
The Flash é um dos personagens mais famosos do mundo. Seu nome se tornou até sinônimo de “velocidade” ou “fazer as coisas rapidamente”. Maior velocista da editora DC Comics, que também publica Superman e Batman, o Flash já estrelou várias outras mídias além das HQs, como a TV e os desenhos animados. Embora falte ainda o cinema, o velocista escarlate logo estará de volta às telinhas: Barry Allen já apareceu e, em breve, se transformará no Flash em Arrow, a série de TV que adapta o herói Arqueiro Verde da DC Comics, exibida pelo canal The CW, pertencente ao conglomerado Warner Bros.
Aproveitando a reintrodução do personagem ao grande público, já que em seguida o herói ganhará sua própria série de TV, em 2014, o HQRock traz a trajetória cronológica e editorial do maior de todos os velocistas dos quadrinhos: The Flash.
Por isso, se banhe de produtos químicos turbinados por um relâmpago, vista-se de vermelho, vibre na Força de Aceleração e atinja a velocidade da luz para ler este post imediatamente!
Duas Versões. Ou Mais…

Em primeiro lugar, é preciso dizer – para o público não iniciado nos quadrinhos – que o Flash, assim como vários outros heróis da DC Comics (Lanterna Verde é outro), já teve várias versões diferentes, com nomes, uniformes e histórias distintas. Mas unidos por um legado comum.
A versão mais famosa do Flash é Barry Allen, um policial forense que vive em Central City, tal qual o personagem introduzido em Arrow. Porém, existem vários outros a usar esse nome: o primeiro foi Jay Garrick (criado em 1940), Allen foi o segundo; veio o terceiro, Wally West (em 1959); Bart Allen (em 1994); a lista prosseguiu indefinitivamente.
Contudo, apesar de cada uma das outras versões do Flash ter feito sucesso de público em algum momento, Barry Allen é o detentor oficial do título e, apesar ter sido dado como morto por mais de duas décadas (entre 1986 e 2009), está de volta e mantém o posto firme.
O Flash da Era de Ouro dos Quadrinhos

O mercado de super-heróis surgiu e explodiu por meio da publicação de Action Comics 01, de 1938, com a primeira aparição do Superman, bancada pela editora National Periodicals. Com o sucesso – e para desviar do fisco – a empresa abriu outras companhias irmãs, e uma delas foi a All-American Comics, que lançou em 1940 a revista Flash Comics 01, que trazia a estreia do Flash, criado por Gardner Fox e Harry Lampert.
Gardner Fox era um advogado que vinha escrevendo histórias para aquelas duas editoras – mais tarde unidas sob o nome DC Comics – particularmente do Batman. Foi ele quem teve a ideia de um super-herói cujo os superpoderes consistiam justamente em correr muito rápido. Como essa habilidade estava associada à figura do deus grego Hermes (ou Mercúrio), o desenhista Harry Lampert criou o visual do personagem baseado no deus: um homem usando um chapéu prateado com duas asinhas. O restante era uma roupa quase comum, com calça e camisa de mangas longas. Um detalhe era curioso: não havia máscara!

Na trama mostrada em Flash Comics 01, de 1940, o universitário Jay Garrick inala acidentalmente os gases de um composto secreto chamado água pesada (hard water nos anos 1940, mais tarde modificado para heavy water) que lhe dá a habilidade de correr rápido como ninguém.
Um pequeno detalhe importante: assim como Action Comis e Detective Comics, Flash Comics trazia várias histórias de vários personagens. Apesar do Flash ser o protagonista, a revista trouxe outros heróis importantes, como o Gavião Negro (Hawkman), que também estreou na primeira edição. Gavião Negro, inclusive, logo alternaria a presença nas capas com o próprio Flash. A heroína Canário Negro também estrearia e teria suas histórias em Flash Comics.
O Flash fez muito sucesso, tornando-se um dos personagens mais populares da Era de Ouro, inclusive no Brasil, onde foi publicado já naquela época, com o nome de Joel Ciclone. (Termo que alguns tradutores nostálgicos insistem em usar de vez em quando).

Por isso, não é nenhuma surpresa que o Flash tenha sido um dos membros fundadores da Sociedade da Justiça, o primeiro grupo de super-heróis, criado pelo mesmo Gardner Fox, mais Sheldon Mayer, aparecendo em All-Star Comics 03, de 1940, reunindo personagens como Lanterna Verde, Gavião Negro (Hawkman), Homem-Hora, Sandman e outros.
O sucesso prosseguiu pela primeira metade dos anos 1940, mas com o fim da II Guerra Mundial, em 1945, as vendas das revistas de super-heróis começaram a cair. Gardner Fox escreveu as 80 primeiras edições de Flash Comics, entre 1940 e 1947, antes de ser substituído por Robert Kanigher, que produziu a maior parte da temporada final, entre os números 84 e 104 (com alguns intervalos breves), até 1949, quando a revista foi cancelada.
O Flash ainda continuou aparecendo nas histórias da Sociedade da Justiça, até que esta também foi cancelada, em All Star Comics 57, de 1951. A revista mudou seu título para All Western Comics, com histórias de faroeste. Era o fim da Era de Ouro, com os heróis caindo em total decadência e desaparecendo – alguns sem deixar rastros.
As únicas exceções foram Superman e Batman, que mantiveram a popularidade a duras penas, mas agora sozinhos, num mercado entupido de faroeste, terror, policiais, monstros e romances.
O Flash da Era de Prata

