'March For Our Lives' protest, New York, USA - 24 Mar 2018
Paul McCartney na March for Our Lives, ao lado da esposa, Nancy Shevell.

O ex-Beatles, Paul McCartney participou ontem da March for Our Lives, em Nova York, uma passeata a favor do controle de armas nos EUA. O movimento é uma resposta a onda crescente de ataques em massa com armas de fogo perpetrados no país nos últimos meses, como os ataques de Las Vegas e Flórida, e tem como slogan “Nós podemos acabar com a violência das armas de fogo”, o que os participantes usam em camisetas pretas com letras brancas, inclusive, pelo baixista e compositor.

Segundo a Variety, o músico foi entrevistado pela CNN e disse:

Um de meus melhores amigos foi morto por violência de armas de fogo aqui perto, então, é importante para mim não somente marchar hoje, mas tomar uma atitude amanhã, e fazer essas pessoas terem suas vozes ouvidas.

O amigo ao qual se refere é seu ex-companheiro de Beatles, e parceiro de mais de 200 composições que fizeram daquela banda a mais popular do mundo, John Lennon. Ambos nascidos em Liverpool na Inglaterra, Lennon emigrou para os EUA em 1971, pouco tempo após o fim da banda, e viveu lá até sua morte. O compositor foi morto aos 40 anos, em 08 de dezembro de 1980, na porta de seu apartamento no Edifício Dakota, em Nova York, a poucos quarteirões de onde ocorreu a marcha. O assassino era um fã com distúrbios mentais e está preso até hoje.

A Variety lembra que a posse de armas de fogo é ilegal no Reino Unido, desde que um ataque em massa de um atirador matou 16 crianças e um professor na Escócia. Desde 2010 ocorreu apenas um ataque do tipo no R.U., enquanto nos EUA – onde qualquer um com mais de 16 anos pode comprar uma arma de grosso calibre, como um rifle, em uma loja qualquer – os ataques se acumulam às dezenas todos os anos. Em 14 de fevereiro desse ano, o estudante Nikolas Cruz, de 19 anos, entrou na escola ao qual foi expulso por questões disciplinares, em Parkland, na Flórida, e usando um AR-15 que comprou legalmente, matou 17 pessoas.