Tom Welling atende a vontade dos fãs e vemos Clark Kent se transformar em Superman no final de “Smallville”.

[Este post foi originalmente escrito em 2011 e atualizado em 2021]

Smallville foi exibida por 10 temporadas completas e foi um grande sucesso causando um bom impacto na cultura nerd. E agora, 20 anos após seu início e 10 anos após seu fim, continua na lembrança dos velhos fãs e arregimenta ainda novos adoradores. Então, nada melhor do que relembrar os Melhores Episódios da série.

Smallville foi importante por muitos motivos. O Superman já tinha ganho muitas séries de TV, incluindo o sucesso relativamente recente de Lois & Clark – As Aventuras do Superman, que agradou um grande público a partir de 1992 e teve 4 temporadas. Mas Smallville era uma proposta nova. Já havia uma série do Superboy, exibida no fim dos anos 1980 e que também teve 4 temporadas. Smallville iria mais longe: mostraria a juventude de Clark Kent antes de se tornar o Superman. Desde a adolescência até a vida adulta.

Sem uniformes. Sem voos. Esse era o lema do programa.

Porém, além disso tudo, mesmo mostrando os personagens “em formação”, Smallville foi a primeira vez que o grande público pôde mergulhar no Universo DC e em sua rica mitologia numa mídia que não fossem as HQs originais. Muitos filmes da DC Comics já haviam sido produzidos antes de 2001, quando a série estreou, mas obras como Superman – O Filme ou Batman – O Retorno eram obras herméticas, fechadas em si mesmas (às vezes até em relação às suas sequências ou antecessores) e não podiam – ou não queriam – explorar fundo a mitologia extensa, profunda e rica que os fãs de quadrinhos conheciam muito bem.

Superman – The Animated Series, ali no fim dos anos 1990, mostrou algo próximo disso, mas há grandes diferenças entre uma obra de animação e uma produção live action. Assim, Smallville mostrou o longo desenvolvimento de Clark Kent até se tornar o Superman, e mais do que isso, por meio de sua interação com outros personagens, mostrou o Universo DC em uma amplitude e profundidade jamais vista, exibindo personagens como Flash, Aquaman, Arqueiro Verde, Caçador de Marte, Canário Negro e Zatanna; trazendo até a formação da Liga da Justiça e a participação da Sociedade da Justiça e do Esquadrão Suicida e do Xeque-Mate; e a oposição dos principais vilões do homem de aço, como Lex Luthor (um series regular), Brainiac, General Zod, Apocalipse (Doomsday) e até Darkseid.

Foi Smallville que mostrou aos produtores da TV aberta nos Estados Unidos de que era possível explorar as mitologias dos super-heróis em séries longas e até conectá-las; por isso, não é coincidência que imediatamente após o fim do programa tenha surgido Arrow e a ideia do Arrowverse, com as outras séries derivadas, como Flash, Legends of Tomorrow, Supergirl, Batwoman. E com mais a vir!

Quando este post foi originalmente escrito em 2011, o Episódio Final de Smallville havia acabado de ser exibido (veja nossa resenha sobre o último episódio!), e passado tanto tempo, podemos, como na época, observar de modo mais claro a série sob perspectiva. Entre altos e baixos, a história do jovem Clark Kent (Tom Welling) destinado a ser o maior dos heróis teve momentos bem interessantes. Embora, muitas vezes, Smallville tenha se rendido a decisões fáceis, enrolação amorosa – especialmente na relação de Clark com Lana Lang (Kristin Kreuk) -, falhas de roteiro etc.; há de se lembrar que nenhuma outra história – nem no cinema, nos desenhos animados ou mesmo nos quadrinhos – aprofundou tanto a personalidade de Clark Kent e sua origem, bem como a psique de seu arquiinimigo, Lex Luthor (Michael Rosenbaum). Este talvez seja o maior trunfo da série: sem dúvidas, Smallville apresentou a melhor interpretação de Lex Luthor dentre todas, unindo o roteiro dedicado ao futuro vilão e a interpretação apaixonada de Rosenbaum.

Para aqueles que querem conhecer um pouco mais sobre o passado de Smallville ou para os fãs que querem relembrar, vejamos os melhores momentos da série! Por isso, pegue sua jaqueta vermelha, esconda sua nave extraterrestre no porão do celeiro, se livre do colar com pedra radioativa mortal de sua namorada e fique de olho naquele seu amigo mais velho e careca (ele vai querer te matar no futuro), enquanto voamos pelos melhores e mais importantes episódios de uma das séries mais amadas e lembradas dos fãs de quadrinhos, nerds e geeks em geral!

Ah, claro, e como no HQRock, você sempre encontra informação aprofundada, iremos antes te contar um pouco como foi a produção da série! Se não está tão interessado nessa parte técnica, é só pular essa seção e ir direto aos episódios mais abaixo.

Ah, e não custa lembrar: como já se passaram 10 anos do fim, todo o post está carregado de SPOILERS em todos os lugares. Só leia se não se incomoda em saber das coisas antes de assistir.

Clark Kent em “Smallville”.

Sem voos, Sem uniformes

Uma das coisas mais curiosas sobre Smallville é que a primeira ideia do programa não envolvia o Superman, mas sim, seu amigo mais marrento: o Batman. No ano 2000, a dupla de roteiristas e produtores Alfred Gough e Miles Millar apresentou um projeto de série à Warner Television chamada Bruce Wayne. A ideia seria mostrar o herói ainda no fim de sua adolescência, detalhando ao longo das temporadas a longa jornada do atormentado jovem até se tornar o mais incrível e assustador dos heróis.

Os executivos gostaram mesmo da ideia – tanto que, muitos e muitos anos depois, em um contexto tão diferente, uma premissa muito parecida foi usada para compor a série Gotham, que, por questões administrativas, terminou indo parar na Fox e não na Warner (mas isso é outra história). Mas havia um problema intransponível: naquele exato momento, a divisão de cinema da Warner estava desenvolvendo um filme de origem do Batman. É preciso lembrar que até então, nunca a origem do homem-morcego havia sido mostrada em detalhes nas telonas: Batman – O Filme (1989) tinha apenas mostrado a clássica cena da morte dos pais de Bruce Wayne, mas nunca explicado como ele virou o cavaleiro das trevas.

A franquia do Batman no cinema, tinha começado de modo maravilhoso com o Batman de Tim Burton e sua sequência, Batman – O Retorno (1992) também foi aclamada, mas a Warner achou que era sombrio, bizarro e violento demais e queria algo mais “família”, daí que Joel Schumacker assumiu a franquia, com outro elenco e gerou Batman Eternamente (1995) e Batman e Robin (1997), que afundaram e destruíram uma franquia tão promissora. Daquele ponto até o ano de 2000, a Warner desenvolveu vários projetos de filmes para o Batman (veja o incrível post do HQRock com os filmes do Batman que você nunca assistiu porque nunca foram produzidos), que iam desde sequências dos anteriores, adaptações de O Cavaleiro das Trevas (a HQ, que se passa no futuro, com um Bruce Wayne idoso), histórias de origem e até um confronto entre Batman e Superman!