Em meados da década de 1950, o editor Julius Schwartz assumiu vários dos títulos da DC Comics e decidiu tentar trazer os velhos super-heróis do passado de volta, para fazerem companhia a Superman e Batman. Contudo, tentou não repetir o insucesso da Marvel Comics – então, chamada Atlas Comics – que tentou trazer seus velhos heróis dos anos 1940 de volta, num fracasso amargo.
Por isso, Schwartz teve a ideia de criar novas versões dos heróis, em vez de trazê-los de volta. O Flash foi justamente o primeiro dos antigos super-heróis a ser trazido de volta – o que também ilustra sua popularidade – dando início à Era de Prata dos quadrinhos. Sua estreia, na revista Showcase 04, de 1956, inclusive, é contada como o marco-zero da Era de Prata.
Schwartz deu a missão de recriar o Flash a Robert Kanigher, que tinha notória experiência com o personagem e ainda estava na DC, escrevendo histórias do Superman. Para os desenhos, foi recrutado Carmine Infantino, um mestre de arte clássica, realista e plástica. Infantino criou o magnífico uniforme do segundo Flash, que se transformou em um ícone.
Na trama escrita por Kanigher, em Showcase 04, o policial forense Barry Allen sofre um acidente em que é banhado por uma série de produtos químicos ao mesmo tempo em que é atingido por um raio numa noite de chuva. Em consequência ao acidente, Allen passa a se movimentar em altíssima velocidade. Tão rápido que podia caminhar por cima da água e subir nas paredes sem ser afetado pela gravidade. Histórias posteriores definiram que isso era possível porque o policial passou a acessar a Força de Aceleração, uma força física que existe na Terra, tal qual a gravidade.
A história fez bastante sucesso e o novo Flash retornou nas edições 08 , 13 e 14 de Showcase, até que ganhou uma revista própria Flash Comics, em 1959, que continuou a numeração de sua encarnação anterior, iniciando, assim, a partir da edição 105. Curiosamente, quem passou a cuidar da revista foi o roteirista John Broome, ainda com os desenhos de Infantino. Broome, porém, tinha experiência anterior com o personagem, pois também escrevera histórias para a antiga Flash Comics, especialmente entre 1948 e 1949.
O sucesso do Flash motivou a DC e Schwartz a lançarem novas versões de velhos heróis, ressurgindo, assim, Lanterna Verde, Elektron (The Atom), Gavião Negro (Hawkman) e outros.

Disposta a seguir os passos do passado, a DC inclusive reagrupou seus novos heróis em um time: a Liga da Justiça surgiu na revista The Brave and the Bold 28, de 1960, quando Flash, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Aquaman e Caçador de Marte uniram suas forças contra Starro, nas mãos de Gardner Fox e Mike Sekowski.
Em pouco tempo, veio a revista Justice League 01, em 1961, com a mesma equipe criativa, mas um time de heróis maior: Batman e Superman ingressam no grupo, logo, seguidos por Arqueiro Verde e Elektron.

É ao longo dos anos 1960 que a maior parte do cânone ficcional em torno do Flash vai se construindo. Ao longo daquela década, Gardner Fox, John Broome e Robert Kanigher se revezavam criando personagens, vilões e histórias marcantes, que delimitaram o universo próprio do personagem, mas também impactaram no Universo DC como um todo.
A primeira grande adesão veio ainda em 1959, com o surgimento de Wally West, o Kid Flash, que estreou em Flash 110, por John Broome e Carmine Infantino. Na trama, Wally é sobrinho da namorada de Barry Allen, Iris West, e ganha os mesmos poderes do Flash ao sofrer o mesmíssimo acidente que Barry havia sofrido. O jovem logo passa a ser o parceiro de combate ao crime do Flash, usando o mesmíssimo uniforme do herói.
Obviamente, era uma grande confusão visual conseguir distinguir em alguns quadros quem era quem, e mais, tarde, a DC criou um uniforme específico para o Kid Flash, mais juvenil e com a predominância da cor amarela.

Uma segunda adesão fundamental é a Galeria dos Vilões do Flash, um conjunto de criminosos bastante emblemáticos, que se não são tão famosos quanto os inimigos do Batman, por exemplo, são personagens bastante queridos dos fãs da DC Comics. Destaque para Capitão Frio (Showcase 8, 1959); Mestre dos Espelhos (Flash 105, 1959); Gorila Grodd (edição 106, 1959); Capitão Bumerangue (edição 117, 1960) e Professor Zoom ou Flash Reverso (edição 139, 1963); a maior parte deles criados por Broome e Infantino, mas repetidos a exaustão por todos os escritores subsequentes. Inclusive, não raro, esses vilões se uniam como um supergrupo para combater o velocista escarlate.

Uma terceira adesão fundamental adicionada no universo do Flash foi a noção do Multiverso, algo que se tornou fundamental e indissociável do Universo DC com um todo. Em Flash 123, de 1963, escrita por Gardner Fox e desenhada por Carmine Infantino, foi publicada a história Flash de Dois Mundos (Flash of Two Worlds), que estabeleceu o conceito do multiverso. Na trama, o Flash descobre que ao vibrar por entre as moléculas atômicas em altíssima velocidade, ele podia acessar outras dimensões. Ao fazer isso sem querer, termina encontrando com Jay Garrick, o Flash da Era de Ouro.
Fica estabelecido, então, que Jay Garrick – e consequentemente toda a Sociedade da Justiça – viviam em uma dimensão paralela a nossa, que logo seria batizada de Terra-2. Várias edições seguintes de Flash e de Justice League, passaram então a explorar o conceito, estabelecendo que a Terra-2 também possuía versões de personagens como Superman e Batman (que também tinham histórias publicadas nos anos 1940 e também agiram ao lado da Sociedade da Justiça), que eram mais velhos do que suas contrapartes da Terra-1, o Universo DC oficial. Era uma maneira de explicar as histórias antigas.
Ao criar o multiverso, a DC oficializou a diferenciação entre a Era de Ouro (com suas aventuras na Terra-2) e a Era de Prata, que era o Universo DC oficial.

