
Este texto comenta alguns pontos da história do filme, mas não traz grandes spoilers. Contudo, se não quer saber nada sobre o novo filme do mais icônico de todos os heróis, não siga lendo.

Superman – O Homem de Aço, o reinício da franquia cinematográfica da Warner Bros. sobre o mais icônico dos personagens da DC Comics, produzido por Christopher Nolan e dirigido por Zack Snyder, ainda não estreou no Brasil. Mas sessões de pré-estreia estão ocorrendo nas principais cidades do país e algumas pessoas já o assistiram. O HQRock traz aqui sua impressão nesta resenha sobre o filme. Tomamos cuidado para não revelar nada demais da trama, mas comentamos alguns pontos. Há alguma controvérsia no filme, mas comentar isso em detalhes exigiria mexer com spoilers. Então, esta primeira resenha se deterá nos pontos gerais do longametragem. Depois que o filme estrear de verdade no Brasil, o HQRock trará outra resenha, já comentando abertamente alguns pontos da histórias, quando um número maior de pessoas poder tê-lo assistido e refletir ou opinar.
Portanto, vamos aos comentários gerais sobre Superman – O Homem de Aço.

Sinceramente, O Homem de Aço é um filme difícil de resenhar. É daqueles filmes que vai gerar amantes fervorosos e odiadores apaixonados. E por que? Porque o Superman não é um personagem fácil de trabalhar nem de levar às telas. Superman é um herói que representa o bom mocismo, é um personagem de grande carga mitológica, alguém para ser seguido, cultuado, como Jor-El diz (em Superman – O Filme, Superman – O Retorno e novamente em Superman – O Homem de Aço) é uma luz para mostrar o caminho.
Neste sentido, termina se transformando (ou é interpretado) como um anacronismo, numa era dominada por heróis mais cínicos, falíveis, de moral dúbia e quase não-heróicos, como Batman, Wolverine, Homem de Ferro etc. Em sua resenha sobre o filme, o escritor Mark Waid – alguém que entende muito de Superman, já que escreveu algumas das melhores histórias do personagem, como O Legado das Estrelas e O Reino do Amanhã (leia sobre elas clicando aqui) – diz que conhece os corredores da Warner Bros. e sabe o que pensam sobre o personagem: que é chato, antiquado, que devia ser mais como o Batman. E a resposta pronta (e certeira) de Waid é: mas ele não é o Batman!

Eu penso, assim como Waid, que esse “bom mocismo” (anacrônico?) é justamente a maior força do Superman. Ele é um herói mitológico, como o foi Hércules e todos os gregos clássicos. É alguém para inspirar a humanidade, alguém para ser copiado e seguido. Em tempos cínicos, violentos e quase amorais como este que vivemos, Batman, Wolverine e Homem de Ferro talvez expressem melhor como o mundo é; porém, é fundamental que exista (e seja tão importante e popular quanto aqueles) o Superman, para nos mostrar como o mundo deveria ser. E o que queremos ser. E o que devemos fazer.
Este é o Superman de O Homem de Aço? Esta é a grande questão. É. E não é.
Enquanto filme, O Homem de Aço se arrisca em caminhar em uma corda bamba. Tenta agradar tanto ao público sedento por sangue e violência (que tornam Batman e Wolverine tão populares), quanto àqueles que querem ver a abordagem clássica do Superman, como aquela – ainda tão viva na memória do público mais velho – de Christopher Reeve. E este é um equilíbrio difícil. Não raro, é um equilíbrio impossível.

