A galeria das armaduras do filme.
A galeria das armaduras do filme.

Pegando carona no lançamento próximo de Homem de Ferro 3, fecho da primeira trilogia do “vingador dourado” publicado pela Marvel Comics, e levado aos cinemas pelo Marvel Studios, bem como na esteira da comemoração dos 50 anos do Homem de Ferro neste mês de março (veja mais aqui), o HQRock traz um post especial com uma lista das principais, melhores e mais importantes armaduras usadas por Tony Stark.

Muitos visuais para um herói só.
Muitos visuais para um herói só.

Embora o herói tenha passado 20 anos usando a mesma armadura, de uns tempos para cá se criou a tradição de modificá-la constantemente. Até nos filmes, o vingador dourado já usou nada menos do que sete modelos em apenas três filmes (Homem de Ferro, Homem de Ferro 2 e Os Vingadores). E os rumores dizem que o número pode chegar a 51 – isso mesmo 51! – em Homem de Ferro 3.

Nos quadrinhos, o número é muito maior. Mas muito maior mesmo. Na impossibilidade de listar todas, o HQRock faz uma seleção das mais importantes armaduras usadas pelo Homem de Ferro. Inspirando-se nos filmes, usamos uma nomenclatura técnica para elas, mas a contagem pode não ser muito precisa, tendo em vista a infinita diversidade de modelos. Mas lembramos: não existe uma contagem oficial das armaduras dos quadrinhos, por isso, a usada aqui não é oficial e foi criada especialmente para esta postagem.

(Se quiser saber mais sobre a trajetória do Homem de Ferro nos quadrinhos – em termos cronológicos e editoriais – veja o especial do HQRock sobre o herói, clicando aqui).

Mas vamos lá. Escolha a sua armadura!

A primeira armadura: improviso.
A primeira armadura: improviso.

A Original – Mark 1.0

A primeiríssima armadura do Homem de Ferro foi criada por Jack Kirby e, convenhamos, é feia até para os padrões dos anos 1960. Claro que tal feiura tinha um motivo: na trama da história original, o empresário Tony Stark é sequestrado atrás das linhas inimigas e constrói a armadura com peças sobressalentes e sucata, mostrando como é um gênio. De qualquer modo, ainda assim, o mostrengo criado por Kirby já define alguns dos principais signos do personagem: o círculo peitoral e o modelo de capacete, com aberturas retangulares para olhos e boca. Elementos que mantêm-se como padrões em 50 anos de publicações.

Essa armadura improvisada e cinzenta foi usadas apenas duas vezes: quando criada, em Tales of Suspense 39, de 1963, e no início da aventura seguinte. Porém, como Stark guarda o modelo em sua galeria de armaduras, vez por outra a vemos novamente. Além dos flashbacks.

Curiosamente, essa armadura foi transposta de maneira incrivelmente fiel em Homem de Ferro, de 2008, como a armadura que Stark constrói na caverna para escapar.

A armadura dourada.
A armadura dourada.

Dourada – Mark 1.1

A primeira armadura dourada é simplesmente uma variação da anterior com uma cor diferente. A mudança atende simplesmente quesitos estéticos: na história, uma amiga de Tony Stark presencia o Homem de Ferro em ação (sem saber ser o amigo, é claro) e comenta, mais tarde, como o herói era assustador, com aquela armadura cinzenta. Para dar um ar mais leve e heróico à sua nova personalidade, Stark cobre a armadura de ouro. Além disso, o empresário genial acrescenta uma série de armamentos para deixá-la mais potente nos combates, acrescentando os raios propulsores, mecanismos eletromagnéticos e truques que lhe permitem até voar.

Sua estreia se deu já na segunda história do personagem, em Tales of Suspense 40, de 1963. O herói até ficou algum tempo com ela, sendo este modelo com o qual ajudou a fundar os Vingadores, na revista Avengers 01, também em 1963.

Em Homem de Ferro, é feita uma homenagem à ideia dessa armadura, quando Stark constrói uma versão avançada da armadura, já em casa. No entanto, no filme, ela ainda é acinzentada, quase prateada. Ainda assim, esta é a armadura confiscada pelo governo que será usada James Rhodey nos filmes seguintes.

O Primeiro modelo vermelho-dourado.
O Primeiro modelo vermelho-dourado.