Voltando ao Flash, suas histórias fizeram bastante sucesso nos anos 1960, sendo um dos principais títulos da DC Comics. A mitologia do personagem continuou sendo ampliada a cada ano. Em 1963, Flash 139 trouxe o surgimento daquele que seria o seu principal vilão: o Flash Reverso. Na trama da dupla Broome e Infantino, o Professor Zoom vinha do futuro, do século XXV, e usava a tecnologia para desenvolver exatamente os mesmos poderes de Barry Allen. Assim, era um oponente sempre muito difícil de ser combatido; e por isso mesmo, retornando constantemente para desafiar o herói.

Exemplo disso foi Flash 165, publicada em 1966, no qual o Flash Reverso troca de lugar com Barry Allen justo no momento em que o rapaz iria se casar com a noiva Iris West. No final das contas, nosso herói consegue derrotá-lo e, com isso, torna-se o primeiro dos super-heróis “grandes” a se casar de verdade nos quadrinhos; algo bastante raro naqueles tempos.

O sucesso do Flash também o fez participar de outras revistas da DC além de Justice League of America. Em Superman 199, de 1967, temos a primeira corrida do homem de aço contra o homem mais rápido do mundo. Quem venceria? Essa era uma pergunta que inquietava os fãs desde sempre e a trama de Jim Shooter (texto) e Curt Swan (arte) mostrava os dois fazendo uma disputa beneficente para a ONU, mas mafiosos se metiam no meio para ganhar dinheiro com isso. Entre corridas e luta contra os bandidos, a disputa termina empatada, mantendo os fãs no suspense.
Contudo, as corridas entre Superman e Flash passariam a se tornar mais comuns com o passar dos anos e terminou ficando estabelecido que o Flash ganha a disputa.

Outro exemplo de participação especial foi a lendária The Brave and the Bold 81, de 1968, no qual o Flash une as forças com Batman contra um vilão indestrutível chamado Bork. Era uma antiga revista especializada em “encontros especiais” entre personagens, mas devido ao sucesso da série de TV do homem-morcego na época, no ano anterior, passou a sempre trazer um encontro do cavaleiro das trevas com outro herói da DC. Este número foi um dos mais marcantes na memória dos fãs, especialmente pela arte espetacular de Neal Adams.

Além de seu mentor, o Kid Flash também alçou vôos próprios, tendo formado o grupo adolescentes Os Titãs em The Brave and the Bold 54, de 1964, juntamente com Robin e Aqualad, o parceiro do Aquaman. Posteriormente, o grupo ganharia adesões da Moça Maravilha e Ricardito (Speedy, o parceiro do Arqueiro Verde) e teria aventuras próprias.
A Era de Bronze

No fim dos anos 1960, a DC começou a sentir a concorrência da Marvel Comics, que tinha heróis mais realistas, dramáticos e humanos. A DC, ao contrário, mantinha muito firme sua postura da Era de Prata, trabalhando com histórias mais esquemáticas e com o mesmo grupo de artistas desde a Era de Ouro. Mas com a queda nas vendas, a editora promoveu uma grande reformulação editorial a partir de 1968, o que vai dar origem em seguida à Era de Bronze dos Quadrinhos.
Uma das marcas dessa mudança foi a contratação de escritores e desenhistas mais jovens, mais antenados aos anseios da juventude da era hippie e de Woodstock. Por isso, a partir de 1968, escritores como Gardner Fox, John Broome e Robert Kanigher, começaram a ser afastados em prol dos mais jovens, como Cary Bates e Mike Friedrick, que se torna o principal escritor de Flash, entre 1969 e 1971. Em seguida, veio uma fase em que Cary Bates alternava edições com Dennis O’Neil, até mais ou menos 1977, quando este se mudou para a Marvel Comics e Bates prosseguiu como o principal escritor do personagem até a grande reformulação de 1985.
Vários novos desenhistas também trabalharam com o personagem, além do já citado Neal Adams, nomes como Nick Cardy (especialmente nas capas), José Garcia-Lopes e Alex Saviuk.

O desenvolvimento do personagem tornou o Flash um dos personagens mais poderosos da DC, usando as características já estabelecidas por John Broome (supervelocidade, capacidade de correr em cima da água ou subindo em paredes, capacidade de vibrar as moléculas do corpo e atravessar paredes e objetos sólidos), mas ampliando-as cada vez mais, até o ponto de Barry Allen poder se movimentar na velocidade da luz, por alguns instantes. Em algumas ocasiões, o herói podia até correr no espaço sideral por causa dessa habilidade.
Contudo, o fato de se tornar um herói tão poderoso começou a contar contra o personagem. Ao adentrar os anos 1970, escritores (novos e velhos) tinham grande dificuldade em contar histórias desafiantes para o velocista escarlate, ao mesmo tempo em que a DC Comics mostrava reticências em inovar os conceitos estabelecidos na década anterior. Desse modo, os anos 1970 foram bem menos marcantes para o Flash, enquanto a venda de suas revistas decaía rapidamente, no mercado cada vez mais dominado pela Marvel Comics e seus heróis mais problemáticos e realistas.
Talvez isso tenha motivado a DC a afastar o Kid Flash das aventuras de seu mentor, fato que ocorre em consequência da revista especial The Flash Spectacular: Dollar Comics, uma edição comemorativa de 1978, na linha dos vários especiais que comemoravam os 50 anos do Superman. A aventura reuniu vários velocistas da DC (Flash, Jay Garrick, Kid Flash e até Johnny Quick, personagem meio esquecido dos anos 1940), numa trama que envolvia o Multiverso da DC e o vilão Gorila Grodd, escrita por Cary Bates.

