Rolling Stones: celebrando 50 anos em Londres.

Ontem, dia 25 de novembro de 2012, a banda britânica The Rolling Stones realizou um grande show em sua cidade natal, Londres, para comemorar os 50 anos de atividades do grupo. Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts se reuniram e tocaram para uma multidão de 20 mil fãs no O2 Arena, a principal casa de shows da cidade.

Para celebrar o momento especial, a banda apresentou um show diferencial, cheio de participações especiais ilustres. Os Stones abriram o show com I wanna be your man, canção que raramente tocam, mas que foi a primeira do grupo a chegar às paradas britânicas. E detalhe: é uma composição de John Lennon e Paul McCartney, dos Beatles, que deram a canção de presente para que os Stones pudessem ganhar popularidade.

Em seguida, veio Get off my cloud, um grande sucesso de 1965, e por It’s all over now, canção de 1964. Ambas também são faixas que não são comuns no repertório da banda nos últimos anos. Um presente para os fãs mais antigos.

Keith Richards: alma musical do grupo.

Gimme shelter foi a primeira a ganhar um convidado especial: a famosa cantora de R&B, Mary J. Blige, que entoou os versos junto a Mick Jagger. Pouco depois, foi a vez da lenda-viva da guitarra Jeff Beck, se unir ao grupo e tocar Going down. Beck é contemporâneo dos Stones, tendo participado da banda The Yardbirds, também advinda do circuito de R&B de Londres. Além disso, o segundo guitarrista dos Stones, Ron Wood, tocou com Beck na banda The Jeff Beck Group, entre 1967 e 1969, antes de ir para o The Faces e mais tarde entrar para os Rolling Stones em 1976.

Em seguida, os Stones apresentaram suas duas faixas novas: Doom and gloom eOne more shot, que fazem parte da coletânea Grrr!, que celebra as cinco décadas de atividades.

A guitarra de Ron Wood acrescenta profundidade à sonoridade da banda.

Depois, a banda cumpriu a promessa de convidar seus ex-membros para a festa: o baixista Bill Wyman – que fez parte da banda desde 1963 até 1993 – subiu ao palco e empunhou seu instrumento em dois grandes clássicos de sua época: It’s only rock’n’roll eHonk tonk women.

Após uma parada para apresentar os membros da banda e do apoio, o show retomou e chegou Happy, única canção da noite cantada pelo guitarrista Keith Richards.

Mick Jagger: um garoto aos 70 anos de idade.

Em seguida, subiu ao palco o outro ex-membro dos Rolling Stones, o guitarrista Mick Taylor, que esteve na banda entre 1969 e 1975, período que é, também, o auge criativo deles. Com sua guitarra melódica e poderosa, Taylor entoou a sombria e pesada Midnight rambler, ponto altíssimo das apresentações do grupo no início dos anos 1970. Faltou apenas o ex-membro Brian Jones, morto em 1969, ao qual Taylor substituiu.

Sem deixar a bola cair, os Stones tocaram uma sequência de clássicos, com Miss you, Start me up, Tumbling dice, Brown sugar e Sympathy for the devil.

Para o biss, o grupo voltou e tocou a balada You can always get what you want, acompanhada por um coro, e fechou a apresentação com Jumpin’ jack flash, faixa superclássica de 1968 que abriu a maioria dos shows de sua última turnê, entre 2005 e 2007.

Stones: banda mostra relevância ainda no século XXI.

Foi um show realmente diferenciado, com participações especiais e faixas incomuns. Além disso, tocando em casa e com 50 anos de aclamação mundial, a banda ainda se deu ao luxo – compreensível – de dispensar a obrigatória Satisfaction.

As pedras continuam rolando: a banda repete a apresentação na quinta-feira, novamente no O2 Arena. Depois, vai para os EUA, onde se apresenta em Newark, no Estado de Nova Jersey. Eles acabaram de revelar que haverá um show extra, no Broklyn em Nova York.

Os Rolling Stones se formaram em Londres em 1962, dentro do circuito de R&B da cidade. Lançaram seus primeiros discos no ano seguinte e em 1964 alçaram o sucesso nacional. Em seguida, em 1965, veio o superhit (I can’t get no) Satisfaction e a aclamação mundial.

Desde então, é uma das principais e mais influentes bandas de rock ainda em atividade.

O último álbum de estúdio da banda foi A Bigger Bang, de 2005.