
O dia 08 de dezembro de 1980 marca um fato trágico e extremamente importante em termos históricos: é a data da morte de John Lennon, o líder e fundador dos Beatles, a mais famosa banda de rock de todos os tempos.
Nascido em Liverpool, na Inglaterra, em 1940, Lennon fundou uma banda de garagem aos 16 anos que daria origem à mais respeitada dentre todas as bandas de rock. Entre 1962 e 1970, os Beatles (Lennon mais Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr) foram os líderes de uma revolução estético-musical de grande importância cultural no século XX.

Após o fim da banda, Lennon continuou fazendo sucesso em carreira solo, ainda emplacando hits como Instant Karma!, Imagine, Woman e Stand by me. O músico emigrou para os Estados Unidos em 1972 e teve que encarar quatro anos de uma batalha judicial para não ser deportado, por causa “oficialmente” de uma prisão anterior por porte de drogas, mas na verdade, porque o Governo de Richard Nixon temia o poder aglutinador do compositor e suas ligações com movimentos de esquerda radicais.

Por fim, Lennon ganhou a causa, teve seu segundo filho nos EUA e abandonou a carreira temporariamente, por cinco anos, para criá-lo. Quando retomou as atividades profissionais, em 1980, lançou um novo álbum e, em seguida, foi assassinado na porta de sua casa, no Edifício Dakota, em Nova York, pelas mãos de Mark David Chapman, um fã dos Beatles com problemas mentais.
Como estudioso do rock, coloco a morte de Lennon como marco final do período do Rock Clássico, aquele que têm início com a Invasão Britânica comandada por Beatles, Rolling Stones e The Who nos anos 1960. Entre o fim dos anos 1970 e início dos 1980, porém, os artistas daquela geração, que ainda comandavam o showbizz, foram “substituídos” por uma nova leva advinda de movimentos como o Punk e o New Weave.
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