
O mercado de histórias em quadrinhos nos Estados Unidos sofreu uma enorme ampliação entre o fim dos anos 1980 e o início dos 1990. Como resultado, aumentaram o número de revistas e de escritores e desenhistas envolvidos nessa indústria. Isso terminou por abrir as portas das grandes editoras, como Marvel Comics e DC Comics, para artistas não-estadunidenses. E o Brasil foi um dos países que mais forneceu artistas, que puderam realizar o sonho de ilustrar seus ídolos.

Na primeira leva, nomes como Al Rio, Marcelo Campos, Mike Deodato Jr., Roger Cruz, Joe Bennett. Em seguida, mais nomes, como Ed Benes, Ivan Reis, Joe Prado, Paulo Siqueira e Eddy Barrows. São justamente estes últimos quem ilustram a revista especial lançada no Brasil pela editora Panini Comics (que republica o material da DC no país), chamado DC Made In Brazil. A edição, de 148 páginas e preço ainda a ser definido, reúne uma coletânea com histórias de vários personagens ilustrados pelos brasileiros.
O volume reúne: Lanterna Verde por Ivan Reis e por Joe Prado; a Liga da Justiça por Paulo Siqueira; Superman por Ed Benes; Os Novos Titãs por Eddy Barrows; e Superman & Batman por Rafael Albuquerque. Nenhuma das histórias é inédita no país, mas é a primeira vez que se colecionam artistas brasileiros num especial desse tipo. Ponto para a Panini.




E para quem não conhece a fundo o mercado dos quadrinhos nos dias de hoje, não pense os brasileiros são “refugo de mercado”. Ao contrário, seus nomes estão entre os mais cotados dos dias de hoje. Todos estão envolvidos em revistas de ponta em meio ao reboot da DC Comics, The New 52,que começou esses dias, por exemplo. Veja as imagens e tire suas conclusões.




Ira, boa matéria, e bacana a iniciativa da Panini, Há muito tempo os brasileiros são destaque na indústria norteamericana de quadrinhos e esse é um feliz sonho tupiniquim realizado, Quem não delirou na infância, lendo Ebal, Bloch e Abril, em um dia vir a desenhar e escrever seus heróis favoritos? Pois nossos artistas conseguiram de forma brilhante, e nomes como Mike Deodato, Ivan Reis e Ed Benes, dentre tantos outros, já são lembrados e reverenciados pelas novas gerações como fazemos com artistas ícones do passado.
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Não foi o “crescimento do mercado” que proporcionou a entrada de desenhistas brasileiros no mercado americano. Foi o talento, trabalho árduo e profissionalismo dos desenhistas e a iniciativa de Helcio de Carvalho e Dorival Lopes, fundadores da Art & Comics, que passaram a representar artistas brasileiros no exterior.
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Olá, Mike Deodato, é um prazer enorme tê-lo aqui no HQRock. Preciso dizer, em primeiro lugar, que sou um fã incondicional de seu trabalho!
Dito isso, concordo totalmente com você: o talento, o profissionalismo dos desenhistas e o empenho e empreendedorismo da Art & Comics foram fundamentais (determinantes?) para a explosão de desenhistas brasileiros no mercado de Comics. E eu sei que essa “invasão” (no bom sentido, como a Invasão Britânica do rock nos anos 1960 ou a Invasão Britânica dos quadrinhos nos anos 1980) se iniciou até mesmo antes, no fim dos anos 1980, quando vocês começaram a trabalhar em editoras menores.
Mas você não acha que o surgimento da Image e a ampliação do mercado (mais vendas = mais revistas = necessidade de mais profissionais) foram fundamentais para que os desenhistas brasileiros entrassem no mercado das majors Marvel, DC e Image? Infelizmente, no mundo de hoje (em qualquer negócio) só talento não conta, é preciso muito mais, e os brasileiros estiveram lá “na hora certa, no lugar certo” e tiveram seu acesso. Talvez em outro contexto, a ascensão dos brasileiros demorasse mais, não acha? Isso não é tirar mérito de vocês, pelo contrário, é somar: além do talento e do profissionalismo (citados acima), vocês tiveram um senso impressionante de “momento certo” que permitiu isso.
Acho que já vi uma discussão sobre isso envolvendo você, não sei aonde, talvez na revista “Mundo dos Super-Heróis”, (ou na internet, desculpe, não lembro) mas queria deixar bem claro que em momento algum quis afirmar que o “contexto de mercado” diminuiu o talento de vocês, que como eu digo na matéria, é o melhor do momento.
Um grande abraço!
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Ah, e espero ansioso que a Panini aproveite o lançamento de seu livro pela Marvel para publicar um especial desse tipo dedicado ao seu trabalho na Casa de Ideias.
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otima noticia para nós fãs de hqs.e ponto para a panini.esse tenho certeza q vou comprar. e mais um ponto para HQROCK por sempre colocar noticias saindo do forno.ja toespalhando o blog pros meus amigos. valeu peixoto e até mais
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Obrigado, Biano! Um grande abraço!
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Sem problema, Irapuan.
É que eu fico transtornado quando vejo esse tipo de “explicações” pra invasão brasileira no mercado americano. Santo de casa não faz milagre mesmo … Já vi gente dizendo até que somos “mão de obra barata” e até que só conseguimos entrar por causa da “saída dos desenhistas da Marvel pra formar a Image”. Isso tudo, além de um absurda falta de informação, me parece um grande insulto ao talento e esforço de quem conseguiu chegar lá, Perguntem a QUALQUER editor que já trabalhou comigo se o trabalho me foi dado por qualquer outra razão senão a qualidade de meu trabalho. Enfim, sei que não foi a sua intenção, mas eu precisava dizer o que penso. 🙂 Grande abraço.
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