A franquia dos X-Men é uma das mais lucrativas da Fox atualmente.

A 20th Century Fox começou a discutir uma sequência para X-Men – Primeira Classe, que arrecadou mais de US$ 350 milhões em bilheteria ao redor do mundo, além da boa recepção do público e mais ainda da crítica. Com isso, já começam conversas com o diretor Matthew Vaughn para pensar no que fazer. O diretor já comentou, em entrevistas, que gostaria de fazer uma sequência que começasse com o assassinato do presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy (em 1963) e seguisse até o fim daquela década, de modo que eventos como os Beatles, o rock, os hippies, a psicodelia e o maio de 68 pudessem ser retratados no filme. O produtor Bryan Singer, por sua vez, preferiria avançar para os anos 1970, conforme disse também em entrevistas. (Primeira Classe se passa em 1962).

"Primeira Classe": sucesso de público e crítica.

Vale lembrar que originalmente Singer iria dirigir Primeira Classe, mas foi impedido por pendências contratuais com outro estúdio, a Warner Bros., permanecendo

apenas ocmo coroteirista e produtor, enquanto Vaughn (de Kick-Ass) assumiu a direção.

Entretanto, a surpresa nos rumores de corredores da Fox é que a produtora Laura Shulen Donner teria sondado Singer para saber se ele toparia dar prosseguimento à trilogia original dos X-Men no cinema. Singer dirigiu X-Men – O Filme e X-Men 2, mas se desligou do terceiro, que foi realizado por Brett Retner e fracassou tanto em bilheteria quanto em crítica. (O HQRock produziu um post sobre a trilogia, está em https://hqrock.wordpress.com/2011/02/05/x-men-first-class-a-origem-dos-mutantes-e-contada-nos-cinemas/, dê uma olhada!). (Também temos uma resenha sobre Primeira Classe em https://hqrock.wordpress.com/2011/06/04/resenha-de-x-men-primeira-classe/).

A sequência da primeira trilogia enfrentará alguns desafios narrativos.

Se Singer topar, será que a Fox vai arriscar a manter os X-Men no cinema em duas linhas temporais diferentes? O passado com Primeira Classe 2 e o presente com X-Men 4? Sem esquecer de The Wolverine, também no passado. É arriscado, mas possível.

Enquanto Vaughn teria um universo totalmente novo a explorar (apenas tendo que respeitar o que já foi produzido antes e é o futuro de seus filmes), Singer teria um pequeno abacaxi, já que o filme de Retner matou Xavier, Ciclope e Jean Grey; e tirou os poderes de Magneto e Mística. Mas, com criatividade, quase tudo isso pode ser revertido ou ignorado.

Só resta saber se o mercado comporta tantos mutantes no cinema.