No sábado dia 05 de setembro, o documentário sobre a turnê de retorno da banda britânica Oasis estreou no Festival de Veneza. Segundo a Variety (e várias outras publicações via redes sociais), Don’t Look Back in Anger foi exibido fora da competição oficial no Palazzo Del Cinema e o público foi ao delírio, ovacionando o longa por 8 minutos após o fim! Sinal de aprovação!
Dirigido por Dylan Southern e Will Lovelace a partir de um roteiro de Steven Knight (o criador de Peaky Blinders), Don’t Look Back in Anger faz uma rápida retrospectiva da carreira da banda dos irmãos Liam e Noel Gallagher, que do cenário independente foi catapultada para um dos maiores sucessos da história fonográfica britânica, com seu primeiro disco sendo o álbum de estreia mais vendido da história do Reino Unido e todos os seus oito álbuns atingindo o 1º lugar das paradas britânicas, mas acabou de forma abrupta, melancólica e inaceitável em 28 de agosto de 2009, quando os irmãos tiveram uma derradeira briga nos camarins de um show em Paris, que foi imediatamente cancelado. Desde que o grupo chegou às manchetes, em 1994, a história de Liam e Noel era tão turbulenta que o público se acostumou com as brigas, com cada um deles se afastando brevemente de shows e turnês com frequência ao longo daqueles 15 anos até o fim. O excesso de fama, de dinheiro, as drogas somados ao temperamento irascível e à arrogância típica da dupla criou o tempero ideal para alimentar tabloides e a sede de confusão do público. Mas tudo tem um limite.

A partir do fim foram outros 15 anos de expectativas, com fãs guardando uma febril esperança de que os irmãos iriam se conciliar, enquanto continuavam a se agredir via redes sociais, especialmente no antigo Twitter. O guitarrista e principal compositor do Oasis montou o projeto Noel Gallagher’s High Flying Birds e lançou quatro álbuns de sucesso, ao passo que Liam inicialmente se reuniu com o restante dos músicos do Oasis e criaram a Beady Eye, que lançou dois álbuns bem-sucedidos e tocaram na Festa de Encerramento das Olimpíadas de Londres, em 2012, mas depois, encerraram as atividades, com o vocalista entrando em um hiato musical antes de retornar com alarde numa carreira solo que rendeu três álbuns de grande sucesso e mais um em parceria com o ex-guitarrista da banda The Stone Roses, John Squire. Embora tais atividades colocassem ambos os irmãos em evidência, também enviavam um sinal negativo aos fãs: com o sucesso dos dois lados, nenhum deles estava precisando de uma reunião do Oasis.
Mas ela veio ainda assim.
Em 27 de agosto de 2024, quase exatamente 15 anos depois da separação, os irmãos Liam e Noel Gallagher anunciaram oficialmente com uma foto em conjunto que iriam reunir o Oasis para uma turnê no ano seguinte. A internet quebrou. E a turnê veio, Live Tour’25, iniciando em julho de 2025, percorrendo Reino Unido (Inglaterra e Escócia, mais a Irlanda), América do Norte (EUA, Canadá e México), Japão, Austrália e América do Sul, se encerrando com um apoteótico concerto no MorumBis, em São Paulo, no dia 23 de novembro. A turnê é o foco do documentário, que entrega imagens sensacionais nos trailers e promete muito drama e emoção nas declarações dos irmãos aos cineastas, incluindo a primeira entrevista da dupla em conjunto em 25 anos!

Don’t Look Back in Anger terá uma exibição restrita mundialmente a partir de amanhã, 10 de setembro, e o Brasil está incluso no pacote, com exibição pela rede Cinépolis. Os ingressos já estão em pré-venda para sessões únicas nos dias 10 e 12 (quinta e sábado).
Em seguida, provavelmente no mês de outubro (mas sem uma data oficial anunciada ainda), o documentário será disponibilizado no Disney+ para streaming.
O Oasis fará uma nova turnê em 2027, que agora contemplará (segundo rumores) residências na cidade-natal dos Gallagher, Manchester, participação no Festival de Knebworth, algumas cidades europeias (Munique na Alemanha sendo uma forte candidata) e talvez os Estados Unidos. A banda começou a divulgar uma série de vídeos curtos misteriosos, mostrando crianças brincando ou passando o tempo, que os fãs acreditam trazer códigos identificando cada um dos concertos, num tipo de marketing viral. Com a estreia do documentário, as novas datas devem ser confirmadas.

