Após uma série de especulações correrem a internet mais cedo hoje – especialmente o “insider” Jeff Neider e o Nexus Point News – o mais respeitável The Hollywood Reporter confirmou: Christina Hodson é a roteirista de Batman – The Brave and the Bold, filme que apresentará o cavaleiro das trevas do DCU nos cinemas.

O nome de Hodson causou alguma controvérsia, pois ela foi a roteirista do defunto filme Batgirl que a Warner decidiu arquivar e não lançar, mesmo após ter sido finalizado (e que foi classificado como inassistível por alguns executivos do estúdio), bem como também escreveu Arlequina – Aves de Rapina e The Flash, ambos recebidos de modo misto por público e crítica.
Em contrapartida, o THR afirma que a escritora ganhou o respeito de colegas e dos executivos do estúdio por causa de seus roteiros fortes e o co-CEO do DC Studios, James Gunn, rasgou grandes elogios a ela na época do lançamento de The Flash, que aqui no HQRock consideramos um filme ruim. Aves de Rapina é melhor, mais contido, e talvez, mais bem resolvido em sua proposta, embora tenha falhado em ser popular. Também há de se considerar que o/a roteirista é o elemento criativo de menor poder dentro da produção de um filme, perdendo para o diretor, o produtor e, não raras vezes, o astro. Quer dizer, é muito comum que o roteirista seja coibido por essas forças de poder a simplesmente “seguir ordens” e executar o que diretores, produtores ou astros querem que o filme traga. Ou seja, aqueles filmes não serem tão bons pode (e provavelmente não é mesmo) não ser culpa de Hodson.

The Brave and the Bold trará a estreia do Batman no DCU, numa história que adaptará – pelo o que se conta até agora – o arco Batman e Filho, que introduz Damian Wayne, o filho que o herói teve com Talia Head, a mercenária filha de seu grande inimigo, Rã’s Al Ghul. Na trama, anos após ter tido um affair com Talia, Batman é surpreendido por ela com a apresentação de seu filho, que foi criado para ser um assassino da Liga das Sombras, e aos 10 anos de idade, ela acha que seu pai deve terminar seu treinamento. A HQ, criada por Grant Morrison e Andy Kubert, explora com algum humor Bruce Wayne precisar lidar com uma criança impetuosa e arrogante que gosta de matar e tentar transformá-lo em um vigilante da justiça que, tal qual ele próprio, não mata jamais, até se transformar em um novo Robin.
Se essa trama for mesmo adaptada, apostaríamos que o filme irá optar por uma versão adolescente de Damian, em vez de uma criança, algo na linha da Hit-Girl de Kick-Ass, por exemplo.

Até que se prove o contrário, o filme será dirigido pelo mesmo Andy Muschietti que comandou The Flash e não há uma data de estreia. Em paralelo, a Warner produz (também até segunda ordem) Batman – Parte II, que continuará a saga do diretor Matt Reeves protagonizada por Robert Pattinson, que pode estrear em 2027 e, pelo menos por enquanto, esta será uma versão à parte do cavaleiro das trevas e não conectada com o DCU, o que fará a bizarra (e comercialmente inviável, o HQRock sempre insiste) iniciativa da Warner em investir em duas versões paralelas do Batman nos cinemas. Caso isso aconteça mesmo – muita gente pensa que a Warner terminará fundindo os dois projetos em um só – é provável que The Brave and the Bold chegue aos cinemas apenas em 2028 ou depois.
Com as informações que temos, não há ninguém além de Muschietti e Hodson vinculado ao filme e, aparentemente, a seleção do protagonista não começou de verdade, embora a imprensa esteja o tempo inteiro sinalizando nomes para o papel. Vários astros também se manifestam “espontaneamente” se candidatando à vaga, como nos casos recentes de Jason Ackles (Supernatural) ou Tyler Hoechlin (Superman e Lois). Há não muito tempo atrás, James Gunn garantiu que um “grande astro” interpretaria Bruce Wayne.
Enquanto isso, o DCU prossegue seu caminho e, em 2026, dois filmes chegarão aos cinemas: Supergirl e Clayface (Cara de Barro), este último focado em um vilão do Batman. Superman – O Homem do Amanhã também está em produção para uma estreia em 2027.