Outra tentativa mais drástica de balançar o universo do personagem foi a morte de iris West-Allen, que ocorreu em Flash 275, de 1979, numa história de Cary Bates e Alex Saviuk. Era uma tentativa de tornar as aventuras do heróis mais sombrias, mais em acordo com o clima mais bruto da Era de Bronze. Embora àquela altura outras namoradas de super-heróis já tivessem falecido – desde a pioneira Gwen Stacy (Homem-Aranha) em 1973 até Sharon Carter (Capitão América) naquele mesmo período – o assassinato de Iris West é importante, tornando o Flash um dos primeiros heróis viúvos das HQs.
O clima sombrio permaneceu sendo a tônica das histórias do Flash nos anos seguintes. Apesar de um criminoso ser preso, Barry Allen tem motivos (ele é um perito da polícia, lembram?) para suspeitar de outro criminoso. E quase um ano depois daquela história, o velocista escarlate termina descobrindo que o assassino é mesmo o Professor Zoom, o Flash Reverso.
Em meio à queda nas vendas das revistas, as histórias do Flash assumiram um tom ainda mais sombrio a partir de 1983, quando foi publicada Flash 324, edição que deu início ao longuíssimo arco conhecido como O Julgamento do Flash.

Na trama, escrita por Cary Bates, Barry Allen decide se casar com sua nova namorada, Fiona Webb. Então, o Flash Reverso ataca outra vez, destinado a matar a garota. Numa tentativa desenfreada de impedi-lo, a ação do Flash termina por matar o vilão. A partir de então, a Justiça, seus amigos e os outros heróis da DC, irão avaliar as ações do herói e saber se ele deve ser punido ou não.
O Julgamento do Flash foi muito criticado pelos leitores, pois se prolongou por praticamente dois anos de histórias. Nos bastidores, Bates foi informado pela alta direção da DC Comics que o personagem Barry Allen iria ser morto em uma grande saga a ser publicada a seguir e, então, em vez de criar uma nova história, decidiu esticar sua trama até o fim da revista.
De fato, O Julgamento só se encerrou em Flash 350, de 1985, a última edição da revista.
A Crise e a Morte de Barry Allen

As vendas da DC decaíram cada vez mais ao longo dos anos 1970, enquanto a Marvel se tornava a mais poderosa editora do mercado. No fim daquela década, a Marvel deu um golpe quase fatal ao conseguir popularidade não somente por meio de seus personagens, mas também pela publicação de HQs de franquias de cinema como Star Wars (que fez muito sucesso) e 2001 – Uma Odisseia no Espaço.
Assim, no início dos anos 1980, a DC estava na maior crise de vendas de sua história. O único título de destaque da editora era uma nova versão dos Titãs, da qual o Kid Flash continuava como membro, produzida por duas ex-estrelas da Marvel, escrita por Marv Wolfman e desenhada por George Perez. Então, à beira da falência, a editora promoveu uma medida desesperada: uma grande reformulação editorial que reorganizasse seu universo ficcional e melhorasse as histórias para que um novo público leitor comprasse suas revistas.
Veio, assim, Crise nas Infinitas Terras, uma megaevento publicado em uma maxissérie em 12 edições, entre 1985 e 1986, sob o comando, não por coincidência de Marv Wolfman e George Perez. Na trama, um vilão de altíssimo poder cósmico, o Antimonitor, decide reestruturar a realidade, e os heróis da Terra se unem para impedi-lo. Os heróis de todas as Terras!

O fato é que o Multiverso da DC tinha evoluído tanto que tornara-se ininteligível. Não havia mais somente a Terra-1 e a Terra-2, mas também, a Terra-3, a Terra-S e muitas outras. Era confuso porque personagens participavam de uma ou mais Terras e ninguém sabia ao certo o que era válido ou não em termos de cronologia. A decisão foi radical: Crise nas Infinitas Terras extinguiu o Multiverso e criou uma única realidade para o Universo DC. Agora, personagens das outras editoras que a DC havia comprado – como o Capitão Marvel da Fawcett Comics e os heróis da Charlton Comics – estavam no mesmo universo de Superman, Batman e Cia.
Além disso, ficou estabelecido que os heróis da Era de Ouro, como o Flash Jay Garrick e a Sociedade da Justiça, tinham simplesmente existido no passado da continuidade normal do Universo DC.
Todavia, era preciso que Crise nas Infinitas Terras fosse um evento dramático, e alguns heróis perderam sua vida no evento, como o Flash e a Supergirl.

Na trama, o Flash é capturado pelo vilão e precisa correr mais rápido do que a velocidade da luz para impedir que o Antimonitor destrua a realidade. Em Crisis in Infinitive Earths 08, de 1985, por Wolfman a Perez, Barry Allen consegue impedir o raio, mas morre em consequência de ultrapassar a velocidade da luz.
Era o fim (provisório) do mais popular dos velocistas dos quadrinhos.
O Flash morreu em Crise nas Infinitas Terras e sua última edição mensal foi a edição 350, de 1985.
O Flash Wally West

Claro que por trás da morte de Barry Allen havia uma decisão editorial: a repetição cíclica das mesmas aventuras do Flash haviam desgastado demais o personagem. Era necessária uma renovação. E isso se deu com a morte de Barry Allen e sua substituição como Flash através de Wally West, o Kid Flash.
Na época, histórias mostravam que Wally havia perdido seus poderes ao passar pelas transformações de metabolismo no fim da adolescência. Mas uma ação em Crise das Infinitas Terras lhe devolveu seus poderes, embora muito mais limitados do que antes: ele só podia chegar há pouco mais do que a velocidade de som!

