
Seguindo a incrível notícia de que a Marvel Entertainment (braço multimídia da editora Marvel Comics) e o estúdio 20th Century Fox (dona dos direitos cinematográficos dos X-Men) entraram em um acordo para produzir séries de TV derivadas do universo mutante da editora (veja a notícia aqui), segue-se outra notícia bombástica! Segundo o site Den of Geek, a moeda de troca no acordo foram os direitos ao cinema do Quarteto Fantástico e seu universo. Ou seja, a partir de agora, a primeira família está de volta ao controle da Marvel e pode seguir aos cinemas dentro do Marvel Studios.
Como já comentamos em vários outros posts, o Quarteto Fantástico é alvo de uma grande disputa entre a Marvel e a Fox, não tanto por causa dos heróis em si, mas por causa do riquíssimo universo de personagens que lhes cercam, em especial, o Surfista Prateado e Galactus, o devorador de mundos.

Em 2012, às vésperas de ter o prazo dos direitos de adaptação do Demolidor vencidos, a Fox (que tinha feito o filme do personagem em 2003 e queria fazer um reboot) tentou negociar uma ampliação do prazo com a Marvel. Esta deu como condição à extensão do prazo que a Fox devolvesse os direitos do Surfista Prateado e de Galactus (e apenas eles). O que a Marvel queria era incluí-los em seu Universo Cinematográfico, fazendo-os aparecerem em filmes como Guardiões da Galáxia e Vingadores – Guerra Infinita Parte 1. Mas a Fox recusou.
Como resultado, a Marvel não renovou o prazo do Demolidor e a Fox perdeu os direitos. Isso azedou completamente as relações entre os estúdios. A Marvel transformou o Demolidor no maior sucesso de audiência do canal Netflix em sua história; ao mesmo tempo em que a Fox lançou um novo filme do Quarteto Fantástico que é um dos maiores fracassos de público e crítica da história recente do cinema.
Segundo o Den of Geek, a Marvel aproveitou o desejo da Fox de produzir séries para a TV dos X-Men, algo que não podiam por contrato, para novamente negociar os direitos sobre o Quarteto Fantástico, mas dessa vez com o pacote inteiro dos personagens de seu universo. Segundo eles, o acordo foi feito.

Agora, deveremos ver Surfista Prateado e Galactus nos filmes do Marvel Studios e, talvez, até o próprio Quarteto.
Não duvide que o Surfista Prateado já faça sua reestreia nos cinemas já em 2017 como parte do elenco de Guardiões da Galáxia Vol. 2, lembrando que o diretor James Gunn disse ontem em uma entrevista que o filme terá um ou dois novos nomes para se unir ao time. Um deles pode ser Adam Warlock e o outro… o Surfista?
Também os fóruns da internet já começam a especular que um novo filme do Quarteto Fantástico pode estar no pacote de três novos filmes anunciados pelo Marvel Studios esses dias para 2020 (veja aqui). Será?
[Atualizado: Infelizmente, parece que não foi dessa vez. A confiabilíssima Entertainment Weekly garante que isso tudo foi apenas um rumor e que os direitos do Quarteto Fantástico permanecem com a Fox. Então, nada feito. Fim da Atualização].
O Quarteto Fantástico foi criado por Stan Lee e Jack Kirby em Fantastic Four 01, de 1961, dando início à era moderna da Marvel Comics. Por isso, a equipe é apelidada de “a primeira família”. Maior sucesso dos anos iniciais da década de 1960, o grupo perdeu importância nas últimas décadas para outros – como Homem-Aranha, Vingadores, X-Men etc. – mas continua sendo uma parte essencial do Universo Marvel.


Eis uma ótima notícia, com repercussão não só no universo cinemático bem como possivelmente nas HQs do Quarteto tb, assim espero…
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Odin lhe ouça, Jetstor.
Particularmente eu não tenho lido sagas da Marvel desde a famigerada AvsX. Acho que a ideia já está mais do que saturada e realmente tenho preferido acompanhar histórias menores, focadas em personagens “secundários” que vem rendendo gratas surpresas (Demolidor, Gavião Arqueiro, Homem Formiga, Cavaleiro da Lua…).
Mas como a garotada gosta de uma saga atrás da outra, fico a imaginar o sucesso de uma trama tendo como foco principal o Quarteto Fantástico, mas com a participação direta dos X-Men e Vingadores. A história ocorreria a partir do menino Franklyn Richards (o personagem mais poderoso entre os mortais da Marvel). Imagine esse poder sendo utilizado como estopim de algo maior (mesmo que envolva o clichê “poder corrompe etc”)
Considerando que, no caso, teríamos um enorme drama: uma criança como “vilã” contra os “heróis” adultos, e entre os dois, a família fantástica… como agir?
Enfim, aguardemos as cenas do próximo capítulo.
abração
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Eu tb Lucy, gostei muito do Gavião de Matt Fraction/David Aja. Qto às sagas acho que a última da Marvel que li pra valer foi Guerra Civil (!), pra vc ver… já do Quarteto lembro de ter gostado do que li da Fundação Futuro, muito pela primorosa arte de Steve Epting,
Qto ä utilização do Franklin Richards como pivô de um crossover FF/X-Men/Vingadores seria ótimo que fizessem com capricho dessa vez, caso ocorra – que me lembre, da outra vez que isso ocorreu ele foi utilizado mais como uma solução ex-machina para o surgimento do universo de Heróis Renascem, do qual não tenho a mínima saudade, hehe.
E voltando a falar em Punho de Ferro: acabo de voltar da banca com uma edição da Panini de “A Arma Viva” de Kaare Andrews (2014), que me chamou positivamente a atenção. Abs!
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Essa do fim de Heróis Renascem foi o fim da picada mesmo… Puxa, que momento torpe…
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Eita, Lucy, você devia mandar um email para a Marvel… rsrsrsrs… sério mesmo, é uma ótima premissa.
Abração!
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