
O prelúdio à saga dos heróis mutantes da Marvel Comics capitaneados pela 20th Century Fox, X-Men – Primeira Classe, talvez tenha sido o melhor dentre os filmes baseados em quadrinhos de 2011. A produção comandada por Bryan Singer e o diretor Matthew Vaughn venceu o ceticismo dos próprios fãs (que temiam um “crepúsculo mutante” recheado de adolescentes bonitões) e se firmou como uma história impactante, cheia de personagens carismáticos e bons atores. Agora, com o lançamento do filme em Blu-ray e DVD, a produtora Laura Shuler Donner vem dando uma série de entrevistas sobre o longametragem, suas sequências e mais.
A produtora afirmou que um X-Men 4, dando prosseguimento à história dos mutantes no presente não é uma ideia fora de cogitação, contudo, não é de interesse da Fox inundar o mercado de mutantes – a contabilidade das bilheterias atuais ensina que é preciso cuidado para não gerar prejuízos como Lanterna Verde (da concorrente Warner Bros.) ou Conan – O Bárbaro, além do fato de que nenhum dos filmes de super-heróis de 2011 venceu a barreira dos US$ 450 milhões em bilheterias mundiais, na qual apenas Thor chegou perto disso.

Assim, como já há The Wolverine – a sequência de X-Men Origens – Wolverine – em produção e Primeira Classe foi um sucesso que agradou público e mais ainda à crítica, a Fox prefere concentrar fogo no passado dos mutantes. Uma sequência será produzida em breve. Laura Donner inclusive lançou suas expectativas em relação ao próximo filme: gostaria de vê-lo nos anos 1970 e com a introdução dos personagens Ciclope e Jean Grey, protagonistas da série “no presente”. Por um lado, seria uma ótima oportunidade de ver o líder dos X-Men, Scott Summers, ser bem representado no cinema, pois apesar do personagem aparecer nos três filmes da série e em X-Men Origens – Wolverine, em nenhum deles teve a força e o caráter que tem nos quadrinhos e que o torna não apenas o merecedor, de fato, do título de líder da equipe, mas também o mais interessante dos personagens em termos de conteúdo, ao lado velho James “Logan” Howlett, o Wolverine.

Mas o medo de inflacionar o mercado ainda comporta outra produção do universo mutante: Deadpool, um filme sobre o mercenário tagarela, desbocado, louco e sem-noção que é meio vilão/meio herói no universo dos quadrinhos dos X-Men e que fez uma rápida aparição em X-Men Origens – Wolverine, interpretado pelo Lanterna Verde em pessoa, Ryan Reynolds. Shuler Donner afirmou que vai tentar convencer a Fox a produzir um filme do mercenário, mas com Censura 18 anos e sem conseções, que seria a única maneira de ser fiel ao personagem em sua totalidade. E Reynolds continua cotado para fazê-lo. (Para mais informações sobre Deadpool, leia um post do HQRock sobre ele aqui).
Contudo, é interessante notar, quando se analisa as entrevistas acerca da sequência de X-Men – Primeira Classe, que há um pequeno (mas fundamental) desacordo sobre o próximo filme. Donner e o outro produtor Bryan Singer (que também dirigiu os dois primeiros capítulos da “trilogia do presente”) concordam em fazer um filme passado nos anos 1970, numa lógica que cada capítulo seria em uma década diferente, o que colocaria o desfecho da “trilogia do passado” na década de 1980, às vésperas dos acontecimentos da outra. Por outro lado, o diretor Matthew Vaughn declarou diversas vezes sua intenção de fazer um filme que começaria em 1963 (com a morte do presidente John F. Kennedy pelas mãos de Magneto) e seguiria à segunda metade dos anos 1960, com os mutantes inseridos em um contexto de movimentos pelos direitos civis, hippies, Woodstock, “sexo, drogas e rock and roll”.

É de se esperar que essa discordância não revele problemas dentro da produção ou seja algo incontornável. Afinal, não seria impossível ver a substituição de Vaughn por Singer, que só não dirigiu Primeira Classe por questões meramente burocráticas. Mas fazer isso, seria arriscar perder algo da “magia” que fez deste filme tão bom. Singer poderia continuar como produtor e, num futuro breve, assumir X-Men 4, desfazendo os erros do terceiro capítulo da saga (que foi dirigido por Brett Retner) e trazendo de volta à forma Ciclope, Xavier, Magneto e Wolverine maduros e calejados.
Por fim, uma questão: qual seria o título do novo filme da “trilogia do passado”? X-Men – Primeira Classe 2 ou X-Men – Segunda Classe?


Olá!!!
Admiro muito seu trabalho e sua sabedoria acerca desta maravilhosa vida que são os quadrinhos. Por favor, onde eu consigo maiores informações sobre a personagem Rogue (Vampira)? É que houve um episodio onde Rogue perde seus poderes, e tem a primeira noite romantica com Gambit, e eu gostaria de saber em qual gibi isso foi publicado (X-men formato americano, X-men Extra, etc). Muito obrigado
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Olá, Edson, obrigado pelos elogios.
Cara, assim, de cabeça, eu não me lembro exatamente quando isso aconteceu, mas muito provavelmente foi na revista X-Men, que no Brasil, era publicada na Os Fabolusos X-Men, da editora abril. Algo localizado no segundo terço da numeração total, que foi até o n.º 50.
Mas pelo o que eu me membro, fica implícito que a Vampira perdeu sua virgindade não com o Gambit, mas com o Magneto. Isso mesmo, o Magneto. Houve um tempo em que o vilão se regenerou e andou aliado aos X-Men.
Depois da saga Queda dos Mutantes, os X-Men foram dados como mortos e ficaram atuando secretamente pelo mundo. Em seguida, ocorreu uma dispersão da equipe e cada um foi para um lado.
A Vampira terminou na Terra Selvagem e lá “ficou” com o Magneto. Na época, se dizia que os poderes magnéticos do ex-vilão eram capazes de anular os poderes dela. Nada se mostra de explícito, mas fica implícito que os dois transaram e que viviam juntos até Nick Fury e a SHIELD chegarem para arrumar confusão.
Essa história está na revista formatinho dos X-Men da Editora Abril, no número 71, escrita por Chris Claremont e desenhada por Jim Lee.
Se você realmente quiser a história com o Gambit, posso dar uma consultada nos meus “arquivos” e tirar essa dúvida mais precisamente.
Espero ter ajudado! Um abração!
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