Pré-Clássica – Mark 2.0

Em Tales of Suspense 48, de 1964, o Homem de Ferro tem uma mudança radical de visual, adotando pela primeira vez o tradicional padrão de cores dourado e vermelho, além de uma armadura mais esguia, que segue os contornos do corpo humano. Mais bonita e elegante, essa se transformou no padrão a ser seguido a partir de então. Na trama, Stark é derrotado em combate pelo vilão Mestre dos Bonecos, que constrói bonecos místicos com os quais controla o corpo dos representados. Tendo em vista que ele tinha um boneco que controlava a Mark 1.1, Stark resolve criar uma nova armadura para surpreender o vilão e vencê-lo. Assim, nasce a Mark 2.0.

Em termos editoriais, há uma briga pela autoria do design da armadura. Jack Kirby desenhou a capa da revista em que ela aparece pela primeira vez; enquanto Steve Ditko desenhou a história em si. E essa nem é a única disputa entre os dois desenhistas por visuais dentro dos anos iniciais da Marvel Comics…

A autoria da arte é importante porque definiu vários outros elementos básicos do visual do vingador dourado, como o esquema de cores dourado-vermelho distribuindo entre tronco e membros; o triângulo invertido na cabeça e muito mais. Se foi criação de Ditko, é uma grande contribuição do artista ao personagem, mas se foi de Kirby, então o mérito do visual do Homem de Ferro até hoje é todo dele.

Além de várias aventuras, entre 1964 e 1966, a Mark 2.0 é a armadura que o Homem de Ferro usa na clássica revista Avengers 04, de 1964, na qual os Vingadores encontram o Capitão América congelado desde os tempos da II Guerra Mundial.

A versão com rebites na cabeça.
A versão com rebites na cabeça.

Clássica Inicial – Mark 3.0

Uma pequena variação da Mark 2.0 gera a 3.0, dando um conteúdo mais anatômico ainda ao Homem de Ferro. O maior destaque de imediato é a adequação da máscara facial ao tamanho do capacete, já que no modelo anterior, a face ultrapassava os limites do rosto. Esta seria quase o visual definitivo do herói – agora criado por Don Heck, que era o desenhista da maioria das aventuras do herói desde o início – ao não ser pelo detalhe dos rebites dispostos ao redor do triângulo invertido do topo da máscara. Esse detalhe, além de feio, era um pesadelo para os coloristas da Marvel, já que não deixava uma delimitação clara entre as partes dourada e vermelha do capacete. Talvez por isso, durou apenas algumas edições, entre Tales of Suspense 54 e 66, em 1966.

A armadura clássica: campeã com 20 anos de uso.
A armadura clássica: campeã com 20 anos de uso.

Clássica – Mark 3.1

Como a nomenclatura deixa clara, é apenas o refinamento da versão anterior: sem os rebites da máscara. Esta é a armadura definitiva do Homem de Ferro. Claro que não é mais usada e nem será, devido à mudança tecnológica, mas em termos de desenho, é de uma plasticidade incrivelmente bonita. Não à toa, o vingador dourado usou essa armadura por 20 anos ininterruptos. Estreando em Tales of Suspense 66, de 1966, e sendo aposentada em Invencible Iron-Man 200, de 1986.

Claro que as armaduras atuais são mais bonitas, mas a Mark 3.1 é a mais icônica, sem dúvidas.

Ao longo dos anos, houve apenas algumas variações muito pequenas. O Homem de Ferro usou outros modelos (veja a seguir) para missões específicas, mas esta permaneceu sendo sua armadura oficial. Podemos dizer até que houve uma Mark 3.1.1, quando o desenhista George Tuska acrescentou um nariz à máscara do herói, ao longo dos anos 1970, mas a ideia não pegou.

Portanto, a Mark 3.1 é usada em muitas das aventuras clássicas do herói, desde aquelas do início dos anos 1970, que marcaram toda uma geração de fãs; passando pelas clássicas histórias do trio David Michelinie, Bob Layton e John Romita Jr.; até o incrível arco de Dennis O’Neil com desenhos de Luke McDonnell, Rick Buckler e Mark D. Bright. 

Versão moderna da Hulkbuster.
Versão moderna da Hulkbuster.

