Duas notícias diferentes – e algo chocantes – revelaram esses dias que Stan Lee e Ozzy Osbourne ganharão clones virtuais oficiais autorizados pelos detentores de seus espólios.

O Stan Lee virtual será administrado pela Stan Lee Universe, empresa que representa seu espólio, e a produtora ElevenLabs, que também detém uma Inteligência Artificial própria e usará a voz reconstruída do escritor para a narração de audiolivros, com o primeiro sendo A Ilha do Tesouro de Robert L. Stevenson, e sendo previstos mais 11 para o ano que vem, através do aplicativo Eleven Reader. Além disso, será produzida uma versão integral de Lee, em imagem e áudio, que poderá ser usada para a produção de vídeos, marketing, aparições em filmes e até como holograma em eventos para interagir com os fãs, por exemplo.
Escritor e editor da Marvel, Lee foi cocriador de personagens como Homem-Aranha, Hulk, Homem de Ferro, Thor, Viúva Negra, Pantera Negra e muitos e muitos outros e morreu em 2018, aos 95 anos de idade.

E seu caso não foi isolado… Praticamente ao mesmo tempo em que essa notícia correu, foi revelado que Ozzy Osbourne também ganhará um clone virtual sob a forma de um holograma. A viúva do músico e seu filho, Sharon e Jack Osbourne, anunciaram a iniciativa na Licensing Expo, em Las Vegas, na semana passada. Segundo anunciaram os familiares, o Ozzy virtual terá os movimentos, gestos e trejeitos do cantor falecido no ano passado, falando com sua voz e podendo interagir com fãs em tempo real, nas quais se poderá fazer perguntas a ele e obter respostas. O clone poderá ser usado em comerciais ou para outros fins.
Osbourne foi vocalista do Black Sabbath de sua estreia, em 1970, até ser expulso da banda oito anos depois e sair em carreira solo com muito sucesso. Ele sofria do Mal de Parkinson e tinha vários problemas de saúde e faleceu em julho do ano passado, apenas duas semanas depois de fazer um concerto de despedida para marcar sua aposentadoria.
Ainda que tenham circulado de modo discreto pela imprensa, na verdade, são duas notícias aterradoras. Afinal de contas, qual será o limite ético de se usar esse tipo de recurso após a morte de uma pessoa?

