
O musical Spider-Man: Turn Off the Dark é o mais caro da história da Broadway, o circuito de teatros de Nova York. E também um dos mais problemáticos. Vários percalços, trocas de atores, acidentes graves e até a mudança de diretor já acometeram a produção, que foi criada pela (hoje afastada) Julie Taymor e tem as canções escritas por Bono e The Edge, da banda U2.
As apresentações de teste se iniciaram ainda no fim de 2010, mas os acidentes constantes – o show envolve cenas aéreas complexas e acrobacias arriscadas – adiaram por diversas vezes a data da estreia oficial, que está (agora) marcada para 14 de junho deste ano.

A mudança de diretor – assumiu o experiente Phil McKinley – parece ter surtido efeito. O The New York Times assistiu o retorno das apresentações de teste do musical, na quinta-feira, 12 de maio, e a avaliação foi positiva. O jornal comenta que ainda há problemas, mas a produção, que custou até agora 70 milhões de dólares, parece estar entrando nos eixos.
A história está mais “rendonda” e – com a diminuição da participação da vilã Arachne, criada especialmente para a peça – teve o foco centrado no conflito entre o Homem-Aranha e o Duende Verde, além da ampliação do arco romântico entre Peter Parker e Mary Jane Watson. Canções novas foram acrescentadas e outras foram retrabalhadas.
É de se esperar que Spider-Man: Turn Off the Dark resolva seus problemas e – mais importante – que ninguém mais se machuque nas apresentações ou ensaios. Quem sabe, vire até um sucesso e pague seus custos tão altos.