Mas depois de analisar tantas propostas, a Warner decidiu fazer um filme de origem, em 2000, primeiro, com o diretor Darren Aronofsky, que resolveu adaptar Batman: Ano Um aos cinemas, inclusive, trazendo o escritor Frank Miller para realizar o roteiro. Não deu certo no fim das contas, e Christopher Nolan assumiu o projeto em 2003 para lançar Batman – Begins dois anos depois.

Nós dissemos que a Warner gostou da proposta de Gough e Millar, não foi? Pois bem, o estúdio percebeu que o projeto do filme do Superman estava de novo empacado – um filme do homem de aço estava em produção desde 1995 e após tantos ou mais projetos do que o do Batman, só chegou às telas como Superman – O Retorno (2006), de Bryan Singer. Diante disso, a Warner chamou Gough e Millar e perguntou se eles tinham interesse de adaptar a ideia de Bruce Wayne para o Superman: mostrar as aventuras de um jovem Clark Kent.

A dupla aceitou elaborar uma proposta e apresentou a ideia de Smallville (que convenhamos, é um título excelente): mostrar um Clark Kent de 15 anos, descobrindo seus poderes e lidando com seus desafios, ao mesmo tempo em que tenta esconder suas habilidades de todo mundo, enfrenta grandes perigos e os dilemas de qualquer jovem comum, como as angústias juvenis e os amores adolescentes. Todavia, a dupla deixava bem claro no projeto uma regra de ouro para o programa: no flights, no tights, ou seja, sem voos e sem uniformes. Eles queriam evitar cair na armadilha de se verem em meio a uma série do Superboy – que como já dissemos, já havia sido feita há apenas alguns anos antes.

A decisão até veio bem a calhar: pouco tempo depois, motivada pelo sucesso de Smallville, a família de Jerry Siegel, o criador do Superman, processou a Warner (dona da DC Comics e dos direitos do personagem), disputando os direitos do Superboy.

Jerry Siegel na época das primeiras histórias do Superman, no fim dos anos 1930.

É uma história muito complexa, aqui vai um resumo impossível: Siegel e Shuster venderam os direitos do Superman à DC Comics em 1938 para a sua publicação; a partir de então, a lei de direitos autorais dos EUA passou a proteger a empresa, afirmando que a criação do herói seria um “work of hire”, um trabalho de encomenda, portanto, o artista abre mão dos direitos, pertencentes à editora. Quando o contrato da dupla com a DC terminou em 1947 e a editora estava ganhando milhões de dólares com o homem de aço, Siegel e Shuster processaram a editora e perderam a causa. E foram banidos da empresa.

Para piorar, no que só pode ser pensado como um ato de vingança, logo em seguida, em 1949, a DC começou a publicar as histórias do Superboy, uma versão juvenil do homem de aço que Siegel criou em 1943 e apresentou à editora, que rejeitou a proposta. E ainda: as histórias do Superboy fizeram um sucesso enorme! Em 1958, quando finalmente, a DC contratou de novo Siegel para escrever histórias, só de mal, deram as histórias do Superboy para ele fazer! Siegel processaria a DC outras duas vezes. Na segunda dessas, já em meados dos anos 1970, o artista e a editora chegaram num acordo: todos os produtos do Superman ganhariam os créditos “criado por Jerry Siegel e Joe Shuster” e a dupla passou a receber um tipo de aposentadoria mensal da DC. Siegel morreu em 1996.

Os herdeiros de Siegel processaram de novo a Warner, pois havia provas de que o escritor criara o Superman antes de trabalhar para a DC Comics, portanto, não era um trabalho de encomenda. No fim, após anos na justiça, as duas partes chegaram a um acordo: a Warner continuou proprietária do Superman, mas os herdeiros de Siegel ganharam mais royalties sobre quaisquer elementos da origem do herói e também de quaisquer elementos do Superboy. É por isso, que Smallville nunca, jamais, cita a palavra Superboy. A tradução brasileira – que adicionou o subtítulo As Aventuras do Superboy – na verdade é um risco enorme de processo judicial por todas as partes!

De volta, à série: a Warner aceitou a proposta de Smallville e o programa entrou em produção no fim do ano 2000 para estreia em outubro de 2001. O Piloto ganhou uma condição especial dentro do estúdio e teve um orçamento de US$ 5 milhões, que era mais do dobro do valor de um episódio de uma série cara na época. Contudo, como a ideia era produzir o Piloto, aprová-lo junto ao estúdio e produzir os capítulos iniciais da temporada antes de sua estreia , tudo foi feito com bastante pressa.

Inicialmente, os produtores pensaram em gravar a série na Austrália – que tinha instituído uma política agressiva de incentivos fiscais para filmagens – mas adicionava os problemas de fusos horários e distância da sede da Warner, em Burbank, na Califórnia. Por isso, se decidiu gravar a série em Vancouver, no Canadá, que ficava no mesmo fuso horário de Los Angeles, tinha uma indústria cinematográfica em ascensão – várias séries e filmes eram gravadas por lá – e tinha uma geografia da qual era possível mimetizar o meio-oeste dos EUA, já que a série se passa no Kansas.

Miles Millar criou o conceito de usar a cidade de Smallville como a representação ideal da cidadezinha do interior dos EUA, ficando definido que na cidade, tudo seria limpo, bonito e colorido. As cores eram sempre exageradas quando se tratava de prédios e casas. As principais locações para a série foram as seguintes:

  • Os campos da British Columbia, o estado do Canadá ao qual pertencia Vancouver, serviram para retratar os campos e o skyline rural de Smallville.
  • A cidadezinha em si foi alocada na via principal de Cloverdale, uma pequena cidade daquele estado, vizinha a Vancouver. Algumas cenas gravadas em ruas ou calçadas também usaram a vizinha Merrit, a 3 horas de distância.
  • A Fazenda Kent foi gravada em uma fazenda de verdade, pertencente à família Andalinis: a casa principal, a entrada, o pasto para o gado, as estradas vizinhas… e o celeiro vermelho. A casa principal era originalmente verde, mas foi pintada de amarelo para o programa e assim permanece até hoje! Apenas cenas externas eram feitas lá, os interiores eram feitos em estúdio. Para o Piloto construíram apenas a cozinha e a sala, mas ao longo da temporada vemos também o quarto de Clark. O celeiro também foi bastante usado. Para o Piloto, o interior do celeiro – onde está o loft de Clark – foi gravado realmente dentro do verdadeiro, mas para o restante da série, foi reconstruído o interior completo do celeiro em um estúdio (usando madeira de 100 anos de idade para dar verossimilhança), com a parte das máquinas embaixo e as escadas para o loft. Ao longo do tempo, a produção consertou e renovou o celeiro dos Andalinis para usá-lo na série.
  • O exterior da Mansão Luthor foi tomado a partir do Hastley Castle, que fica na ilha de Vitória, ao lado de Vancouver, e pertence à Universidade de Vitória. É a mesma casa usada para a Mansão Xavier nos filmes dos X-Men. Os interiores da Mansão foram filmados inicialmente em outro local, mas com o acréscimo de cenas na casa, especialmente a partir da segunda temporada, levaram a construir um set específico para isso.
  • Uma fábrica de processamento de tomates foi usada para dublar a LuthorCorp de Smallville.
  • Vancouver dublou Metrópolis.