Agora, Wally West era um novo Flash, mais jovem, menos experiente. Pulou dos Novos Titãs para a Liga da Justiça! Suas histórias exploravam esse amadurecimento e fizeram muito sucesso!
A revista Flash ganhou um novo volume, com a numeração zerada, que estreou em 1987, e um novo time de artistas: textos de Mike Baron e desenhos de Jackson Guice, durante as 14 primeiras edições; vindo em seguida a fase de William Messner-Loebs e Greg LaRoque, a partir da edição 15, em 1988.
O Flash Na TV

O sucesso inicial de Wally West coincidiu ainda com a adaptação do Flash para a TV, por meio de uma série estrelada por John Wesley Shipp que estreou em 1990 na CBS. Criada por Denny Bilson e Paul DeMeo, com episódios escritos por Howard Chaykin, a série mostrava um mix das versões Barry Allen e Wally West em uma ambientação realista. Na trama, Barry Allen é um legista forense da polícia e enquanto investiga o assassinato de seu irmão mais velho, Jay, termina sofrendo um acidente que lhe dá os poderes do Flash. Usando um uniforme que lhe protege do atrito, passa a combater o crime.
O elenco era secundado por Amanda Pays (como Tina McGee) e trouxe vários dos vilões dos quadrinhos, como Capitão Frio, Mestre dos Espelhos e o Trickster, sendo este interpretado por Mark Hamill, o Luke Starwalker de Star Wars.
Infelizmente, apesar do sucesso entre os fãs e de ser aclamada pela crítica, a série The Flash foi cancelada ao fim de sua Primeira e única temporada, por que não conseguiu fazer frente aos outros programas do horário e à eclosão da Guerra do Iraque. Mas é um bom programa.
A Fase de Mark Waid

Apesar do sucesso da fase inicial, o Flash Wally West viveu seu apogeu comercial e criativo no início dos anos 1990, quando o escritor Mark Waid assumiu a revista, a partir de Flash 62, de 1992. Seu principal parceiro seria o desenhista Mike Wieringo.
Até então, o Flash permanecia com seus poderes limitados, mas Waid criou toda uma nova ambientação para o personagem, explorando sua família e amigos, seu fardo como herói, a herança de Barry Allen, e o desenvolvimento de novos poderes. Ficou estabelecido, por exemplo, que Wally não atingia velocidades maiores por um bloqueio mental relacionado ao trauma pela morte de Allen, que amava como um tio. Porém, ao confrontar o Professor Zoom ou Flash Reverso, Wally termina vencendo o bloqueio e passa a ser tão veloz quanto Allen era.
Ainda assim, não era capaz de atravessar os objetos sólidos, pois sempre que fazia isso, terminava explodindo-os. Porém, logo, Wally passou a explorar esse dom como uma arma. Outra habilidade que desenvolveu foi manipular a força de aceleração, de modo que podia conceder supervelocidade a objetos e pessoas que tocasse.
A loga fase de Mark Waid prosseguiu até a edição 129, em 1996; e foi retomada em seguida, entre as edições 142 e 159, de 1998 a 2000. Nesse período, Wally West se tornou um dos personagens mais populares da DC Comics e a revista fez bastante sucesso. Por isso, Waid é considerado o escritor por excelência do Flash.
Outro detalhe importante é que Waid modificou ligeiramente o visual do Flash, deixando-o mais moderno: o cinto passou a ser em V, como dois raios se tocando; os olhos deixaram de ser vistos, adotando-se a lente branca que personagens como o Batman usam; abandonou-se as asinhas na bota; e o uniforme tornou-se mais escuro, sendo verdadeiramente de escarlate com sombras pretas.

Waid também criou um novo tipo de Kid Flash: em consequência ao megaevento Zero Hora, em 1994 (que revia algumas incongruências de Crise nas Infinitas Terras), o escritor introduziu o personagem Bart Allen, um neto de Barry Allen que vem do futuro, do século 21. Preso em nosso presente, Bart se transforma em Impulso, agindo ao lado de Wally West, mas também ganhando histórias solo e participando dos grupos Novos Titãs e Justiça Jovem.
Waid também escreveu histórias sobre Barry Allen, em destaque à maxissérie Liga da Justiça: Ano Um, publicada em 1996 e 1997, mostrando a origem do grupo dentro dos conformes estabelecidos pela Crise nas Infinitas Terras. Na trama, Flash é o líder da Liga, que não teria adicionado personagens como Superman e Batman até o seu segundo ano de atuação. O time original seria: Flash, Lanterna Verde, Aquaman, Canário Negro e o Caçador de Marte.

No intervalo da fase de Waid, o personagem foi escrito por Grant Morrison e o então novato Mark Millar.
O Desenho Animado da Liga da Justiça

Em 2000, a Warner adaptou a Liga da Justiça para a TV sob a forma de um desenho animado, que funcionava como um tipo de sequência das já bem sucedidas séries do Batman e do Superman. Justice League – The Animated Series era fortemente calcada na versão de Grant Morrison para a equipe, reunindo (pela primeira vez desde a Crise nas Infinitas Terras) os maiores heróis da DC: Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Aquaman e Caçador de Marte.
No desenho, contudo, a formação era diferente: saia o Aquaman, substituído pela Mulher-Gavião, a versão feminina do Gavião Negro.
O Flash, claro, era Wally West. E a versão de Wally – mais juvenil, brincalhão e ingênuo – foi a que chegou às telinhas, com o personagem muito bem dublado por Michael Rosenbaun, ator que também ficou famoso por fazer a jovem versão de Lex Luthor na série de TV Smallville, contando a juventude de Clark Kent antes de se tornar o Superman .
Justice League foi um grande sucesso e após três temporadas foi renovada como Justice League – Unlimited, além de vários longametragens lançados diretamente para o mercado de home video, como Liga da Justiça: Crise em Duas Terras, Justice League – Doom e Justice League – War.
Wally West e Bart Allen

O Flash continuou popular nos anos 2000, ganhando outra boa fase nas mãos do escritor Geoff Johns, a partir de Flash (vol. 2) 164 até a edição 225, em 2005. Johns criou uma nova versão do Flash Reverso e finalmente casou Wally West com Linda Park.
Com o passar do tempo, porém, o personagem começou a se desgastar. Por isso, na megassaga Crise Infinita, de 2006, Wally West e sua família terminam exilados em uma outra realidade, cabendo, assim, o papel de Flash às mãos de Bart Allen, ex-Impulso.
Assim, Flash (Vol 2) se encerra na edição 230, em 2006.

