que mudou seu CEO e demitiu a cúpula de suas empresas-filhas todas, como a Warner Bros. e a DC Comics. Na mudança, o antigo copubisher Jim Lee, que dividia o cargo com Didio, se tornou o novo Diretor de Criação da DC Entertainment (a empresa holder da DC), mantendo o cargo de publisher (responsável pela editora).

Em uma entrevista, Lee declarou que não haveria mais um reboot, mas a DC promoveria uma renovação de seus personagens apresentados de modo mais orgânico dentro da continuidade das histórias.

Vamos aguardar até janeiro para ver como se comportam os novos heróis da DC e qual será seu impacto e permanência.