Os próprios Alfred Gough e Miles Millar escreveram o roteiro do Piloto e convidaram David Nutter para dirigir o episódio. Nutter teria bastante importância em definir o aspecto estético das filmagens de Smallville, mas o Piloto foi o único episodio que filmou na série. A escalação do elenco durou cinco meses entre novembro de 2000 e março de 2001. Claro, o papel de Clark Kent era a prioridade, mas a equipe teve bastante dificuldade de encontrar o homem certo para o personagem.

A versão de Smallville para Lana Lang.

Os produtores queriam atores que fossem realmente jovens, para poderem fingir estar no colégio sem que isso ficasse estranho. O primeiro nome do elenco contratado foi Kristin Kreuk (19 anos na época), que gravou um tape para o papel de Lana Lang. Gough e Millar ficaram tão impressionados que a contrataram logo, mesmo sem saber quem seria Clark. Lana Lang é ruiva nas HQs, e Kreuk vem de uma família materna chinesa (sua avó nasceu na Jamaica e sua mãe na Indonésia, e ambas viveram em Singapura antes de se mudarem para o Canadá) e a paterna holandesa. Kreuk parece branca, mas é considerada uma atriz étnica por suas origens, algo bem perceptível em seus olhos.

Tom Welling em 2001 (no episódio “Piloto”): longa jornada.

Tom Welling (24 anos à época) trabalhava como ator e modelo na época, fazendo propaganda de marcas como Tommy Hilfinger, Abercrombie & Fitch e Calvin Klein, e estava dando seus primeiros passos em papeis importantes, aparecendo como o namorado da protagonista de Judging Amy em sua temporada (ele fora contratado para 3 episódios, mas gostaram tanto dele que ampliaram para mais 3), teve um pequeno papel em Special Unit 2 e apareceu no piloto de Undeclared. Ele chamou a atenção dos produtores por sua beleza, empatia e altura. Mas ele recusou imediatamente o convite. Uma segunda tentativa foi feita e Welling ouviu sobre o projeto, mas como tudo era muito secreto e ele não podia ver o roteiro, decidiu recusar de novo. Enquanto os testes seguiam sem deixar os produtores satisfeitos, o diretor David Nutter decidiu negociar uma ação ousada: permitir que Welling lesse o roteiro a despeito das normas do estúdio. Foi feito e o ator amou o texto, concordando finalmente em fazer o teste: foi gravada a cena do cemitério, do Piloto, já com Kristin Kreuk como par, e além de Welling ter sido considerado maravilhoso, a química do casal também foi excelente.

Lex Luthor
O Lex Luthor de Michael Rosenbaum: melhor encarnação do personagem.

Michael Rosenbaum fizera o teste para o papel de Clark Kent também, mas foi considerado muito velho para o papel (tinha 29 anos). Ainda assim, apesar de sua personalidade bem humorada e brincalhona, Rosenbaum incorporava um ar sinistro e ameaçador quando fingia ser sério e frio, o que deixou o papel de Lex Luthor sem nenhuma concorrência. Os produtores estavam bastante indecisos sobre o papel de Luthor, e Rosenbaum não fez seu primeiro teste para o papel tão seriamente (talvez, decepcionado por não ser o protagonista). Mas ele fez um segundo teste, e marcou no roteiro os momentos para ser engraçado ou ameaçador e deixou todos boquiabertos.

Allison Mack como Chole Sullivan.

Antes de sair por aí escravizando mulheres para a seita sexual de seu guru na organização Nxvium, que lhe rendeu a prisão em 2018 e a espera por uma sentença que pode ir de 18 anos até a prisão perpétua, Allison Mack era uma atriz de carreira já mais ou menos estabelecida. Nascida na Alemanha, de pais americanos, Mack começou a carreira como atriz mirim em comerciais e depois ganhou evidência em papeis sérios, como a menina que se cortava na série 7th Heaven. Com um bom currículo em mãos, ela fizera o teste para o papel de Lana Lang, já que o roteiro pedia uma menina caucasiana, já que Lana é ruiva nas HQs. Mas Gough e Millar decidiram fechar com Kristin Kreuk, que tem ascendência chinesa. O papel de Chloe Sullivan era para ser uma “cota étnica” do programa, mas como Kreuk já era meio oriental, decidiram, acertadamente, deixar a loira Mack como Chloe, e mudaram a etnia de Pete Ross para afroamericano, para não correr o risco de não ter diversidade em tela.

John Schneider e Anette O’Toole como o casal Kent, mais Tom Welling.

Gough e Millar queriam pais jovens para Clark, indo na contramão de todas as mídias até então, inclusive os quadrinhos, que sempre retrataram Jonathan e Martha Kent como dois velhinhos simpáticos, ele também usando óculos redondos, e sendo rechonchudo. Mas para dar ares mais joviais à série e uma criação menos distante do filho, os produtores optaram por um casal jovem-maduro. John Schneider foi convidado para interpretar Jonathan Kent, pois seu porte sólido parecia convincente para um fazendeiro. Ele era bastante conhecido do público, porque protagonizara a série The Dukes of Hazzard, que teve 7 temporadas entre 1979 e 1985. Para Martha Kent, foi contratada Cynthia Ettinger.

Whtiney Fordman em Smallville.

Erik Johnson fez testes para os papeis de Clark e Lex, mas terminou escolhido como Whitney Fordman, o namorado de Lana. O papel de Pete Ross foi o penúltimo a ser preenchido: Sam Jones III foi contratado quando faltavam apenas 5 dias para começar as filmagens!

Sam Jones III fez Pete Ross em Smallville por três temporadas.

Mas ainda houve uma mudança inesperada: após o início das filmagens, a própria atriz Cynthia Ettinger chegou a conclusão de que não era a mais indicada ao papel de Martha Kent e foi desligada do programa. Para seu lugar, foi chamada Anette O’Toole, que tinha feito o papel de Lana Lang no filme Superman III, de 1983. O’Toole regravou as cenas que já haviam sido feitas com Ettinger.

