
O escritor e desenhista John Byrne foi um dos maiores – senão o maior – nome dos quadrinhos nos anos 1980. E olha que foi a época que também revelou nomes como Frank Miller, Alan Moore, Neil Gaiman etc. Mas o britânico criado no Canadá e naturalizado norteamericano John Byrne foi o maior superstar da época: diferente dos demais, o artista trabalha praticamente de modo exclusivo às duas maiores editoras da época (e ainda hoje), Marvel Comics e DC Comics, trabalhando com os principais personagens da cada uma; e produzindo muito rápido, o que lhe permitia escrever até quatro revistas mensais e, quem sabe, desenhar duas delas!
Sem dúvidas, Byrne foi o maior produtor de conteúdo digno de nota na Era Bronze dos quadrinhos – aquele período intermediário entre a Era de Prata (anos 1950 e 60) e a Era Sombria (fins dos anos 1980 e 90). Suas passagens por X-Men, Capitão América, Quarteto Fantástico, Hulk, Vingadores, Homem de Ferro (na Marvel) e o Superman (na DC Comics) estão indiscutivelmente entre as principais fases de cada um deles. O HQRock já dedicou um post especial à carreira do artista – veja aqui.

Contudo, em um fórum dedicado a si mesmo, o escritor/desenhista vem dando declarações estranhas e os fãs estão entendendo que o autor está anunciando o próprio suicídio!
Quem compilou a história foi o site Bleeding Cool. Já há muito tempo, Byrne assina seus desenhos com seu nome e o ano em que foram feitos, mas com a data escrita em algarismos romanos. No fórum, o artista afirmou que pretendia fazer uma saída grandiosa aos 66 anos, que completará em 2015, ou seja, em MMXV. Depois, afirmou que estava considerando fechar a simentria de 2020, ou seja, MMXX.

Então, um fã brasileiro, chamado Valmor Pedretti perguntou se aquilo significava que ele iria se aposentar dos quadrinhos ou era “algo mais”.
A resposta do artista é surpreendente:
Eu quis dizer aposentadoria do planeta, Valmor. Não tenho interesse algum em definhar. Tudo depende de vários fatores externos, é claro, sendo o maior deles se as Sinas não vão querer me levar antes!
Como o único modo reconhecidamente válido de escolher uma data para morrer é o suicídio, o comentário preocupou parte da imprensa e dos fãs.


Coitado…tem tudo e não tem nada.
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