O Quarteto Fantástico, obra de Stan Lee e Jack Kirby que inaugurou o Universo Marvel moderno, em 1961, completará 50 anos em novembro. E a editora decidiu comemorar de uma maneira minimamente estranha: matando um de seus membros mais famosos!

Fantastic Four in X-Men Magazine
O Quarteto Fantástico como família em uma pin-up especial publicada como capa alternativa de "X-Men" 07, de 2011, numa série de capas que comemora seus 50 anos em outras revistas

Saiu esta semana nos Estados Unidos a edição n.º 587 de Fantastic Four trazendo a morte do Tocha Humana, numa história escrita por Jonathan Hickman e desenhada por Steve Epting, que produzem a HQ desde 2009.

Como “morrer” não é uma questão permanente nos quadrinhos de super-heróis – todos os principais personagens acabam “fazendo” isso uma vez ou outra para retornarem algum tempo depois – não será agora que a “primeira família” perderá definitivamente um de seus membros.

A crítica especializada, no entanto, elogia a atual fase do grupo, que seria pouco “badalada”, mas traria bom conteúdo.

Lee e Kirby criaram o Quarteto Fantástico para concorrer com a Liga da Justiça da DC Comics, num período em que a Marvel não publicava mais super-heróis, apenas histórias de terror, faroeste, policiais, fantasia e suspense. Os heróis criados pela Marvel anteriormente estavam cancelados, como o Capitão América (de 1941) e Namor, o Príncipe Submarino (de 1939).

O sucesso estrondoso do Quarteto Fantástico levou a Marvel a voltar a se concentrar nos vigilantes uniformizados, fazendo nascer Hulk, Homem-Aranha, Thor, Homem de Ferro, Vingadores e X-Men, além do retorno dos heróis antigos, como os citados.

Fantastic Four #84
O Quarteto Fantástico de Lee e Kirby

Lee e Kirby produziram as 102 primeiras edições da revista Fantastic Four, entre 1961 e 1970. Em seguida, Kriby foi substituído pelos desenhistas John Romita e John Buscema. Depois de Lee, outros escritores foram Roy Thomas, Gerry Conway e Marv Wolfman.

O grupo reviveu um período áureo nos anos 1980, quando foi escrito e desenhado por John Byrne, que ficou seis anos na revista e tornou-a um dos maiores sucessos da Marvel novamente. Esta fase foi compilada recentemente no Brasil pela editora Panini em três encardenados de “Os Maiores Clássicos do Quarteto Fantástico”, disponíveis nas livrarias. Após a saída do artista, o título nunca retomou o fôlego de verdade, embora tenha tido bons momentos criativos nas mãos de Tom DeFalco e Paul Ryan, Walter Simonson (escrevendo e desenhando) ou Mark Waid e Mike Wieringo.

Também foram adaptados ao cinema recentemente, em dois filmes dirigidos por Tim Story, em 2005 e 2007, que só agradaram parcialmente público e crítica.