Enquanto isso, Bart Allen apareceu na TV nessa época tanto em live action quanto em desenho animado. Em live action, Impulso foi um dos membros da Liga da Justiça formada em Smallville. Um Bart Allen adolescente apareceu primeiro na 4ª temporada e prosseguiu fazendo participações especiais, entre 2004 e 2009; ou seja, a 8ª Temporada, vivido por Kyle Gallner. O personagem Impulso continua sendo citado até o fim da série, na 10ª Temporada, mas sem aparições explícitas.

Em 2010, estreou o desenho Young Justice, na qual Impulso aparece como um dos membros na segunda temporada. O desenho fez bastante sucesso entre o público infanto-juvenil para o qual era voltado.
De volta aos quadrinhos, após o encerramento de Flash (Vol 2), em 2006, esta é substituída por uma revista chamada Flash: The Fastest Man Alive, na qual é Bart Allen o quarto a usar o título de Flash. A revista, porém, não emplacou e foi cancelada já na edição 13, de 2007, com Bart Allen sendo morto.
Por isso, Wally West foi trazido de volta e Flash (Vol 2) retomou sua publicação em 2007, continuando a numeração a partir da edição 231. Ainda assim, as vendas não decolaram e a revista foi novamente cancelada em 2009, na edição 247.
A Volta de Barry Allen

Já há muitos anos, os leitores pediam a volta de Barry Allen, como detentor legítimo do nome Flash. Assim, em 2009, a DC editou a minissérie Flash: Rebirth, em seis edições, escritas por Geoff Johns e desenhadas por Ethan Van Sciver, que como o título entrega, reintroduziram Allen ao mundo dos vivos.
Barry Allen voltou a ser o Flash, dando início à Flash (vol 3) em 2010, ainda com Geoff Johns nos roteiros e tendo Francis Manapu nos desenhos.
Nesta fase, Allen voltou a ser um dos principais heróis da DC Comics e foi o protagonista da maxissérie Flashpoint, em 2011, em que viaja no tempo e termina alterando a realidade, desculpa para mais uma reformulação editorial da DC Comics, que deu início a uma nova cronologia. O evento foi adaptado como um longametragem animado chamado Justice League – The Flashpoint Paradox.
Os Novos 52

Os Novos 52 é o nome da nova cronologia que dá início após o fim de Flashpoint. O Flash, assim como todos os heróis da DC, ganham origens com novos detalhes e são rejuvenescidos. Na nova cronologia, só faz cinco anos que os heróis surgiram, o que deixa todos eles na casa dos 20 e poucos anos.
O Flash permanece ligado à origem da Liga da Justiça, que tem uma nova história de origem contada por Geoff Johns e Jim Lee em Justice League 01 a 07, de 2011 e 2012, onde combatem o vilão Darkseid. A história também está sendo adaptada como longametragem animado em Justice League – War.
A revista Flash, em seu vol. 4, agora com textos e desenhos de Francis Manapul e Brian Buccellato, explora um Barry Allen mais jovem e menos experiente, ainda tentando dominar totalmente os seus poderes.
Na TV de novo

Com o lançamento dos filmes de heróis da DC Comics, e os sucessos extraordinários da Trilogia Cavaleiro das Trevas do Batman e de Superman – O Homem de Aço, todos esperam que vários heróis também sejam encaminhados ao cinema. O Flash, por exemplo, tem um projeto de virar filme desde mais ou menos 2006, quando o escritor David S. Goyer (o mesmo dos dois citados acima) entregou um roteiro ao estúdio, que queria Ryan Reynolds no papel de Barry Allen.
O filme não foi para frente e Ryan Reynolds terminou se transformando em Hal Jordan no filme Lanterna Verde, de 2011, que foi um grande fracasso.
Mas a DC está animada de novo e o Flash é um dos grandes candidatos a ganhar seu primeiro longametragem, ao lado de Mulher-Maravilha e (pasmem!) Aquaman. Além disso, o ex-escritor do personagem, Geoff Johns, é hoje o Diretor de Criação da DC Entertainment, empresa responsável por adaptar os personagens da DC Comics às outras mídias.

Contudo, enquanto o Flash não faz o seu debute no cinema, o personagem retorna à TV. Barry Allen já fez sua estreia como participação especial em Arrow, que conta as aventuras do Arqueiro Verde e já está em sua 2ª Temporada e é um grande sucesso. Na trama, ele ainda é apenas o cientista forense de Central City que vai investigar um caso similar a outro que trabalhou e cruza o caminho com Oliver Queen e sua identidade secreta.
Mas em breve, Allen sofrerá um acidente que lhe dotará de poderes especiais. O Flash está programado para ganhar um Episódio Piloto de sua própria série em 2014, retornando ao protagonismo em seu próprio programa.
Quem sabe em meio a isso, termine também aparecendo nos cinemas?
Já há rumores de que o personagem pode fazer uma pequena participação em Batman Vs. Superman, título de trabalho da sequência de Superman – O Homem de Aço, que colocará o homem-morcego contra o último filho de Krypton.
***

O Flash foi criado por Gardner Fox e Harry Lampert, aparecendo em Flash Comics 01, de 1940. Em sua primeira versão era o universitário Jay Garrick. Após ser cancelado, o Flash ganhou umasegunda e mais famosa versão em 1956, estreando na revista Showcase 04, reformulado por Robert Kanigher e Carmine Infantino, sendo considerado o marco zero da Era de Prata dos Quadrinhos. Na trama, este novo Flash era o policial forense Barry Allen, que ganha seus poderes em um acidente de laboratório. Este Flash também foi membro fundador da Liga da Justiça, em 1960. Outras versões do Flash surgiram desde então, como Wally West, mas é Barry Allen o mais querido dos fãs e titular oficial do cargo.


