Ringo Starr (ao centro) e sua All-Star Band 2011.

Dois ex-beatles farão shows no Brasil no ano de 2011. Depois de Paul McCartney ter agitado o Engenhão no Rio de Janeiro em maio último é a vez do baterista Ringo Starr tocar no país pela primeira vez, com uma série de concertos em seis cidades ao longo do mês de novembro.

Entretanto, enquanto McCartney é um compositor de reconhecido talento, um bom baixista, músico respeitável em outros instrumentos (como guitarra e piano) e metade da lendária dupla de compositores Lennon & McCartney; Ringo Starr… bem, Ringo Starr foi o baterista dos Beatles.

Os Beatles foram a banda mais famosa do mundo nos anos 1960 e ápices de uma revolução cultural que envolveu não somente a música, mas vários aspectos sociais. Musicalmente, o conjunto evoluiu de uma sonoridade simples (embora robusta) dos primeiros discos para arranjos mais complexos e composições mais revolucionárias que mudaram o panorâma musical mundial. Entre os clássicos deles, estão álbuns como Revolver, Sgt. Peppers, The Beatles e Abbey Road, além de uma quantidade de clássicas canções tão grandes que nem caberiam neste post.

Ringo Starr (de vermelho) com os Beatles, em 1969: a banda mais importante do rock clássico.

Ringo Starr foi parte disso: embora um baterista respeitável, de aguda sensibilidade para o que a canção necessitava, não era, também, um músico virtuoso e a concorrência nos anos 1960 foi dura. Ao lado de bateristas como Jim Gordon, Ginger Baker, Mitch Mitchell, John Bonham, Ian Paice e Bill Bruford, o risonho Ringo Starr soa frágil.

Ele também foi cantor, interpretanto pelo menos uma canção em cada disco da banda, embora este realmente não seja o seu forte. A voz dele é a principal em faixas como Boys, I wanna be your man, Yellow Submarine e With a little help from my friends. Houve, por fim, até contribuições como compositor em duas faixas: Don’t pass me by (de The Beatles, o Álbum Branco) e Octopus’s garden (de Abbey Road).

Ringo Starr continuou cantando e compondo após o fim dos Beatles, em 1970. Inclusive, emplacou um primeiro lugar nas paradas da Billboard, em 1971, com It don’t come easy (escrito em parceria com o ex-colega George Harrison). Depois, seu álbum Ringo, de 1973, foi um grande sucesso, também chegando ao primeiro lugar das paradas e trazendo sucessos como You’re sixteen e mais parcerias com ex-beatles, como I’m the greatest (com John Lennon), Photograph (com Harrison) e Six o’clock (com Paul McCartney).

O mesmo esquema se repetiu em 1974, com Goodnight Vienna, cuja faixa-título é de John Lennon. Depois disso, contudo, a carreira do cantor/baterista só declinou.

Starr ainda continua lançando álbuns nos últimos anos, como Liverpool 8 e Y Not, mas bem, digamos que não é nada que se aproxime do que sua banda apresentou. Mesmo assim, Starr é famoso e, nos anos 1980, montou o conceito da All-Star Band, um conjunto rotativo de músicos que, como ele, foram mais felizes no passado e hoje precisam unir forças para continuarem trabalhando e mostrando um pouco do que já fizeram. Como a própria peça publicitária do anúncio dos concertos de Mr. Starkey informa, já passaram pela All-Star Band nomes como o cantor e guitarrista Peter Frampton (de grande sucesso nos anos 1970), Joe Walsh (dos Eagles) e John Entwistle (baixista do The Who).

A versão 2011 da All-Star Band traz, além de Starr, inclui “astros” como o cantor e guitarrista Rick Derringer, da banda The McCoys; o cantor e baixista Richard Page, da banda Mr. Mister; o gaitista, guitarrista e cantor Wally Palmar, da banda The Romantics (lembra deles, dos anos 1980?); o famoso tecladista Edgar Winter; o também tecladista Gary Wright, da banda Spooky Tooth; e o baterista Gregg Bissonette.

No repertório, a All-Star Band toca duas canções de cada um de seus membros e mais os hits de Ringo Starr (com os Beatles e com a carreira solo). O ex-beatle se apresentará no Brasil, pela primeira, com shows em Porto Alegre (Gigantinho, 10 de novembro); São Paulo (Credicard Hall, dias 12 e 13); Rio de Janeiro (Citibank Hall, dia 15); Belo Horizonte (Chevrolet Hall, dia 16); Brasília (Centro de Convenções Ulysses Guimarães, dia 18) e Recife (Chevrolet Hall, dia 20).

Os ingressos serão vendidos pela Time For Fun. O preço dos ingressos ainda não foi revelado.