Hulkbuster – Mark 3.2

Em algumas situações específicas, nas quais o Homem de Ferro era obrigado a enfrentar a força descomunal do incrível Hulk, Tony Stark criou essa armadura especial, dotada de pura força bruta. Seu peso e volume a tornam inviável para a maioria das missões, mas para combater alguém como o Hulk só mesmo numa máquina dessas. Não que ela termine inteira o combate…

Ao longo dos anos, várias versões da Hulkbuster já foram usadas.

Essa armadura aparecerá, mesmo que brevemente, em Homem de Ferro 3. E quem sabe, em um futuro filme que obrigue uma batalha desse porte?

O primeiro modelo espacial.
O primeiro modelo espacial.

Armadura Espacial – Mark 3.3

Para atuar no espaço, Tony Stark projetou essa armadura espacial especifica. O visual foi criado por Bob Layton, em 1981, e foi o primeiro a romper com o modelo do círculo peitoral.

Modelo Stealth: invisível a radares.
Modelo Stealth: invisível a radares.

Stealth – Mark 3.4

Quando Stark precisa fazer uma aproximação sem ser visto, ele utiliza este modelo Stealth, que é invisível aos radares. Contudo, os componentes de camuflagem ocupam muito espaço da armadura e a deixam deficiente em outros campos, o que a torna também impraticável de usar o tempo todo. Mais tarde, Stark integrou um dispositivo ainda mais avançado na Mark 4.0, mas este tinha um efeito devastador em seu organismo, o que o levou a ter que desistir de usá-lo.

O modelo submarino.
O modelo submarino.

Submarina – Mark 3.5

Para missões submarinas em profundidades elevadas, Stark utiliza este modelo que é quase um exoesqueleto para outras armaduras. Algumas variações dele foram usados ao longo dos anos.

Centurião Prateado: marca dos anos 1980.
Centurião Prateado: marca dos anos 1980.

Centurião Prateado – Mark 4.0

Após muitos anos usando a Mark 3.1, Stark decidiu que era o momento de partir para algo ainda mais avançado. A Mark 4.0, na verdade, foi projetada originalmente para James Rhodes. Na fase escrita por Dennis O’Neil, no início dos anos 1980, Tony Stark tinha novamente problemas com o alcoolismo, ao ponto de perder tudo. Literalmente. Sua empresa foi tomada pelo rival corporativo Obadiah Stane. Devido à bebida, Stark abandonou a identidade de Homem de Ferro, que foi ocupada por seu melhor amigo, Rhodes. Rhodes chegou até a atuar com os Vingadores, enquanto Stark se ocupava apenas da vida empresarial, numa lenta batalha para retomar sua fortuna e seu prestígio. Contudo, em meio a um ataque mais agressivo de Stane, e com Rhodes derrotado, Stark se viu sem saída e decidiu enfrentá-lo, usando o novo modelo 4.0.

O modelo Centurião Prateado estreou em Invencible Iron-Man 200, de 1986, com textos de Dennis O’Neil e arte de Mark D. Bright, que criou o novo visual. Bastante diferente dos modelos anteriores – com uma inédita mudança no esquema de cores, abandonando o dourado em troca do prateado – a 4.0 cativou bastante os leitores dos anos 1980. Apesar de não ser prática em última instância – o tronco era mais largo para abrigar as ombreiras protetoras – o charme e elegância da armadura são inegáveis.

Muito mais avançada do que o modelo anterior, a armadura foi usada durante um breve período, que incluiu a clássica história Guerra das Armaduras, publicada entre Invencible Iron-Man 225 a 232, em 1987, por David Michelinie, Bob Layton e Mark D. Bright.

A Centurião Prateado, contudo, foi inteiramente destruída durante o confronto com o Poder de Fogo (Firepower), que a destroçou, obrigando Stark a criar um novo modelo.

O filme Homem de Ferro 2 faz uma pequena homenagem à Centurião Prateado, com aquela armadura retrátil que Stark usa no Grande Prêmio de Mônaco.

A armadura Neoclássica.
A armadura Neoclássica.

Neoclássica – Mark 5.0

Com a destruição do modelo anterior pelo Poder de Fogo, Tony Stark cria então uma nova armadura, que ficou conhecida como Neoclássica, porque retoma os conceitos visuais da Mark 3.1, atualizando-os. Criada visualmente por Bob Layton e estreando em Invencible Iron-Man 231, com roteiros dele e David Michelinie e desenhos de Jackson Guice, a Neoclássica é, com certeza, uma das armaduras mais bonitas já usadas pelo Homem de Ferro em sua longa carreira. Poderia até ter durado muito tempo, mas seu surgimento coincide com a chegada a ânsia dos roteiristas em modificar a armadura o tempo todo. De qualquer modo, é uma armadura memorável.