As filmagens tomaram 16 dias – o dobro do tempo de um episódio tradicional – por causa da complexidade de lidar com vários efeitos especiais, como a chuva de meteoros e o acidente na ponte, na qual o porsche de Lex Luthor atropela Clark e todos caem da ponte no rio. Os meteoros foram criados digitalmente (inclusive, a icônica cena da bola de fogo destruindo a caixa d’água) e o acidente foi feito todo de modo físico, com o carro caindo e o dublê sendo atingido e caindo na água. Mas o maior problema das gravações foi mais prosaico: como não havia pés de milho na Columbia Britânica, a produção encomendou a plantação de mudas, mas quando chegou a hora de filmar, elas não haviam crescido o suficiente. Isso obrigou a produção a usar plantações digitais (criadas por computador) e, para as cenas em close, foram comprados 200 pés de milho de plástico.

O Piloto foi considerado um primor pelo estúdio e a série foi automaticamente aprovada. O Piloto estreou em 17 de outubro de 2001 no canal The WB e teve uma audiência de 8,4 milhões de espectadores, marcando o recorde do canal para uma série nova. A crítica também gostou. Era o primeiro voo de Clark Kent.

Os Melhores Episódios de Smallville

Como temos muito o que falar, começaremos com os 100 primeiros episódios, e depois, seguiremos outras duas partes explorando os 118 episódios seguintes.

Welling (Clark) e Rosenbaum (Lex) no primeiro episódio da série.

1×01 – PILOT (001)

Dirigido por David Nutter. Roteiro por Alfred Gough e Miles Millar

O piloto de Smallville é um dos melhores momentos da série. Em outubro de 1989, uma inesperada chuva de meteoros atinge a cidadezinha de Smallville no Kansas, no Meio Oeste dos EUA. O fenômeno esconde uma nave espacial que cai em um milharal e é encontrada, por acaso, pelo casal de fazendeiros Martha e Jonathan Kent (Annette O’Toole e John Schneider). Impedidos de ter filhos, o casal decide adotar a criança que sai do objeto. Mas se a tragédia trouxe uma benção aos Kent, aos demais habitantes da cidade, só há sofrimento: os pais de Lana Lang (Kristin Kreuk) são mortos, e ela passa a ser criada pela tia Nell; e o jovem Lex Luthor, com uns 6 anos de idade, é atingindo por um impacto e perde seus cabelos ruivos em consequência, resultando em se tornar calvo para sempre.

Doze anos depois, o garoto Clark Kent tem 15 anos, está no colegial, mas vive perturbado por um senso de inadequação e isolamento, porque é dotado de habilidades que mais ninguém tem: pode correr a velocidades espantosas, é invulnerável (não pode ser ferido) e tem força dezena de vezes maior do que um humano comum. Quando Clark decide entrar para o time de futebol da escola – destinado a ganhar todos os jogos, por causa de suas habilidades – seus pais percebem que é chegado o momento de lhe contarem a verdade sobre suas origens. Clark fica descontrolado ao ouvir a história. Porém, seu destino sofre um viés decisivo quando é atropelado por Lex Luthor, filho do megaempresário Lionel Luthor (John Glover), que acabou de ser transferido para a filial de Smallville, como punição por seu comportamento. Este encontro marca o início de uma grande amizade, mas também, faz crescer uma obsessão maligna no jovem Luthor, certo de que algo estranho aconteceu no acidente que não matou nem a ele nem ao seu novo amigo.

Por fim, Clark é apaixonado por Lana Lang, mas sem que ele perceba ou entenda, ela usa um colar com um pingente de um fragmento do meteoro (kryptonita) que matou seus pais, e o mineral é radioativo e mortal para Clark, que passa mal sempre que se aproxima dela. Isso desperta o ciúmes do namorado dela, Whitney Fordman (Erik Johnson), que num ato de vingança, decide jogar em Clark uma nefasta tradição de Smallville: o time de futebol pega um “fracassado”, o surram, e o deixam amarrado em um poste no meio de um milharal, como um espantalho (scarecrow), com a letra “s” vermelha pintada no peito. Para azar do Clark, num gesto cruel, Whitney ainda coloca o colar de Lana em Clark para lembrá-lo de que nunca poderá tê-la; mas o meteoro vindo de Krypton, o planeta natal dele, o deixa enfraquecido e doente, incapaz de reagir às agressões. Clark fica lá amarrado, mas é solto por  Jeremy Creek (Adrian Glynn), que havia sido o espantalho no dia da chuva de meteoros. Atingido pelas pedras, Creek fica em coma por 12 anos, mas despertou dotado de poderes elétricos e disposto a se vingar, decide matar todos no Baile de Boas Vindas dos Calouros do Ensino Médio.

Antes mesmo de ser amarrado como espantalho, Clark começa a ouvir notícias das ações de Creek, matando seus agressores, mas ficam todos confusos pelas circunstâncias estranhas. Enquanto investiga, sua amiga Chloe Sullivan (Allison Mack), que trabalha no The Torch (A Tocha), o jornalzinho da escola, lhe apresenta o Mural do Esquisito, um painel que coleta uma série de reportagens sobre esquisitices e bizarrices inexplicáveis de Smallville, e tem uma hipótese de que foi a Chuva de Meteoros a causa de tudo – eles ainda não sabem da Kryptonita e seus efeitos que criam mutações nos humanos, lhes dando habilidades especiais.

Recuperado depois que Creek tira o colar de kryptonita, Clark deixa o poste do espantalho e o impede de atacar o baile, realizando seu primeiro ato histórico.

1×02 – METAMORPHOSIS (002)

Dirigido por Michael Watkins e Phillip Sgriccia. Roteiro por Alfred Gough e Miles Millar.

Este episódio não é memorável de verdade, mas tem duas importâncias: primeiro é uma sequência direta do Piloto e, por isso, desenvolve alguns eventos ligados diretamente ao episódio anterior; e segundo, é o primeiro episódio “regular” de Smallville, apresentando a fórmula quase inalterada na qual se desenvolverá toda a 1ª temporada. Um jovem entra em contato com os meteoros de kryptonita – no caso Greg Arkin (Chad Donella) que coleciona insetos é picado por vários deles, que foram, por sua vez, infectados pela radiação, se transformando num tipo de homem-inseto – e usa seus poderes para se beneficiar ou se vingar – no caso, ele é apresentado como um amigo de infância de Clark e que também é apaixonado por Lana Lang e a sequestra para acasalar com ela – e coloca os amigos de Clark (no caso Lana) em perigo, obrigando Clark, meio involuntariamente, a agir na proteção deles e usar seus poderes.

1×03 – HOTHEAD (003)

Dirigido por Greg Beeman. Roteiro por Greg Walker.

