Uma das capas de "Superman 108" da Panini, com arte de Gary Frank.

Não é somente o Batman que está ganhando uma nova fase em suas histórias publicadas no Brasil. O maior herói da DC Comics, o Superman, também.

Tudo dentro do mesmo contexto: em agosto deste ano, a DC Comics promoveu um reboot cronológico e editorial que modificou a maioria de seus personagens – como Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, Flash e toda a Liga da Justiça – rejuvenescendo personagens, mudando origens, alterando eventos do passado etc. A empreitada vem sendo um grande sucesso comercial, embora tenha algumas críticas quanto ao seu conteúdo. No Brasil, porém, os heróis da DC são publicados pela editora Panini Comics, que mantém um intervalo de um ano de diferença por estratégia editorial. Assim, somente em meados de 2012 é que o reboot chegará às bancas tupiniquins.

Estreia agora no Brasil a fase do homem de aço imediatamente antes do reboot. Após a conclusão de um grande arco de histórias de cunho mais cósmico – no qual o Superman descobre uma centena de milhares de kryptonianos vivos; que tentam viver na Terra, mas terminam se mudando para um novo planeta desabitado chamado Novo Krypton; mas as artimanhas do vilão General Zod, terminam colocando os aliens em guerra contra a Terra, o que resulta na saga A Guerra dos Supermen, que acabou de se encerrar no Brasil – os roteiros se voltam literalmente para histórias mais “pés no chão”.

O Superman na arte de Eddy Barrows.

A revista Superman 108, da Panini, publicará o arco chamado Grounded, no qual o polêmico escritor J.M. Straczynski e o desenhista brasileiro Eddy Barrows colocam o Superman para, literalmente, caminhar pelo interior dos Estados Unidos, procurando resolver problemas menores e mais mundanos, como uma maneira de se aproximar da humanidade. A trama fez polêmica porque alguns criticaram a postura do herói nas histórias. O interessante é que as cidades pelas quais o homem de aço passa caminhando são reais e foram escolhidas mediante um concurso da editora nos Estados Unidos.

O escritor Straczynski é dado a polêmicas. Sua longa passagem no Homem-Aranha, da concorrente Marvel Comics, entre 2000 e 2008, irritou profundamente os antigos leitores do personagem  por implementar mudanças absolutamente radicais. (Quer saber mais? Leia a terceira parte do post do HQRock sobre a trajetória do Homem-Aranha nos quadrinhos, clicando aqui). Em seguida, o autor passou para a revista do Thor, em que produziu uma fase aclamada – recém lançada no Brasil em dois volumes encadernados da Panini (veja aqui) – mas terminou saindo mediante uma briga pública com o Editor-Chefe da Marvel, Joe Quesada.

Outra capa de "Superman 108" da Panini, com arte de John Cassaday.

Na DC, Straczynski modificou o uniforme da Mulher-Maravilha e escreveu Grounded, mas coincidência ou não, o autor ficou apenas em seis dos 12 capítulos previstos para o arco. Oficialmente, sua saída se deu para que pudesse se dedicar ao segundo volume de Superman: Earth One, a graphic novel que reimaginou a origem do Superman em 2010 e fez bastante sucesso de público e crítica. O novo volume deve sair no ano que vem.

No Brasil, Grounded se chamará Solo e será publicada a partir de Superman 108 e a arte do brasileiro Ed Barrows está simplesmente fantástica. Ele é, hoje, um dos mais apreciados artistas da DC e, no reboot, cuida das aventuras do Asa Noturna, pertencente ao universo do Batman.

A Panini decidiu comemorar a publicação do novo arco dotando de Superman 108 com três capas diferentes, produzidas por artistas como Gary Frank e John Cassaday.

Superman, da Panini, é uma revista mensal e custa R$ 6,90.