Lanterna Verde: sem indicações ao Oscar.

Já ouviram a expressão “aqui enterraram um corno de quina”? Significa que nada dá certo em relação a um determinado lugar ou coisa. Parece o caso de Lanterna Verde, superprodução da Warner Bros. sobre o super-herói da DC Comics que é o primeiro terráqueo a fazer parte de uma força policial intergalática chamada Tropa dos Lanternas Verdes.

O filme foi muito aguardado pelos fãs, mas seu lançamento em 2011 foi marcado por um misto de frieza e decepção. A crítica especializada massacrou o filme que foi um fracasso retumbante nas bilheterias do mundo todo. O estúdio ainda mantém a esperança – que é da cor verde – de pelo menos obter parte do investimento de US$ 200 milhões de volta com as vendas em DVD e Blu-ray para dar prosseguimento a um sequência e melhorar os resultados. E, com isso, poder incluí-lo nos projetos de um filme da Liga da Justiça com atores, assim como a concorrente Marvel fez com Os Vingadores.

Os efeitos estão excelentes.

Mas parece que “enterraram um corno de quina” no filme mesmo. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, entidade de Hollywood responsável pelo Oscar, divulgou a lista dos 15 filmes indicados à categoria de Melhores Efeitos Visuais e Lanterna Verde é justamente o único filme de super-heróis a não ser incluído.

Obviamente, esta escolha está muito mais relacionada à recepção do filme do que ao mérito dos efeitos visuais em si. Afinal, podem falar o que quiserem de Lanterna Verde, qualquer coisa, mas ninguém deveria reclamar dos efeitos visuais que são simplesmente fantásticos, bonitos e bem realizados.

Hector Hammond é um personagem muito bom, mas pouco explorado.

E o filme não é tão ruim quanto pinta a maior parte da crítica. Sem dúvida, não tem a profundidade de um Batman – O Cavaleiro das Trevas, nem as qualidades textuais e dramáticas de um X-Men – Primeira Classe, talvez até careça daquele senso de diversão sem compromisso de um Capitão América – O Primeiro Vingador, mas Lanterna Verde não é um filme ruim.

O Sinestro de Mark Strong: presença, mas pouco tempo de tela.

Tem problemas, evidentemente, especialmente de costura de roteiro. Os personagens poderiam ser melhor desenvolvidos, pelo menos alguns deles. E sofre da “síndrome do terceiro ato“, tão comum aos filmes de super-heróis ou de ação em geral, quando tudo vai bem até depois da metade, mas o final deixa aquela sensação de que algo não foi bem, que algo deu errado, porque se exagerou nas situações, a ação desenfreada perdeu o sentido ou porque um grande problema é solucionado de maneira muito simples.

Não são poucos os filmes que sofrem da “síndrome do terceiro ato”, dentre os quais Homem de Ferro 2 ou Homem-Aranha 3. E Lanterna Verde não deveria ser crucificado por isso, porque também tem os seus pontos fortes. Para saber mais, leia a resenha do HQRock sobre o filme, clicando aqui.

E por fim, “para não dizer que não falei das flores”, aqui vai a lista dos quinze filmes indicados ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais 2012:

  • A Árvore da Vida
  • Capitão América – O Primeiro Vingador
  • Cowboys & Aliens
  • Gigantes de Aço
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 02
  • Hugo
  • Missão Impossível – Protocolo Fantasma
  • Piratas do Caribe 4 – Navegando em Águas Misteriosas
  • Planetas dos Macacos – A Origem
  • Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras
  • Sucker Punch
  • Super 8
  • Thor
  • Transformers – O Lado Oculto da Lua
  • X-Men – Primeira Classe