woow. Ficou sensacional, tava mesmo esperando um dossie sobre o Flash. Engraçado notar como o personagem tem uma ligação fundamental com esses reboots que a DC faz. Gostei muito do artigo, parabéns…
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Obrigado, Fábio!
Um abração!
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O Flash de 40 e de outra dimensão ou do passado
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Oi, Lohan. Depende de qual versão.
Na cronologia da Era de Prata/ Era de Bronze (anos 1960, 70 e início de 80), o Flash dos anos 40 era de uma outra dimensão, habitando a Terra 2.
A partir de Crise nas Infinitas Terras (1986), na nova cronologia, o Fash-40 e todos os outros heróis da Sociedade da Justiça passaram a habitar o passado dos heróis “oficiais” da DC Batman, Superman, Mulher-Maravilha e as versões Eras de Prata e Bronze de Flash, Lanterna Verde etc.
Assim, Jay Garrick tinha sido o Flash nas décadas de 1940 e 50 e ainda era vivo (embora aposentado) quando Barry Allen se tornou o “novo” Flash.
Na novíssima cronologia de Os Novos 52, novamente o Flash-40 passou a habitar outra dimensão e os super-heróis só surgiram muito recentemente (cerca de 5 anos atrás), na leva de Superman e Cia.
Parece confuso? Pois é mesmo.
Um abraço!
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INFELIZMENTE A WARNER/DC Ñ SABE INVESTIR EM SEUS PERSONAGENS
PERSONAGENS, CM FLASH, LANTERNA VERDE, MULHER MARAVILHA E AQUAMAN QUASE Ñ TEM DESTAQUE EM OUTRAS MÍDIAS COMO BATMAN E SUPERMAN.
NINGUÉM ALÉM DOS LEITORES ASSÍDUOS D HQ CONHECEM SUAS GALERIAS DE VILÕES, OU GRANDES SAGAS E MOMENTOS HISTÓRICOS.
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É verdade, Walker.
Mas acho que chegou o momento da mudança: se a Warner quer emplacar a Liga da Justiça nos cinemas, vai ter que fazer seus outros heróis serem conhecidos também. Só Batman e Superman não seguram o time nas telonas não.
Batman Vs. Superman vai deixar claro que existem outros superseres na Terra além do homem de aço e eles vão se reunir em Liga da Justiça. Em seguida, se a bilheteria for boa, veremos filmes solo de Mulher-Maravilha e Flash pelo menos. Talvez Aquaman também.
Pena que isso só será em 2018…
Um abraço!
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Eles não sabem investir tanto nos cinemas quanto nos quadrinhos, eu acompanho os quadrinhos, e eles só lançam encadernados aqui, do Superman ou do Batman, e alguns do Lanterna Verde. Eu como colecionador de quadrinhos, acredito que eles estejam negligenciando os personagems, a panini é responsável pela publicações dos quadrinhos da DC aqui, o ultimo encadernado da Mulher-Maravilha foi a Biblioteca Historica Dc, em 2009, como pode isso? Uma personagem tão importante, representante da força Feminina nos quadrinhos, e eles não publicarem nenhum encadernando especial dela, como fazem sempre com o Super e o Batman. Com o Flash do mesmo jeito, nenhum encadernado dele, eles só publicam os personagens que estão na mídia, porque sabem que vai vender facil. Eu ja mandei alguns e-mails para eles. Bom , é isso.
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Olá, Gustavo!
É isso sim. A Panini espera retorno financeiro por suas publicações. Mas também acho que se eles investissem um pouco mais em publicidade teriam mais retorno. Afinal, ninguém vê propagandas dessas publicações em lugar nenhum.
Propaganda é a alma do negócio, não é? Eles esperam vender essas revistas/livros como? Assim, só compram aqueles que já conhecem as revistas.
Também acho que aproveitam mal a publicidade espontânea dos filmes. Se investissem mais em marketing poderiam lucrar mais e vender mais.
Eles investem nos personagens que sabem que vão vender, mas se diversificassem ganhariam mais em médio e longo prazo.
Um abraço!
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ótima história de the flash o personagem que eu mais gosto na liga da justiça é kid flash porque se aparenta mais comigo, bom trabalho !
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Obrigado, Diego!
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Eu realmente nunca entendi a cronologia do The Flash, por exemplo, por que o Bart Allen que apareceu no Smallville? sendo que o nesse tempo, nem se quer o Wally West tinha nascido, eles sempre enrolaram tudo, como matarem o Barry aehuaehuae
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Daniel, a cronologia da DC Comics é sempre confusa, de todos os jeitos.
Mas nas HQs é uma coisa; a adaptação dos personagens às outras mídias seguem outras lógicas. Portanto, a cronologia de Smallville é distinta daquela das HQs.
Um abraço!
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Entendi, eu consegui entender melhor lendo novamente, e a série anda bem legal tmb, espero ver o Wally na série, pois é meu favorito desde as animações da liga da justiça da tv, com o personagem extrovertido, mas gostei, sempre tive um carisma tanto pelo flash quanto o barry/wally em pessoas, personagens humildes e animados uhaeuhea.
Abraço!
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flash de 1940 o primeiro, de outra dimensão ou do Passado
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Simplesmente maravilhoso. Me entreteu muito. Sou apaixonada pelo Flash. É meu herói favorito ♥
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Que bom que gostou, Gabriela. Isso é muito legal! Um abraço!
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Ele é O Super Heroi mais forte de todos 🙂 😉 ❤
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Cara, muito legal seu post.
Acompanhando o final de Flash 2014 na CW resolvi saber mais sobre o flash e seu artigo informa tudo que um ‘não leitor’ de HQ precisa saber.
Parabens!
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Obrigado, Jão. Muito bom poder ajudar. Bem-vindo ao HQRock. Navegue pelo blog e veja um monte de material legal. Um grande abraço!
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Parabéns por sua matéria, a mais completa que vi sobre o flash. Me ajudou bastante. Agora é começar a ler todos os volumes 🙂
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Obrigado Kabul! Que bom que gostou. Seja bem-vindo ao HQRock. Navegue pelo blog e encontre um monte de dossiês legais sobre os personagens do cinema e da TV. Basta ir na aba Especiais. Um grande abraço!