Assim, O Homem de Aço traz dois filmes ao mesmo tempo. E creio que um editor poderia, efetivamente, separá-los. (Um lançamento em DVD/Blu-ray poderia mesmo trazer duas versões, cada uma para um público). Por um lado, temos uma história tocante, do rapaz que cresce isolado, assustado e incompreendido em meio a uma pequena cidade do interior, cheio de habilidades especiais, que vira um adulto com um senso de moral altíssimo, mas totalmente perdido, vagando o mundo em busca de uma resposta que nunca vem. Até o dia em que ela vem.
Esta parte da história traz atores fenomenais. Praticamente todos estão ótimos no filme e isso deve ser ressaltado. Henry Cavill convence como Superman e está incrivelmente à vontade no papel. E manda muito bem quando é necessário. Em uma determinada cena, interpreta uma versão adolescente de Clark (o filme data a cena em 1997, portanto, há 16 anos atrás) e convence mesmo. Russel Crowe está ótimo como Jor-El e tem uma importância maior no filme do que se esperava (e isso é um ponto positivo). Kevin Costner também está ótimo como o pai terráqueo, Jonathan Kent. Diane Lane como Martha Kent também está boa.

Michael Shannon interpreta um General Zod excelente, cheio de nuances e com profundidade que se revelam, por vezes, no texto, por vezes apenas em expressões e olhares.
Amy Adams também está boa como Lois Lane, numa abordagem talvez menos frenética do que o normal (como foram as versões de Margot Kidder e Erica Durance, por exemplo), mas mantendo a essência de uma repórter esperta e absurdamente corajosa. Tanto que termina arranjando encrenca. E tal ímpeto vai colocá-la cara a cara com o Superman.

Mas não espere que o primeiro encontro dos dois será com um Superman uniformizado salvando-a da queda de um helicóptero (como em Superman – O Filme) ou de um avião (como nos quadrinhos). Nesta nova abordagem, o encontro é motivado pelo instinto e habilidade jornalistico de Lois.
E não podemos deixar de dar destaque até a Dylan Sprayberry, que manda bem na versão adolescente mesmo de Clark Kent em pelo menos duas cenas bem interessantes.

Como é típico de Christopher Nolan (o produtor) e de Zack Snyder (o diretor), o filme não tem um tempo linear e fica indo e voltando no tempo, mostrando lembranças de Clark Kent que se relacionam com o que ele vive no presente, o que é uma boa sacada do filme. Em vez de alongar o preâmbulo do filme, que faria com o que o Superman só aparecesse lá por 1h e meia de filme; o recurso permite antecipar (e muito) o surgimento do herói, mas ainda assim mostrar a jornada que teve que enfrentar para chegar até ali.

Outro ponto interessante do filme é mostrar o impacto que o Superman teria no mundo real. Um recurso já usado em algumas boas histórias do personagem e que o filme parece basear-se particularmente em Superman: Terra Um, de J.M Straczynski e Shane Davis. Não é exatamente uma escolha do herói: ele é levado a isso. E ao ser “revelado” precisa fazer uma escolha difícil. Quem ele irá sacrificar? A Terra? Krypton? Ou ele mesmo?
Em consequência disso, O Homem de Aço retoma a abordagem messiânica do Superman. E isso é bom. Bom para o filme, bom para a história. Os paralelos entre Kal-El e Jesus Cristo – já explorados desde as histórias de Jerry Siegel, o criador do personagem – estão bastante presentes. Às vezes, de maneira implícita (o herói parecendo crucificado quando flutua no espaço; quando revela que tem 33 anos de idade); às vezes de maneira explícita (quando alguém diz que ele é “o salvador”; quando Clark vai conversar com um padre; quando o herói decide se sacrificar pela humanidade).

Amarrando tudo isso, tem-se uma história – mérito do roteirista David S. Goyer (o mesmo da Trilogia Cavaleiro das Trevas do Batman) – muito boa. O preâmbulo em Krypton não é apenas figurativo e tem significância real para a história. As motivações de Jor-El e Zod são críveis e justificáveis e a tensão entre os dois personagens é real, tendo em vista que fica claro um passado entre os dois. Do mesmo modo, a já citada jornada de Clark para se transformar no Superman, antes mesmo de descobrir suas origens reais. E a maneira como a química entre Lois e Clark é construída também.
Por outro lado, há o “outro filme” que caminha anexado a esse. E é um filme de Michael Bay. Sim, o cara de Armagedom e Transformers. Poucos filmes já retrataram tanta destruição quanto O Homem de Aço. E olha que Hollywood sabe fazer um filme de destruição. Se você gosta de porrada, se prepare. Não vai ficar decepcionado. Nenhum outro filme de super-herói já lançado tem tanta porrada, mas tanta porrada, quanto O Homem de Aço.
Lembra de Hulk versus Abominável? Thor versus Destruidor? Os Vingadores contra os Chitauri? Ah, você não viu nada…