A maior importância desse episódio é que é o primeiro de Smallville dirigido por Greg Beeman, que se tornará o principal diretor da série ao longo dos anos, responsável por muitos dos mais memoráveis episódios do programa. É outro exemplo da fórmula da 1ª temporada, baseada nos kryptonite freeks: o treinador do time de futebol americano, Sr. Arnold (Dan Lauria) é infectado pela kryptonita ao usar uma sauna alimentada por carvão cheio de resíduos do mineral alienígena, e desenvolve poderes pirotécnicos. Os Crows (Corvos) estão prestes a enfrentar um jogo decisivo, mas os principais jogadores fraudaram uma das provas e devem ser suspensos. Arnold abafa o caso, mas quando Chloe Sullivan expõe o caso na Tocha, Arnold tenta matá-la, no que Clark o impede. Neste episódio, também vemos um desenvolvimento do Piloto, no qual Clark quer jogar no time, algo que seu pai se opõe por causa de seus poderes. O caso do treinador e um teste no qual Clark joga e se dá muito bem mostram ao futuro Superman que ele não deve se beneficiar de suas habilidades especiais.

1×04 – X-RAY (004)

Dirigido por James Frawler. Roteiro por Mark Verheiden

Lex Luthor assalta o banco de Smallville. Mas o empresário estava, ao mesmo tempo, dando uma palestra para 600 pessoas em Metrópolis. Como é possível? Tina Greer (Liz Caplan) é uma adolescente transmorfa, assumindo a aparência de outras pessoas para atingir seus objetivos. E o principal deles é bizarro: tomar a vida de Lana Lang. Enquanto isso, Clark começa a ver através das pessoas e das paredes: é a estreia de um novo poder, a visão de raio-x. De brinde, uma visão (sem querer) do vestiário feminino! Este importante episódio também introduz o repórter Roger Nixon (Tom O’Brein), do Inquisitor, um jornal sensacionalista de Metrópolis, que aproveita o mal entendido sobre Tina Greer com Lex para chantageá-lo, mencionando pela primeira vez o Clube Zero (ver mais adiante). Nos episódios posteriores, contudo, Lex iria contratar Nixon para investigar as coisas estranhas de Smallville, o que o coloca como uma grande ameaça ao segredo de Clark.

Lex não pôde contemplar o seu futuro em “Hourglass”, mas nós sim!

1×06 – HOURGLASS (006)

Dirigido por Chris Long. Roteiro por Doris Egan

Clark vai fazer um trabalho voluntário em um abrigo de idosos e conhece Cassandra (Jackie Burroughs), uma velhinha que pode ver o futuro. Clark vê uma imagem dele mesmo cercado de túmulos com todos os que ama, pois ele vai viver mais do que todos eles. Por outro lado, Cassandra vê o que Clark vai se tornar e como vai salvar milhões de vidas. Quando Lex fica sabendo de Cassandra, dá um jeito de saber o seu futuro. Mas a imagem que Cassandra vê é aterradora (e um dos grandes momentos da série): Lex (com uma luva preta na mão direita) é presidente dos EUA; mísseis nucleares são disparados; Lex toca uma flor que murcha e chove sangue. Porém, Lex não fica sabendo, já que Cassandra morre ao contemplar a visão.

1×08 – JITTERS (008)

Dirigido por Michael Watkins. Roteiro por Cherrie Bennett e Jeff Gottesfeld.

Um ex-empregado da LuthorCorp em Smallville, Earl Jenkins (Tony Todd) foi infectado pela kryptonita e sofre de convulsões incontroláveis que destruíram sua vida. Desesperado, promove um ato de terrorismo na fábrica para denunciar o Nível 3, um laboratório secreto de Lionel Luthor para experimentações com o mineral verde. Esta é a maior importância desse episódio: introduzir o Nível 3, que teria bastante importância na trama geral de Smallville e evoluiria para o Laboratório 3.3 de Lex Luthor em temporadas futuras.

1×09 – ROGUE (009)

Dirigido por David Carson. Roteiro por Mark Verheiden.

Este é o primeiro episódio de Smallville a não ter um meteor freek, mas um vilão mais tradicional: quando Clark é obrigado a usar seus poderes em Metrópolis, é flagrado pelo policial corrupto Sam Phelam (Cameron Dye), que em seguida tenta chantageá-lo, incriminando Jonathan Kent de um crime. Mas no fim, ao tentar cometer um crime com a ajuda de Clark, Phelam é morto a tiros pela polícia. Foi a primeira vez que parte da ação transcorreu em Metrópolis, mostrando a cidade em detalhes. Essa trama mais mundana ensinou aos roteiristas da série que podiam sair da fórmula e serem bem sucedidos. Inclusive, este é o segundo episódio escrito por Mark Verheiden, que se tornaria um dos principais escritores da série e também trabalharia nas HQs do Superman na DC Comics. O episódio também dá partida a um subplot que apresenta a primeira das namoradinhas de Lex Luthor, Victoria Hardwick (Kelly Brook), com a qual trama uma investida para “roubar” as empresas dos pais deles. Este é o episódio em que ocorre a famosa cena na qual Clark para um ônibus em chamas e o parte ao meio, que foi usada na abertura de Smallville por muitas temporadas.

Roger Nixon e Lex Luthor na Mansão Luthor.

1×12 – LEECH (012)

Dirigido por Greg Beeman. Roteiro por Timothy Schlattman.

Durante uma aula de campo, Clark é atingido por um raio (relâmpago), que transfere seus poderes para Eric Summers (Shawn Ashmore), que primeiro age bem, mas logo é corrompido por esses poderes. A trama geral nem é a mais importante – mais um meteor freek da semana – mas o melhor é a trama secundária: Roger Nixon tenta provar para Lex Luthor que ele realmente atropelou Clark no dia do acidente na ponte. Lex fica intrigado – e ficamos sabendo que ele guarda o porsche em um laboratório escondido na Mansão Luthor – mas termina não dando tanta atenção, já que vê Clark ser gravemente ferido (estando sem poderes) ao tentar confrontar Summers. O episódio introduz a prisão Bellereve, uma instituição psiquiátrica que passa a ser a “guardiã” dos meteor freeks que assolam Smallville. Uma curiosidade do episódio é que o ator Shawn Ashmore logo se tornaria bastante conhecido, fazendo o Homem de Gelo nos filmes dos X-Men. Além disso, seu irmão gêmeo, Aaron Ashmore também ingressaria Smallville no futuro.

Michael Rosenbaun como Lex Luthor: passado começa a vir à tona.

1×14 – ZERO (014)

Dirigido por Michael Katleman. História por Alfred Gough e Miles Millar. Roteiro por Mark Verheiden.

Lex Luthor é sequestrado por Jude Royce (Corin Nemec), um homem que se acreditava morto, e quer vingança por um misterioso evento ocorrido no passado no Clube Zero, em Metrópolis. Este é um evento importante na biografia de Lex onde ele, aparentemente, matou uma pessoa com um tiro e quase foi preso, salvo pelos planos ardilosos de seu pai. Nada é esclarecido ainda, mas Clark começa a suspeitar que seu amigo tem um “lado obscuro”. Outra importância do episódio é que num trabalho de escola, Chloe Sullivan descobre inconsistências no processo de adoção de Clark, o que ameaça a amizade deles. Esta trama semeada aqui só seria esclarecida totalmente na 2 temporada.

