
Em seu terceiro final de semana em cartaz nos Estados Unidos, a produção da Warner Bros., Lanterna Verde, que adapta o policial cósmico da editora DC Comics, fracassa ainda mais na bilheteria. A produção teve custo estimado de US$ 200 milhões (fora o pesado investimento em marketing) e, em seu primeiro final de semana, arrecadou apenas US$ 52,6 milhões, enquanto o estúdio esperava um mínimo de 60 milhões e um máximo de 100 milhões.
Contudo, na segunda semana, o filme caiu da primeira para a terceira posição no ranking das bilheteria e somou apenas mais 18,3 milhões de dólares, uma queda de 66%. Ainda assim, o estúdio se apressou em dizer que o resultado era “normal” e que a sequência estava garantida.

Neste fim de semana, Lanterna Verde cumpriu sua terceira semana em cartaz e arrecadou apenas US$ 6,2 milhões entre sexta-feira e domingo, ficando em sétimo lugar do ranking. Com isso, a produção acumula, até agora, apenas 101 milhões em arrecadação, o que é só metade de seu custo.

Embora a Warner provavelmente irá filmar Lanterna Verde 2 na tentativa de firmar uma franquia lucrativa, deve haver mudanças na política do estúdio que precisa desesperadamente de uma franquia de sucesso para substituir os multimilionários Harry Potter, que se encerra este ano; e Batman (também da DC Comics) que se encerra no ano que vem.

Tentativas não irão faltar, inclusive, uma nova franquia de outro heroi da DC: o Superman, que estreia no ano que vem.
Os críticos esperam que a Warner Bros. pelo menos aprenda com seus erros. Segundo o que se sabe, apesar do conglomerado AOL-Time-Warner ser dono da DC Comics, a editora não foi ouvida ou consultada seriamente na produção do filme do Lanterna Verde, uma produção arriscada por se tratar de um super-heroi pouco conhecido fora do círculo dos fãs. A Warner esperava firmar uma franquia no mesmo estilo da do Homem de Ferro, da concorrente Marvel Comics.
Entretanto, esta supervisiona diretamente as adaptações de seus personagens e até produz diretamente alguns deles por meio do Marvel Studios. Não é o caso da Warner/DC.

Ou pelo menos não era. Em meio à produção de Lanterna Verde, houve uma reestruturação da empresa e surgiu a DC Entertaintment, que cuida diretamente da adaptação a outras mídias, como cinema, TV, vídeo, internet etc. O Diretor Criativo da DC, Geoff Johns, não coincidentemente, é o principal responsável por transformar o Lanterna Verde em uma das franquias de quadrinhos mais lucrativas da atualidade (no ranking do mercado atual, ele só perde para o Batman). Assim que assumiu o cargo, Johns interferiu na produção do filme do heroi.
É curioso que os fãs colocam justamente em Johns a culpa pelo filme não ter sido exatamente uma potência, mas provavelmente, o escritor interferiu para que a história fosse mais fiel o possível dos quadrinhos. De qualquer modo, a produção já estava em andamento e a emenda ficou pior do que o soneto.
Quem sabe na sequência, com a participação da DC desde o início, o resultado não seja melhor?
O Lanterna Verde é o piloto de testes Hal Jordan, selecionado para fazer parte de uma espécie de força policial intergalática chamada Tropa dos Lanternas Verdes e surgiu nos quadrinhos em 1959 nas mãos do editor Julius Schwartz, do escritor John Broome e do desenhista Gil Kane e, no ano seguinte, ingressou a formação original da Liga da Justiça. O filme é dirigido por Martin Campbell (de 007 – Cassino Royale) e estrelado por Ryan Reynolds (Hal Jordan), Blake Lively (Carol Ferris), Mark Strong (Sinestro), Peter Sarsgaard (Hector Hammond), Tim Robbins (Senador Hammond ), Geoffrey Rush (Tomar-Re) e Michael Clarke Ducan (Kilowog ), No Brasil, o filme só estreia em 19 de agosto.


Excelente analise sobre toda a particiapaçao do geohns !
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