As lutas (sim, no plural) entre Superman e Zod (e Faora e os outros kryptonianos) são colossais. Cidades são destruídas. Socos à velocidade supersônica, batalhas voadoras, é um verdadeiro UFC digital.
Se você não gostou de Superman – O Retorno porque não tinha lutas, então, você vai amar O Homem de Aço. É animal.
Porém, para mim (ou para minha geração), isso é um problema, não exatamente um mérito. Todo o benefício daquele “primeiro filme” pode ser atrapalhado por este “segundo filme” dentro de O Homem de Aço. E olha que eles não são seguidos, mas paralelos. Não termina um para começar o outro. Os dois são concomitantes.
Muita gente que se encanta com os elementos do “primeiro” termina ficando cansada em meio ao “segundo”.

Neste sentido, percebe-se uma estratégia muito clara para a Warner Bros. O estúdio não estava disposto a arriscar. Nem um pingo. Desde 1994 a Warner tenta fazer um filme de sucesso do Superman, depois do fracasso de Superman IV – Em Busca da Paz, em 1987. O projeto de filme – que teve vários nomes, como Superman Lives e Superman – Flyby – e passou por vários diretores (como Tim Burton, J.J. Abrams e McG) terminou concretizado apenas em 2006 com Superman – O Retorno, dirigido por Bryan Singer (da franquia dos X-Men, da concorrente Marvel Comics).
Contudo, Singer calcou seu Superman fortemente em Superman – O Filme, de 1978, dirigido por Richard Donner e estrelado por Christopher Reeve. A estética de seu filme e até seu protagonista, Brandon Routh, procuravam mimetizar o que foi feito no passado. Foi um filme homenagem: usou falas e situações do original e colocou-as em novos contextos). Mas tal qual o filme de 1978, O Retorno não tinha fisicalidade. E isso para um público que já havia assistido Matrix Revolution!

Não deu certo. Parte considerável do público detestou O Retorno, que não foi bem nas bilheterias. Quem gostou foi “apenas” a geração daqueles com mais de 25 anos, que assistiram Superman – O Filme quando crianças e sentiram contemplados na homenagem.
O público jovem, adolescente de 2006, aquele que forma o “grosso” das bilheterias, não gostou. Não tinha porrada! O único soco que Brandon Routh dá é em uma parede! E pior, o Superman apanha de um bando de bandidos de segunda, por causa do efeito da kryptonita.
Não bate e só apanha… Isso não era o lema de outro herói?
O fato é que a Warner (e Zack Snyder) fizeram o máximo para que isso não acontecesse. Nem de perto. Como já dito, O Homem de Aço tem porrada para três filmes. E o público jovem deve adorar.
Obviamente, é preciso que o filme se saia bem nas bilheterias, aliás, que faça muito sucesso, não apenas para garantir uma sequência, mas também para levar o Universo DC para os cinemas do mesmo jeito (ou de modo parecido) que a Marvel fez com seus heróis. O sucesso de O Homem de Aço pode (e deve) levar à união da Liga da Justiça nos cinemas pela primeira vez.