1×20 – OSBCURA (014)

Dirigido por Terrence O’Hara. História por Greg Walker. Roteiro por Mark Verheiden e Michael Green.

Uma explosão com kryptonita dá a Lana Lang o poder (temporário) de ver o mundo pelos olhos de outra pessoa, ela vê Chloe Sullivan sendo sequestrada. Clark vai resgatá-la e descobre que é apenas um plano do vice-xerife para conseguir uma promoção fácil simulando um sequestro falso. De novo, o mais importante é a subtrama: Roger Nixon descobre uma testemunha que afirma ter visto uma nave espacial pousar em Smallville em meio à Chuva de Meteoros de 1989. Lex Luthor finge desacreditar na história, mas contrata uma equipe para vasculhar o local da queda: o campo do Miller, usando o Dr. Steven Hamilton (Joe Morton – que já tinha aparecido no episódio 1×15 – Nichodemos. Ele encontra uma Chave Octogonal, que depois descobre ser feita de um mineral inexistente na Terra. A Chave passaria a ter uma importância crucial na série pelas três primeiras temporadas de Smallville. Na trama, Clark consegue se apossar da chave e a guarda em seu loft no Celeiro. Além disso, Whitney Fordman (que veio se redimindo gradualmente ao longo da temporada de um quase vilão para um homem mais responsável) encontra medalhas militares de seu pai, que morreu no episódio anterior, e isso o faz pensar em sua vida.

1×21 – TEMPEST (021)

Dirigido por Greg Beeman. História por Phillip Levens. Roteiro por Alfred Gough e Miles Millar

É o baile de primavera e Clark vai acompanhado de Chloe, realizando os grandes sonhos românticos da amiga. Porém, tudo dá errado quando um gigantesco tornado se põe contra Smallville e Clark precisar salvar a vida de Lana. Ao mesmo tempo, o repórter Roger Nixon descobre a verdade sobre os poderes de Clark após testemunhar o rapaz realizar vários feitos, e pretende vender sua história. Nixon aproveita que Clark saiu para o Baile e invade o Celeiro dos Kent e encontra a nave escondida no porão de proteção a tornados. Usando a Chave, Nixon ativa a nave, que sai voando. Jonathan Kent aparece e inicia a uma perseguição, mas os dois terminam presos sob escombros de uma casa lançados pelo tornado. Muito interessante a cena em que Jonathan e Nixon ficam presos e conversam sobre a importância de Clark para o mundo. O namorado de Lana, Whitney Fordman, decide se alistar no Exército e vai embora, e após deixá-lo na rodoviária, três tornados tocam o chão e ameaçam sua vida. Lana e sua caminhonete são arrastadas pelos ventos, e Clark precisa usar de todas as habilidades que tem – e até uma que não tem – para salvá-la.

O romance inconcluso entre Lana Lang e Clark Kent era o tema recorrente da 1ª temporada, o que incomoda os fãs e deixa o seriado meloso.

2×01 – VORTEX (022)

Dirigido por Greg Beeman. História por Alfred Gough e Miles Millar. Roteiro por Phillip Levens.

Numa sequência direta do episódio anterior, Clark salva Lana dos tornados e a leva ao hospital, sem que ela sequer saiba de sua ajuda. Ao descobrir que seu pai está desaparecido, Clark sai em sua busca e o encontra sob os destroços com o repórter Roger Nixon. Apesar de salvá-los, Nixon ainda quer ganhar fama e fortuna a custa do segredo de Clark e os ameaça. Para azar do rapaz, o lugar está entulhado de kryptonita e ele fica fraco e indefeso. Nixon está prestes a matar Jonathan, mas Lex Luthor aparece e mata Nixon a tiros, sem saber que, com isso, salvou o segredo de Clark.

Clark descobre sua visão de calor.

2×02 – HOT (023)

Dirigido por James Marshall. Roteiro por Mark Verheiden.

Uma onda de calor em Smallville deixa os adolescentes com a sexualidade à flor da pele. Assim, quando Clark se aproxima de Lana Lang, por duas vezes, fogo sai de seus olhos e quase causam acidentes. Ele descobre, então, uma nova habilidade: é capaz de disparar rajadas de energia (calor) dos olhos. Com a ajuda de Jonathan Kent, ele descobre que a habilidade está relacionada às suas emoções, em particular, a excitação e a raiva. Ah, em meio a isso, Lex Luthor casa com Desirée Atkins (Krista Allen), uma professora da escola, que Clark descobre ser capaz de dominar os homens e usa um plano para Jonathan matar Lex e ela ficar com a sua fortuna.

2×03 – DUPLICITY (024)

Dirigido por Steve Miner. Roteiro por Todd Slavkin e Darren Swimmer.

Pete Ross descobre a nave alienígena pousada em um milharal e fica empolgado para vender a notícia a um jornal e ganhar dinheiro. Sem opções, Clark decide contar seu segredo para Pete – o primeiro de seus amigos que tem essa honra – e o rapaz fica muito chateado por sua desonestidade e rompe a amizade. Mas o Dr. Steven Hamilton descobre o feito e sequestra Pete para tentar descobrir onde está a Chave para poder abrir a nave. Ele tenta avisar a Lex Luthor que encontrou a nave, mas o empresário se recusa a acreditar nele, por causa de sua condição lamentável. Clark salva Pete, mas Hamilton está sofrendo de convulsões (como as de Earl Jenkins) violentas por causa da super-exposição à kryptonita, e termina morrendo. Entendendo o preço do segredo, Pete se reconcilia com Clark.

2×04 – RED (025)

Dirigido por Jeff Woolnough. Roteiro por Jeph Loeb.

Contra a recomendação de seus pais, Clark resolve comprar um caro anel para o baile daquele ano, mas o que ele não sabe é que a joia vermelha é um outro tipo de meteoro, a kryptonita vermelha, que tem a capacidade de retirar suas inibições. Sem filtros, Clark começa a se comportar de maneira errática e agressiva. Clark também termina discutindo com seu pai, reclamando que eles condenaram alguém poderoso como ele a viver como um jovem fazendeiro, e o empurra na porta da camionete, o que o machuca. Chloe Sullivan descobre que a empresa trocou rubis por meteoros vermelhos para fazer os anéis. Ao saberem disso, Jonathan, Martha e Pete Ross deduzem que o anel é o responsável pelo estranho comportamento. Clark vai à Mansão Luthor, onde Lionel Luthor – que está temporariamente cego devido a eventos de episódios anteriores – está se estabelecendo para passar a morar ali (ele quer investigar as estranhezas de Smallville) e pede a Lex sua Ferrari emprestada para um encontro com Lana. Aproveitando para dar uma “dura” em Lionel, Clark dispara vários tiros de uma arma em sua mão. Lionel não vê nada, mas depois consegue pegar as balas e sentir que estão achatadas. No encontro com Lana, ela se escandaliza com o novo comportamento dele, pede para ir embora, e Clark termina lhe trocando por Jessie Brooks (Sarah Downing), que conhecera anteriormente e tem problemas com a lei. No dia seguinte, Clark decide ir embora de Smallville na Ferrari com Jessie, mas Jonathan, Martha e Pete conseguem destruir o anel e livrar Clark. Mas Lana não perdoa o seu comportamento.