A versão da Neoclássica por John Romita Jr.
A versão da Neoclássica por John Romita Jr.

Teleguiada – Mark 5.1

Esta é apenas uma pequena variação da armadura Neoclássica. Em Invencible Iron-Man 242, de 1988, a vida de playboy de Tony Stark finalmente paga um preço: a socialite Kathy Dare fica obcecada pelo empresário e, quando rejeitada, dá-lhe um tiro no peito. Apesar de sobreviver, Stark fica paralítico. Assim, cria uma nova versão, a Mark 5.1, que lhe permite andar novamente. Contudo, como a nova condição exigia muito esforço físico, logo, criaria a Mark 5.1.1 em que não era mais necessário entrar na armadura, apenas controlá-la à distância, como um dispositivo remoto. Quando o desenhista John Romita Jr. retornou ao personagem – após o fim da longa temporada de Michelinie, Layton e Guice e a entrada do roteirista John Byrne – o desenhista trazia um novo estilo de desenho, bem distinto daquele que usara no fim dos anos 1970. Com isso, a nova arte mais estilizada de Romita Jr. conferiu um visual mais robusto à armadura teleguiada. Alguns desenhistas posteriores, quando fazem referência à esse período, terminam por adotar o estilo, fazendo como se a Teleguiada fosse um modelo mais robusto do que as demais. Stark usa a Mark 5.1.1 nos arcos Guerra de Armadura II, de 1990, e A Semente do Dragão, de 1991, já com desenhos de Paul Ryan, mas ainda com roteiros de Byrne. Por fim, houve ainda uma Mark 5.1.2 na qual Stark volta para dentro da armadura, na medida em que é implantado um ship experimental em sua coluna e ele volta a andar. Esse ship também se comunicava diretamente com os sistemas da armadura.

A versão de Stark para a Máquina de Combate.
A versão de Stark para a Máquina de Combate.

Máquina de Combate – Mark 6.0

No início dos anos 1990, o Homem de Ferro adere à Era Sombria dos Quadrinhos. Em consequência, a longa fase do personagem produzida por Len Kaminski e Kevin Hopgood é bem mais pesada e violenta. Nessa época, o uso prolongado do ship da Mark 5.1.2 prejudicou bastante a saúde de Stark. Atacado por inimigos de grande poder de fogo, ele cria a Mark 6.0, uma armadura armada não somente com os raios propulsores, mas toda uma série de armamentos mais elementares, como minimísseis, canhões e metralhadoras. O modelo também era bem mais sombrio do que os anteriores, com um esquema de cores entre cinza e prata. Apelidada de Máquina de Combate, ela surgiu em Invencible Iron-Man 282, de 1992. Entretanto  Stark a usou por pouco tempo.

E a versão de James Rhodes para o Máquina de Combate.
E a versão de James Rhodes para o Máquina de Combate.

Máquina de Combate (versão James Rhodes) – Mark 6.1

Quando Stark é dado como morto – para experimentar um processo cirúrgico que lhe livrasse do ship e ao mesmo tempo lhe permitisse voltar a andar – o empresário é substituído como Homem de Ferro novamente por James Rhodes. Quando este descobre que Stark está vivo e lhe enganou, fica furioso e vai embora levando a armadura consigo. A partir de então, Rhodes se torna o Máquina de Combate, um herói autônomo, que chegou a ter suas próprias aventuras e ingressou nos Vingadores da Costa Oeste.

Este arco do Máquina de Combate é ligeiramente adaptado em Homem de Ferro 2, com Rhodes usando a armadura prateada do primeiro filme com modificações.

A armadura de Telepresença, em 1992.
A armadura de Telepresença, em 1992.

Telepresença – Mark 7.0

Na ausência da Mark 6.0, Tony Stark decide criar uma nova, ainda no esquema de dispositivo remoto. A Mark 7.0 reutiliza alguns elementos da Neoclássica (5.0), mas com mais detalhes. Destaque para o maior volume de alguns componentes e a ausência da fenda da boca. Contudo, o resultado não é nada mal. Mesmo assim, é uma das armaduras oficiais que teve menos tempo de uso. Estreando em Invencible Iron-Man 290, de 1992, seria destruída pelo vilão Ultimus na edição 300, de 1993. Ainda sob o comando de Len Kaminski e Kevin Hopgood.