Com a bilheteria que vem fazendo e faltando ainda estrear em mercados fortes como o Brasil e o Japão, deve ir muito bem. Aliás, a sessão de pré-estreia em que assisti estava absolutamente lotada.
Mas o público não vibrou. Não vi reações acaloradas da plateia como vi em Os Vingadores ou – para não dizer que estou falando mal da DC – em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge.
Ficar entre “um filme com história e personagens aprofundados” e “um filme de ação desenfreada à lá Transformers” é um equilíbrio delicado e tende a pender para um dos dois. Na impressão geral, talvez por uma questão cronológica, afinal mais do “segundo filme” aparece no terço final do longametragem, fica de que o segundo tipo prevalece.

Com isso, O Homem de Aço pode ganhar a simpatia do público jovem, mas corre o risco de afastar o público com mais de 30 anos que amou Superman – O Filme e que, mesmo não acompanhando os quadrinhos, é fã do personagem pelo que ele representa (o lance mitológico já explicado…).
E falando nos quadrinhos, os fãs dos quadrinhos encontraram pelo menos uma grande (grandíssima?) questão polêmica no filme. Um questão moral crucial. Mas não dá para falar sobre isso, sem revelar segredos do filme. E não vou fazer isso aqui. Repito: em outra oportunidade (depois da estreia oficial) farei comentários explícitos sobre isto.
Para finalizar: O Homem de Aço é um bom filme?
É. É um filme de ação (muita ação) com uma boa história.
Mas poderia ser melhor se tivesse mais do segundo e menos do primeiro. Agradaria mais a todos os públicos e não somente à faixa adolescente.
Quem sabe na próxima? O Homem de Aço 2 vem por aí…
***

O Homem de Aço mostra o início da carreira do herói em uma nova ambientação mais moderna e realista. A trama mostrará Clark Kent rememorando sua infância e adolescência enquanto procura descobrir quem é e qual a origem de seus poderes, mas tudo é acelerado quando a Terra é atacada pelo vilão General Zod, que por também ser kryptoniano, tem os seus mesmos poderes.
Produzido por Christopher Nolan, escrito por David S. Goyer (dupla dos filmes de Batman) e dirigido por Zack Snyder (de 300 e Watchmen), Superman – O Homem de Aço tem no elenco Henry Cavill (Superman/Clark Kent), Amy Adams (Lois Lane), Laurence Fishburne (Perry White), Kevin Costner (Jonathan Kent), Diane Lane (Martha Kent), Michael Shannon (General Zod), Antje Traue (Faora), Ayelet Zurer (Lara-El), Russell Crowe (Jor-El), Christopher Meloni (Coronel Hardy), Harry Lennix (General Swanwick), Michael Kelly(Steve Lombard), Richard Schiff (Dr. Emil Hamilton), Dylan Sprayberry (Clark Kent adolescente), Jadin Gould (Lana Lang adolescente), Jack Foley (Pete Ross adolescente), Robert Gerdisch (Whitney Fordham adolescente), Cooper Timberline (Clark Kent criança). A estreia nos EUA foi em 14 de junho de 2013. No Brasil chegará pouco depois, em 12 de julho.
Superman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938 e desde então é publicado pela DC Comics.


