Morreu o baterista do RPM, Paulo “PA” Pagni, segundo comunicado oficial da página da banda no Facebook e confirmado pelo UOL. O músico estava internado há 20 dias em estado grave e sua morte havia sido erroneamente anunciada no último dia 02.

Pagni estava com fibrose pulmonar e sua morte foi em decorrência do agravamento do quadro pulmonar ocasionado por uma pneumonia, diz o comunicado assinado pelo RPM.

A banda inclusive irá realizar hoje um show em Garopaba, em Santa Catarina, com público previsto para 20 mil pessoas, e decidiu manter o evento como uma homenagem ao colega, disse também o comunicado.

Não foi dito nada sobre o velório, mas o enterro deve ser em Araçariguama, no interior de São Paulo, terra natal de Pagni.

O músico tinha 61 anos e foi o último membro a entrar para o RPM, em 1984, um ano antes da banda estourar com um sucesso sem precedentes os álbuns Revoluções por Minuto (1985) e Rádio Pirata Ao Vivo (1986). Depois de uma fase de decadência e do fim melancólico, o RPM retomou as atividades em 2001, passando a fazer shows com regularidade até 2017, quando o ex-vocalista e baixista Paulo Ricardo decidiu sair do grupo e brigou na justiça para impedir os companheiros de usarem o nome RPM. Mas o ganho de causa foi dado a Luiz Schiavon (teclados) e Fernando Deluqui (guitarra), que ao lado de Paulo Pagni, se uniram ao novato Dioy Pallone (vocais).