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Caraalho valeuzão por explicar assim. Tirou absolutamente todas as minhas duvidas. Agora me sinto bem mais antenado. Vou guardar esse site nos favoritos pra pesquisas futuras 😉
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Que legal que lhe ajudou, Irving. Seja bem-vindo ao HQRock! Um abraço!
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Primeira vez que venho aqui, e algo me diz que virará habito 😉
Muito bom trabalho
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Obrigado, Michel. Que bom que gostou, isso é muito legal. Dê uma procurada em nossos arquivos – na aba “Especiais” e vai encontrar um monte de posts legais e dossiês completos. Um grande abraço!
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Parabéns pela matéria, eu como leigo na histórias de HQ, gostei muito! Só conhecia um pouco do flash pela série animada que passava no SBT, Liga da Justiça.
Abraços!!!
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Obrigado, Moisés. Que bom que o post lhe ajudou. Se quiser saber mais sobre outros personagens das HQs passei sobre os posts do HQRock na aba Especiais e vai achar muito material bacana. Um abraço!
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Woooow! Adorei o texto. Comecei a assistir a série Flash agora e fiquei super afim de saber mais sobre o personagem, já que sou super pesquisadora hahahha Seu texto ficou show de bola. Parabéns!
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Cara, Eu sou iniciante em Hqs, e uma das minhas maiores dificuldades é saber por onde começar a ler, qual a cronologia. Por exemplo Batman é um personagem muito antigo, mas todos indicam ignorar as antigas e começar pelo reboot depois das crises das terras infinitas, que no caso Batman é a Hq Batman Ano um. Será que poderia me orientar no caso do Flash, por onde começar a ler? A partir de qual a Hq? A partir de qual ano? Creio que deve ter tido um reboot igual o Batman na década de 80. Poderia me ajudar?
Agradecido.
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Oi, Renato, tudo bem? O caso do Batman é mais simples, porque ele é um personagem mais famoso, então, tem a cronologia mais organizada. (Temos um post com a antiga cronologia do Batman toda organizada, veja aqui: https://hqrock.wordpress.com/2011/06/17/conheca-a-velha-cronologia-do-batman/
Quanto ao Flash, o melhor que podemos fazer é conferir a nova cronologia surgida com Os Novos 52, que é publicada desde 2011. Esta é a cronologia atual que mescla alguns elementos do passado e ignora outros.
Toda a fase Wally West, por exemplo, pode ser ignorada, já que (pelo menos até agora) ele nunca foi o Flash em Os Novos 52.
A trama de O Julgamento do Flash também.
Resumindo: se você ler Os Novos 52 vai ter a maior parte das informações que precisa. São pouco mais de 40 edições.
Um abraço e espero ter ajudado.
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Aí Renato, vc pode começar pelo reboot msm, aproveita que acabou de sair em encadernado os 8 primeiros numeros desse reinicio do Barry Allen como Flash…depois conforme vc for se interessando pelo personagem, pode ir atras das historias de outras épocas, msm que hj não valham cronologicamente, o que interessa é ler boas histórias, principalmente a fase do Mark Waid dos anos 90 (na caso com o Wally West como Flash)…
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flash de 1940 o primeiro, de outra dimensão ou do Passado
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Muito bom mesmo! Agora estou ainda mais fã do Flash e da DC Comics! Parabéns hqrock, você é fera 🙂
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Obrigado, Gabriel! Que bom que você gostou. Dá uma olhada nos nossos dossiês sobre outros personagens, como Superman e Batman. Basta ir na aba Especiais e se divertir!
Um abração!
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parabéns e muito obrigado pelo resumo da historia do nosso velocista!
na opinião minha e da minha esposa o Wally é o melhor e mais engraçado mas deve ser por ser da nossa geração e estarmos conhecendo melhor o Barry Allen agora.
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Muito interessante a matéria,pois,o Flash (Barry Allen) é meu herói favorito na DC.
Na questão da mitologia do personagem,aparentemente a DC,ao reeditar a saga Crise nas Infinitas Terras,mudou drasticamente o texto original,inserindo um evento escrito/criado anos depois por Mark Waid.
Na época de Crise,nem se imaginava em se dizer que Iris Allen estava viva no futuro da Terra.Quando a editora Abril lançou a série,não havia a inserção de nada disso no texto (pois Waid criou isso anos depois),mas,quando foi reeditada a série,após ter se criado o conceito de que Iris estava viva no futuro, os editores aparentemente deformaram o texto das reedições,inserindo algo que não existia quando foi escrito originalmente a série Crise nas Infinitas Terras,é um detalhe,mas que me incomoda pelo fato de mudarem o texto original,inserindo algo que foi escrito bem depois….na edição definitiva de Crise nas Infinitas Terras o evento ocorre na página 75…
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Olá, Bernadino,
É muito interessante essa sua observação, mas fico com uma questão: não tem perigo dessa informação ter sido simplesmente ignorada pela Editora Abril quando da publicação da saga no Brasil? Digo isso porque a Abril é famosa justamente por alterar o texto de suas publicações para adequar as histórias à cronologia que ela própria tentava organizar no nosso país. Exemplo clássico foi a saga Guerras Secretas, completamente adulterada quando publicada (antes do tempo) aqui no Brasil, excluindo personagens, cenas e situações em prol de não “confundir” os leitores.
Também fico intrigado com isso porque não é do costume da Marvel ou da DC adulterarem os textos de suas publicações quando vão para republicação em encadernados, à exceção de erros grosseiros.
Mas é algo para investigar…
Um grande abraço!
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Realmente Irapuan,é muito estranho.Mas,como falei,o conceito de que Iris Allen estava viva no futuro da Terra foi escrito por Mark Waid,e isso bem DEPOIS de Crise nas Infinitas Terras…
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vai ajudar muito na minha redação obg ficou top😊🥰🤩
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Que legal, Pedro! Um abraço.
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