Duas notícias para a alegria dos acionistas da Disney: a bilheteria de Vingadores – Ultimato foi corrigida para um número ainda maior e a empresa teve um recorde absoluto de arrecadação nos cinemas em 2019. Isso deve ter implicações importantes no mercado cinematográfico mundial.

Segundo divulgou o ComicBook, uma revisão dos números na China aumentou ainda mais a bilheteria de Vingadores – Ultimato. Na conversão da moeda e contagem de expectadores, a arrecadação do filme no mercado chinês cresceu 3 milhões de dólares, o que fez a bilheteria total do longa aumentar de US$ 2,78 bilhões para US$ 2,81 bilhões.

O filme já era a maior bilheteria da história antes mesmo da correção. O Marvel Studios tem 3 filmes entre as 10 maiores bilheterias da história, além de Ultimato no 1° lugar, seguem Vingadores – Guerra Infinita em 5° e Os Vingadores em 7°.

Além disso, a empresa mãe da Marvel, The Walt Disney Company, só tem a comemorar. Segundo a Variety, o grupo bateu todos os recordes de bilheteria no ano de 2019, arrecadando US$ 11,12 bilhões no ano, valor jamais atingido por nenhum outro estúdio. Além do Marvel Studios, a Disney lançou sucesso por seus outros braços, como a Pixar (Toy Story 4), Disney Animations (Frozen 2), LucasFilm (Star Wars – A Ascensão Skywalker) e do Disney Studios (Rei Leão, Aladdin). Ao todo, 7 filmes da empresa atingiram 1 bilhão de dólares nas bilheterias mundiais apenas em 2019.

Enquanto a Disney comanda a indústria de cinema de massa, já há movimentações de insatisfação do mercado, com acusações de monopólio da empresa, que não são de todas descabidas. Isso sem falar na pressão do estúdio para o reconhecimento artístico de seus filmes, que se reverte na indicação de Pantera Negra para o Oscar de Melhor Filme do ano passado e a polêmica em torno da opinião do cineasta Martin Scorsese de que os filmes de super-heróis não são cinema.

A questão deve ter desdobramentos logo, com a campanha de Vingadores – Ultimato aos prêmios “sérios” do Oscar e a real possibilidade de Coringa – da concorrente maior da Marvel, a DC Comics/ Warner Bros. – de concorrer nos mesmos prêmios, como Filme e Ator.

No campo comercial, os demais estúdios precisarão de muito feijão para ao menos ameaçarem o poderio absoluto da Disney.

Sempre uma potência do entretenimento, a Disney assumiu uma fase nova a partir da administração do CEO Bob Iger, dando prosseguimento à política de aquisições iniciada com a compra da Pixar e seguida com a compra da Marvel Comics (2009), da LucasFilm (2013) e da 20th Century Fox (2019).