A armadura chamada Modular.
A armadura chamada Modular.

Modular – Mark 7.1

Para derrotar Ultimus, Tony Stark cria uma nova armadura, que na verdade, é um desenvolvimento da anterior diminuindo a influência do visual da Neoclássica. Além disso, incorporando uma ideia interessante da versão Máquina de Combate: a possibilidade de acrescentar novos elementos à armadura, na medida da necessidade de cada missão. Daí, a Mark 7.1 ser conhecida como armadura Modular. Essa armadura ficou bastante conhecida porque foi muito usada em mershandising nos anos 1990, aparecendo em games e no desenho animado da Fox. Também foi usada por um longo período (proporcionalmente falando), entre 1993 e 1995. É uma armadura interessante e passa uma imagem esportiva, o que faz com que muitos dos fãs dos anos 1990 a adorem.

A Hulkbuster Modular.
A Hulkbuster Modular.

Nova Hulkbuster – Mark 7.2

A variação da armadura Modular mais famosa, sem dúvidas, foi essa nova versão da Hulkbuster. Marcou os leitores dos anos 1990.

A armadura de Tempestade Galática.
A armadura de Tempestade Galática.

Batalha Espacial – Mark 5.2

Quando Stark precisou voltar ao espaço para combater ao lado dos Vingadores na saga Operação: Tempestade Galática, que se desenrolou por dezenas de revistas da Marvel em 1994, o empresário criou uma nova armadura espacial. Curiosamente, em vez de manter o estilo da armadura Modular, este novo modelo recuperou vários elementos da Neoclássica, combinando-os com os posteriores. Por isso, poderíamos dizer ser uma Mark 5.1.2 e não uma Mark 7.1.2. De qualquer modo, seu uso foi exclusivo para esse período.

A horrenda armadura de The Crossing.
A horrenda armadura de The Crossing.

The Crossing – Mark 8.0

Um dos piores arcos de histórias envolvendo o Homem de Ferro foi The Crossing. Foi tão ruim que nunca saiu no Brasil. (A editora Abril, que publicava as histórias da Marvel na época, sabiamente “pulou” essa fase, já que ninguém ia sentir falta dela mesmo…). No arco, os Vingadores descobrem que o vilão Kang, o conquistador, um perigoso viajante do tempo, conseguiu dominar a mente de Tony Stark para este destruir a equipe – uma maneira burra de tentar explicar porque Stark estava agindo como um idiota nos últimos tempos… Os Vingadores, então, conseguem resgatar do passado uma versão adolescente de Stark para ajudar a derrotar sua contraparte adulta. O Stark-vilão usou então essa armadura, a Mark 8.0, uma das coisas mais feias já criadas nos 50 anos do personagem. Ela mistura elementos da armadura Clássica com ideias usadas no personagem Arno Stark, o Homem de Ferro do futuro, que apareceu em histórias dos anos 1980. Foi criada visualmente pelo desenhista Tom Morgan e apareceu em Invencible Iron-Man 319. E não foi o seu melhor trabalho mesmo…

E a tão feia quanto versão Teen Tony.
E a tão feia quanto versão Teen Tony.

Teen Tony – Mark 9.0

Na conclusão de The Crossing, o Stark adulto-vilão é morto e substituído pelo Stark-adolescente-herói. Apelidado de Teen Tony foi uma das ideias mais estúpidas que a Marvel teve em sua história. A armadura que ele usou, a Mark 9.0, também é feia e as histórias são tão ruins que foram “apagadas” da existência em uma revisão cronológica que veio à seguir. A armadura do Teen Tony foi criada por Dave Hoover e aparece em Invencible Iron-Man 328, de 1996.

A horrenda armadura de Heróis Renascem. Arte de Whilce Portacio.
A horrenda armadura de Heróis Renascem. Arte de Whilce Portacio.