Clark e Jessie: primeira vez?

Uma curiosidade desse episódio é que a trama deixa implícito que Clark teve sua primeira experiência sexual com Jessie Brooks, já que os dois passam a noite juntos. Essa informação é aparentemente canônica, embora, seria meio que ignorada em episódios da 5ª temporada que dão a entender que Clark perde a virgindade com Lana.

Este foi o primeiro episódio de Smallville escrito por Jeph Loeb, escritor de quadrinhos que produzira Superman: As Quatro Estações, uma história que foi fundamental na inspiração de Alfred Gough e Miles MIllar na criação da série. A partir da 2ª temporada (e até a 4ª), Loeb faria parte da Sala dos Roteiristas que decidiam as linhas gerais de Smallville. No futuro, Loeb seria o presidente da Marvel TV.

2×07 – LINEAGE (028)

Dirigido por Greg Beeman. História por Alfred Gough e Miles Millar. Roteiro por Kenneth Biller

Uma mulher atormentada, chamada Rachel Dunleavy (Blair Brown), aparece em Smallville afirmando ser a mãe de Clark, e que seu pai é Lionel Luthor. Para Chloe Sullivan, vem à tona a informação que descobriu na temporada anterior de que havia inconsistências na adoção de Clark. Martha e Jonathan Kent desconfiam que ela não pode ser sua mãe, já que acreditam que ele é alienígena. Mas ainda assim, resolvem contar em detalhes a história de sua adoção e revelam que, no dia da Chuva de Meteoros, após coletarem Clark e a nave em sua picape, encontraram Lionel Luthor pedindo ajuda por seu filho Lex, machucado pelo evento. Apesar do medo de que ele descobrisse a nave na traseira do veículo, transportam Lionel e Lex para o hospital. Em troca do favor, Lionel forjou um processo de adoção para Clark, mas depois, usou essa informação para convencer Jonathan a auxiliá-lo a convencer a família Ross (de Pete) a vender suas terras – um tema recorrente na 1ª temporada. A culpa por essa negociata e o fato da chantagem disfarçada de Lionel foram os motivos porque o casal Kent odeia os Luthors.

No fim, Dunleavy decide ir à Justiça para provar que Clark é seu filho com Lionel e exige um teste de DNA. Clark e Pete armam uma trapaça na qual é coletado material genético de Pete para o teste, para que não descubram que ele é alienígena. Com o teste negativo, Dunleavy confronta Lionel sobre onde está o filho dos dois. Depois, Lionel confirma a Lex que realmente teve um filho com ela, mas que ele morreu na infância. Mas depois, vemos Lionel conferindo uma foto de seu filho em um cofre.

Lana também descobriu que sua mãe teve um caso com outro homem no episódio anterior e neste encontra Henry Small (Patrick Cassidy) para saber se ele é seu pai e ele aceita fazer um teste de DNA.

2×10 – SKINWALKER (031)

Dirigido por Marita Gabriak. História de Mark Warshaw. Roteiro de Brian Peterson e Kelly Souders.

Clark descobre acidentalmente uma caverna subterrânea que contém uma linguagem alienígena muito parecida com aquela que já viu em sua nave. Então, ele conhece dois indígenas Kawatche: Joseph Willowbrook (Gordon Tootoosis), e sua neta Kyla (Tamara Feldman), que lhe contam a história de seu povo, que aguarda o retorno de um homem vindo do espaço, mas cuja a mitologia parece demais com a biografia do próprio Clark. Em seu loft, Kyla – que desenvolve um interesse amoroso por ele – até mostra uma estrela que estaria faltando no céu, que seria seu lar. Mas a caverna Kawatche está numa propriedade da LuthorCorp e Joseph luta para que seja preservada. Lionel e Lex ficam convencidos de que há algo muito mais fabuloso sobre a caverna ao ver os símbolos e Lex percebe que há um encaixe na parede exatamente no formato e tamanho da Chave octogonal. Lutando por seu povo, Kyla é uma skinwalker – um ser mítico na mitologia indígena que se transforma em animais – e sob a forma de um lobo branco ataca Lionel e assusta Martha Kent (que passara a trabalhar como assistente pessoal de Lionel nos episódios anteriores – era um plano dela para descobrir se ele sabia algo do filho). No fim, os seguranças da Mansão terminam atirando no lobo e Clark encontra Kyla que morre em seus braços. Jospeh entrega um bracele especial para Clark. O resultado do teste de DNA prova que Henry Small é o pai biológico de Lana.

2×11 – VISAGE (032)

Dirigido por William Geregthy. Roteiro por Todd Slavkin e Darren Swimmer

O ex-namorado de Lana, Whitney Fordman (Eric Johnson) retorna a Smallville como herói de guerra, o que causa emoções confusas em Clark, que é um herói sem que ninguém saiba. Whitney alega que perdeu parte de sua memória após um ferimento de guerra e quer retomar o romance com Lana, que fica divida. Mas tudo fica mais sombrio quando se percebe que há algo de errado nessa história. Este capítulo traz o retorno de um vilão prévio pela primeira vez, na figura da transmorfa Tina Greer (Liza Caplam), que se faz passar por Whitney para se aproximar de seu grande amor: Lana. Clark confronta Tina, que é capaz de derrotá-lo, mas no fim, ela termina machucando a si mesma e morre. Em seguida, Lana descobre que o verdadeiro Whitney morreu em combate.

2×12 – INSURGENCE (033)

Dirigido por James Marshall. Roteiro por Kenneth Biller e Jeph Loeb.

Lex Luthor descobre que Lionel plantou escutas em toda a Mansão Luthor e decide retribuir fazendo o mesmo na LutherCorp, contratando uma equipe de bandidos para isso. Mas quando ele descobre que o pai e Martha Kent estão lá, cancela o plano, mas os bandidos decidem roubar a empresa e os fazem reféns. Enquanto trancada em uma sala, Martha descobre que Lionel tem arquivos sobre Clark, amostras de meteoro verde e a Chave octagonal, que ela se apossa e esconde em casa quando liberta.

2×16 – FEVER (037)

Dirigido por Bill Gereghty. Roteiro por Matthew Okumura.

Contaminados por esporos cheios de kryptonita, Martha e Clark ficam muito doentes. Chloe Sullivan – que tinha tentado seduzir Clark quando fora de si por causa de uma substância que tirava sua inibição no episódio 2×14 Rush – aproveita que o amigo está dormindo e lê uma carta de amor para ele, apenas para ouvi-lo murmurar o nome de Lana. Martha é curada pela própria nave alienígena, e depois disso, descobre que está grávida (algo que não deveria ser possível). Mas antes disso, levado ao hospital, a Dra. Helen Bryce (Emmanuelle Vaugier – que estreara no episódio 2×09 – Dichotic como a nova namorada de Lex Luthor) colhe uma amostra do sangue de Clark e ao observá-lo em um microscópio, percebe imediatamente que ele não é normal. Esse frasco de sangue terá uma grande importância no futuro de Smallville.

