
Enquanto os boatos sobre os longametragens produzidos diretamente para DVD e Blue-Ray pela DC Entretaintment – braço de outras mídias da DC Comics – sobre a Liga da Justiça continuam a toda, a empresa resolve começar a campanha de divulgação do novo longametragem animado de Batman: Ano Um.
Batman: Ano Um foi um arco de histórias publicado em apenas quatro partes entre Batman 404 e 407, em 1987, escrito por Frank Miller e desenhado por David Mazzucchelli. Na trama, aos 25 anos de idade, o órfão milionário Bruce Wayne volta a Gotham City após anos de ausência. Enquanto a imprensa “fofoqueira” se ocupa em saber com quem ele está namorando, Wayne pensa em uma maneira de combater o crime com todo o conhecimento que adqueriu no Oriente. Após tentar uma abordagem fantasiado como um malandro e ser preso, descobre que tem que assumir uma identidade mais dramática para assustar os criminosos que infestam a cidade, suas instituições e, principalmente, a polícia.

Paralelamente, o tenente James Gordon é transferido da polícia de Chicago para Gotham e enfrenta dois grandes dilemas morais: ser um policial honesto e incorruptível em uma polícia tomada de assalto por criminosos; e resisitir à paixão que sente por sua nova colega policial, Sarah Essen, mesmo com a esposa, Bárbara, em estágio avançado de gravidez. Também é mostrada a trajetória da prostituta Selina Kyle que decide dar um basta a sua situação quando vê seu cafetão maltratar sua amiga de 11 anos, Molly Robinson.
O produtor dos filmes animados da DC, Bruce Timm, falou à MTV que Batman – Ano Um, o desenho, será absolutamente fiel à trama original de Miller, que os traços se aproximam o máximo possivel daqueles de Mazzucchelli, que 95% dos diálogos são transcritos diretamente da revista e que nenhuma cena que não esteja na revista foi colocada no filme.
Esses comentários acendem as expectativas dos fãs, pois Batman: Ano Um é uma das melhores histórias em quadrinhos não somente do Batman, mas de toda a mídia. Se uma animação bem feita seguir fielmente sua essência, o resultado pode ser sensacional.
Com sua base absolutamente realista, um Batman realmente violento e sombrio, perseguido implacavelmente pela polícia, mas ao mesmo tempo, jovem, inexperiente e cometendo erros, Ano Um é a origem definitiva do homem-morcego e alguns de seus elementos – embora não a trama em geral – foram utilizados em Batman Begins, o filme que abriu a nova franquia do personagem no cinema.


Falando nisso, um detalhe: após o fiasco de Batman & Robin, de Joel Schumacher, em 1997, a Warner decidiu encerrar a franquia do homem-morcego e recomeçá-la. O novo projeto pretendia adaptar Ano Um como um filme de baixo orçamento, mais calcado na realidade e seria dirigido pelo então diretor independente Darren Aronofsky (de Cisne Negro), mas o projeto terminou não dando certo e foi reformulado para o Batman Begins de Christopher Nolan.
Ano Um, nos quadrinhos, foi um sucesso absoluto de público e crítica e marcou a renovação do Batman após o megaevento Crise nas Infinitas Terras que reformulou os personagens e a cronologia da DC Comics a partir de 1985.

Frank Miller havia iniciado a carreira na Marvel, trabalhando com o Demolidor, e sua ambientação urbana, realística, sombria e violenta o credenciaram para cuidar do homem-morcego da concorrente DC. Em 1987, Miller havia lançado há pouco tempo a também clássica e definidora Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight Returns, no original) – que também ganhará um longametragem animado – e tinha produzido com sucesso o arco de histórias A Queda de Murdock, um dos mais importantes do Demolidor, justamente em parceria com Mazzucchelli.
O longametragem de Batman – Ano Um, segundo Timm, será lançado entre agosto e setembro deste ano.