Heróis Renascem [sem classificação]

Esta armadura não tem classificação porque não faz parte da cronologia oficial da Marvel, mas de uma realidade alternativa. Nas tramas, Teen Tony e todos os Vingadores (mais o Quarteto Fantástico) aparentemente morrem enfrentando o vilão Massacre, no arco Massacre, de 1996. Porém, a “essência” dos heróis é preservada pelo poderosíssimo mutante Franklin Richards (filho do Sr. Fantástico e da Mulher-Invisível) em um tipo de realidade alternativa. Esse foi o projeto Heróis Renascem, que a Marvel editou por um ano e que foi um grande fracasso. Eram os Vingadores e o Quarteto Fantástico escritos pelos desenhistas e artistas da concorrente Image Comics e o resultado foi péssimo. O Homem de Ferro teve textos de Jim Lee e Scott Lobdell e arte de Whilce Portacio, que criaram essa estranha armadura para ele. Depois, os heróis são trazidos de volta à realidade padrão.

A versão de Sean Chen.
A versão de Sean Chen.

Retrô – Mark 10.0

Depois de Heróis Renascem, o Homem de Ferro teve uma ótima fase escrita por Kurt Busiek e desenhada por Sean Chen, na revista Iron-Man (vol. 03). Os artistas criaram essa nova armadura, chamada de Retrô, que combina elementos da Clássica e da Proto-Clássica (Mark 2.0) com a Modular (7.1). Embora ligeiramente exagerada, a armadura Retrô tem seu charme. E suas histórias são ótimas. Kurt Busiek explorou as tecnologias da vida real – computadores, celulares, internet – como nenhum outro nas revistas do Homem de Ferro, dando um impulso de renovação no personagem, ao mesmo tempo em que reforçava aspectos icônicos e retomava conceitos clássicos. Velhos inimigos voltaram sob nova roupagem e os velhos desafios corporativos passaram a ocupar um papel fundamental nas tramas. Também usando a armadura Retrô o Homem de Ferro viveu grandes aventuras paralelas na revista dos Vingadores, numa fase também escrita por Busiek e com arte de George Perez.

O modelo SKIN.
O modelo SKIN.

SKIN – Mark 10.1

Uma variação da Retrô para uma situação específica, essa armadura é outra das mais horrorosas já usadas pelo herói e teve vida breve. Um pequeno deslize em um meio a um bom momento. Ainda bem… Na trama, a tecnologia de Inteligência Artificial da armadura Retrô torna-se autoconsciente e vai ficando cada vez mais autônoma e agressiva. No fim das contas, Stark vence sua criação – ao custo de um ataque cardíaco e do retorno da necessidade de usar uma bateria para sobreviver. O trauma leva o empresário a criar a armadura SKIN, baseado nos protótipos das Mark 1.0 e 1.1. Foi a primeira vez que ele experimentou o metal líquido, também. Contudo, pouco tempo depois, voltou a usar o modelo Retrô e suas variações.

Uma das várias variações do início do século XXI.
Uma das várias variações do início do século XXI.

Século XXI – Mark 11.0 

Com a virada do século XXI, os roteiristas e ilustradores da Marvel passaram a ter uma preocupação em mostrar um Homem de Ferro mais tecnológico. Assim, a armadura passou a ser retratada como uma armadura de verdade e não algo como uma “roupa” extravagante. A Mark 11.0 é a apenas a primeira de uma série de variações. Daqui em diante é praticamente impossível garantir alguma exatidão quanto às armaduras de um modo geral, pois praticamente cada arco de histórias traz uma diferente ou ligeiramente modificada. Portanto, agora, são apenas simplificações, certo? De qualquer modo, a partir daqui se tem um determinado padrão estético que durou toda a década de 2000 e influenciou diretamente as armaduras usadas nos filmes. Foi com essas variações de armaduras que Stark passou por arcos importantes, como a revelação de sua identidade secreta (Invencible Iron-Man vol. 3 55) e A Melhor Defesa (Invencible Iron-Man vol 3 73 a 78, de 2002 e 2003, respectivamente. Paralelamente, as variações da Mark 11 também estiveram nas sagas dos Vingadores, como A Queda e os primeiros arcos dos Novos Vingadores, como Motim, na revista New Avengers 01 a 07, de 2005, escrita por Brian Michael Bendis e desenhada por David Finch. São essas histórias que colocam Tony Stark como o centro fundamental do Universo Marvel.

Extremis: elegância na arte de Adi Granov.
Extremis: elegância na arte de Adi Granov.