a melhor resenha. no mínimo a mais didática que eu li.
e é isso mesmo, ou vão amar ou vão odiar. mas nas vezes que eu fui assistir (e já foram 2 vezes) o povo participou legal. aplaudindo nos momentos mais legais ou comentando em voz alta a controvérsia.
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Obrigado pelo elogio, Thiago.
Que bom que o pessoal na sua sessão reagiu mais. Na minha foi um silêncio total durante todo o filme, o que me surpreendeu.
Um abraço!
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Vou assistir no dia 16.Sou fã de Thor&Batman e portanto não tenho resistência a pequenas modificações no mito Superman.De antemão sei que vou adorar esse filme,será mais uma franquia que acompanharei nos cinemas daqui pra frente.Thor e Man of Steel.Para o alto e avante!.
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Faltou uma coisa. Falou das gerações e tal, mas o que os fãs de Smallville achariam sobre o filme? Somos um público realmente significativo e de ambas as gerações, pois foram dez anos no ar acompanhando o crescimento moral e civil de um Clark que era a representação ideal do ícone, tanto seus pais (Jonathan, particularmente) como, principalmente, seu grande vilão. E aí, como é que fica? Abraço e aguardo resposta.
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Na sessão de pré-estreia que assisti também houve um certo silêncio, mas imaginei que fosse pelo mesmo motivo que fiquei em silência: total surpresa. Boa.
Quando vou para o cinema com uma expectativa muito grande costumo me decepcionar. Não foi o caso com O Homem de Aço. Se não superou as expectativas (preciso assistir de novo para confirmar), também não houve decepção. Atendeu completamente ao que eu esperava.
Agora, a grande surpresa para mim, que não sou lá um grande fã do Superman, apesar do filme de 1978 ter me marcado enquanto criança, foi realmente de assistir a um filme sério, apesar de baseado em um personagens de quadrinho. Acho que isso não acontece com os filmes da Marvel, que são sempre cheio de piadinhas.
E acho que também que tem razão quando fala em dois filmes, mas que convivem muito bem em um só.
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Olha eu achei o filme muito bom achei que tinha a medida certa e estava bem equlibrado os 2 pontos do filme. Foi um filme serio e divertido. eu realmente n queria ver uma homenagem ao filme superman de 1978 ele e intocável. Eu queria ver uma nova visão da historia do super e o filme me convenceu cada justificativa tinha fundamento. não era uma violência gratuida, se o superman 2 fosse feito hoje as lutas seriam assim, so n foi devido a tecnologia.
Otima resenha muito boa mesmo
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Muito obrigado pelo elogio, Vitor.
Um abraço!
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(LEVES SPOILERS ADIANTE): Bom, sou mesmo velha guarda e ando um bocado ranzinza com filmes de superheróis (assisti de novo à Homem de Ferro 3 que havia gostado de início mas passei a achar o mais fraco dos três: meramente um bom filme pipoca com grandes furos e ótimas premissas mal aproveitadas como Extremis e Mandarin, mas divago,,,); meu sonho era ver um Origem Secreta de Johns & Frank na telona mas, tirando enterprise e robôs, terminei vendo um mix de Star Trek (que amo mas que não se trata de superheróis) c/ Transformers (que tb amo mas apenas qdo se trata da Megan Fox).
Como muito bem descreveu o Irapuan, Man of Steel é um filme esquizo pq essas duas metades que ele descreve mal se colam: ou se é um herói moral ou não, não dá p/ ser Superman e Wolverine ao mesmo tempo, porém parece que nada mais escapa à “Maldição da Era Sombria”, nem mesmo o Super…
Ao enfatizar inicialmente a origem alien o filme tem uma visualmente belíssima porção sci-fi cuja estória no entanto se apresenta pobre como um folhetim de segunda. Aprofundar o drama kryptoniano daria um filme por si só o que seria impossível, mas infelizmente do jeito que ficou os personagens e suas motivações ficaram rasos como um pires. Já o sacrifício de Jonathan Kent no “twister” é quase vão pois revelar-se ou não praticamente não interessa mais nada mais adiante, quando a destruição de Metropolis, o destino de seus habitantes e mesmo a do vilão tornam essa questão irrelevante.
Outra pequena esquizoidia é que Lois começa sendo uma personagem forte, decisiva e fundamental no início do filme, passando por uma presença na nave de Zod importante porém utilitária apenas para fins da solução do roteiro, e terminando por ser diversas vezes apenas a tradicional “dama em perigo” de sempre.
Enfim, pelo lado bom: ótimas CGs, as batalhas ainda que excessivas são estupendas e o filme fez bonito o suficiente para recolocar de pé o difícil (nos tempos atuais) mito do Superman e garantir a continuidade do universo DC nos cinemas, o que não é pouco e por si só é de se comemorar…
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“Mas poderia ser melhor se tivesse mais do segundo e menos do primeiro.”
não seria o contrário? (mais do 1° e menos do 2°)
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