Extremis – Mark 12.0 (e variações…)

Em termos visuais, a armadura Extremis nem é tão diferentes daquelas usadas por Tony Stark no início dos anos 2000, mas traz uma mudança conceitual. Extremis foi um arco de histórias publicado em The Invencible Iron-Man (vol. 04) 01 a 06, em 2005, escrito por Warren Ellis e desenhado por Adi Granov. Infectado (por vontade própria) pelo vírus tecnorgânico extremis, Stark e a armadura finalmente se tornam uma coisa só. Ela passa a fazer parte do corpo dele. Isso, claro, teria muitas implicações no futuro próximo e foi bem explorado na revista própria do vingador dourado. E a trama do Extremis também serve de inspiração para Homem de Ferro 3, que chega aos cinemas em breve. A armadura Extremis foi criada pelo desenhista Adi Granov, que também criou os designs para os filmes.

Pepper Potts e a armadura Resgate.
Pepper Potts e a armadura Resgate.

Resgate – Mark 11.6

Esta aqui é um diferencial importante: uma armadura criada especificamente para Pepper Potts usar em situações extremas. Para quem curte versões femininas de grandes heróis, agora podemos dizer que temos uma Mulher de Ferro. Se bem que o nome Resgate é melhor mesmo… Será que veremos Gwynelt Paltrow usando uma dessas no cinema? Tudo é possível…

Backup – Mark 13.0

Atacado por um vírus de computador, por meio do vilão Norman Osborn, Tony Stark se vê obrigado a fazer um back up do próprio cérebro. Soa bizarro, mas é uma boa história. A armadura, como de costume sofre algumas modificações em relação à anterior.

A feia armadura pós-Reinado Sombrio.
A feia armadura pós-Reinado Sombrio.

2010 – Mark 14.0

Após uma década usando variações da Mark 11.0 (vamos dizer assim, ok?), Tony Stark promove uma mudança radical após o fim do Reinado Sombrio de Norman Osborn e o reconciliamento de Stark com seus velhos amigos Vingadores. (É uma longa história, leia aqui, num outro especial do HQRock). Assim, surge essa armadura, feia e cheia de luzes. Se por um lado, a Extremis era uma beleza plástica impressionante, essa nova é horrorosa e exagerada. Outro passo atrás. Mas até que durou muito, embora também tenha tido suas variações. Stark usa essa armadura na saga Fear Itself (O Próprio Medo) e também nas excelentes aventuras dos Vingadores reorganizados, na nova revista Avengers (vol. 4), com roteiros de Brian Michael Bendis e arte de John Romita Jr., dentre as quais o confronto com Kang, o conquistador para impedir um ataque futuro de Ultron, além da busca pelas Joias do Infinito que caíram nas mãos do Capuz.

A armadura de Marvel Now.
A armadura de Marvel Now.

Metal Líquido – Mark 15.0

Outra mudança radical para depois do evento Vingadores versus X-Men (que começa a ser publicado aqui no Brasil agora – leia aqui) e o início do evento Marvel Now. Essa nova armadura é de metal líquido e muito bonita, sendo bastante diferente das anteriores por mudar o esquema de cores para um dourado-preto (ou marrom?). Ficou interessante, mas como Stark tem muito mais senso estético agora do que antes, já há outras armaduras em paralelo, como a próxima.

Uma nova armadura espacial.
Uma nova armadura espacial.

Guardiões da Galáxia – Mark 16.0

Em Marvel Now, Tony Stark divide seu tempo entre os Vingadores e os Guardiões da Galáxia. Para poder atuar no espaço, o Homem de Ferro usa outra armadura espacial, nossa Mark 16.0.

Muitas caras para um herói só...
Muitas caras para um herói só…

É claro que não acaba aqui. Muita outras virão, e muitas outras não-citadas já existiram, mas aqui você tem uma lista bastante expressiva das mais importantes armaduras criadas e usadas por Tony Stark ao longo de seus 50 anos de histórias em quadrinhos.

E você leitor, qual é a sua favorita? Comente aí embaixo!

O Homem de Ferro foi criado por Stan Lee, Larry Lieber, Jack Kirby e Don Heck em 1963, na revista Tales of Suspense 39, e desde então é publicado pela Marvel Comics. O personagem é membro fundador dos Vingadores.iron-man various armors until 80s