O Superman Christopher Reeve aparece na série como o Dr. Virgil Swann, pouco antes da morte do ator.

2×17 – ROSETTA (038)

Dirigido por James Marshall. Roteiro por Alfred Gough e Miles Millar

Clark toma coragem e insere a Chave no receptáculo na Caverna Kawatche: as luzes se acendem, os símbolos brilham e se movem e um feixe de luz faz Clark aprender imediatamente a linguagem. Depois, quando em casa, tem um descontrole de sua visão de calor e desenha com ela um símbolo na parede do Celeiro. Então, Clark é convidado a Metrópolis pelo Dr. Virgil Swann (Christopher Reeve, o Superman dos filmes dos anos 1970 e 1980!), que finalmente lhe ensina os maiores detalhes de sua origem, como por exemplo, que vem do planeta Krypton, que seu verdadeiro nome é Kal-El e que as pedras de meteoro verde que lhe causam mal são “kryptonitas“, fragmentos radioativos do velho planeta e, por isso, lhe afetam. Um episódio histórico que trouxe Reeves de volta ao universo do homem de aço, mesmo com o ator confinado a uma cadeira de rodas e precisando de ventilação mecânica para respirar.

3×01- EXILE (045)

Dirigido por Greg Beeman. Roteiro por Alfred Gough e Miles Millar

Clark abandona Smallville influenciado pela kryptonita vermelha, que tira suas inibições. Três meses depois, está em Metrópolis trabalhando para o chefão do crime organizado Morgan Edge (o fantástico Rutger Hauer), que o manda para invadir a LuthorCorp. Desesperado, Jonathan Kent faz um pacto com o pai kryptoniano de Clark, Jor-El (voz de Terence Stamp, o General Zod dos filmes do Superman), e recebe seus poderes para ir à Metrópolis trazer o filho de volta. Outro destaque é o encerramento do arco de Helen Bryce (Emmanuelle Vaugier), a esposa de Lex Luthor, e uma das personagens mais interessantes da segunda temporada.

Lionel Luthor: a relação tensa, cheia de mentiras e segredos entre ele e seu filho Lex foi muito bem construída em “Smallville”.

3×06 – RELIC (050)

Dirigido por Marita Gabriak. Roteiro por Kelly Souders e Brian Peterson

Clark descobre que Jor-El esteve na Terra 40 anos antes e que conheceu seus avôs terrestres. Fica claro que o casal Kent ter encontrado a nave de Kal-El não foi um acidente.

3×08 – SHATTERED (052)

Dirigido e escrito por Ken Biller

Lex descobre que seu pai Lionel tinha ligações com Morgan Edge e que eles estão por trás da morte de seus avós. Mas antes de poder ir à Justiça, Lex sofre um atentado e escapa. Quando Clark vai investigar o fato, termina acreditando nas palavras de Lionel de que o filho está alucinando e sofreu um surto psicótico. Num dos capítulos mais aterradores sobre a família Luthor, Lex termina internado no hospício de Belle Reve.

3×17 – LEGACY (061)

Dirigido por Greg Beeman. Roteiro por Jeph Loeb

Lionel descobre que Clark está usando as cavernas Kawatche (onde usa a chave octagonal para se comunicar com seu pai kryptoniano, Jor-El). Lionel começa a juntar as peças e vai até o Dr. Virgil Swann (Christopher Reeve em sua segunda participação na série) e ficamos sabendo que os dois tem ligações no passado por meio da sociedade secreta Véritas. Na medida em que Lionel se aproxima do segredo de Clark, ele se torna mais perigoso e não compartilhar isso com seu filho destrói por completo a relação já muito conturbada entre os dois.

Lois Lane foi introduzida mais cedo em “Smallville”, mas isso terminou sendo um acerto.

3×19 – MEMORIA (063)

Dirigido por Miles Millar. Roteiro por Alfred Gough e Miles Millar

Lex perdeu parte de suas memórias quando esteve internado, mas agora elas começam a voltar. Ele vai fazer terapia e termina lembrando dos segredos escusos sobre a morte de seu irmão mais novo, Julian, que faleceu ainda bebê. Lionel havia feito Lex acreditar a vida inteira de que ele, por ciúmes infantil, teria matado o próprio irmão quando criança, mas o Lex adulto percebe que a verdade é muito mais aterradora. Ao mesmo tempo, Clark tem lembranças de seus pais Jor-El e Lara em krypton.

4×01 – CRUSADE (067)

Dirigido por Greg Beeman. Roteiro por Alfred Gough e Miles Millar

Com a aparente morte de Chloe (Allison Mack), sua prima Lois Lane (Erica Durance) faz sua estreia na série, atrás de respostas. Este episódio é uma virada na série, além da introdução de Lois, Lana passa a ter uma atitude mais agressiva e adulta. Neste capítulo, também temos a primeira cena de vôo de Clark, quando ele é dominado por Jor-El e assume sua personalidade kryptoniana para roubar um cristal especial que está com Lex a bordo de um avião. Outra participação especial neste episódio é de Margot Kidder (a Lois Lane dos filmes do Superman), que aparece como a Dra. Crosby, auxiliar do Dr. Swann. Tudo prenuncia uma boa temporada, mas infelizmente, a 4ª é a pior de todas.

4×05 – RUN (071)

Dirigido por David Barrett. Roteiro por Steven S. DeKnight

Primeira aparição de outro personagem peso-pesado da DC em Smallville. No caso, o Flash, aqui em sua encarnação adolescente: Bart Allen (Kyle Gallner).

4×06 – TRANSFERENCE (072)

Dirigido por James Marshall. Roteiro por Todd Slavkin e Darren Swimmer

Um pedaço de kryptonita preta faz Clark e Lionel trocarem de corpos. Apesar da ideia estranha, esta é a virada da personagem de Lionel que daqui em diante vai deixar de ser o maior vilão da série para ser um aliado relutante de Clark, embora ainda com métodos condenáveis. Isso abre espaço para que Lex cada vez mais desça os degraus da vilania.

Alicia Baker (Sarah Carter) apareceu poucas vezes, mas marcou os fãs. Um par melhor para Clark do que Lana.

4×12 – PARIAH (078)

Dirigido por Paul Shapiro. Roteiro por Holly Harold

Dotada de poderes de teletransporte, Alicia Baker (Sarah Carter) já havia aparecido antes em Smallville como uma menina obsecada por Clark – afinal, os dois tinham superpoderes. Agora, Alicia volta curada e os dois decidem namorar. Entretanto, quando Lana e seu novo namorado Jason Teague (Jensen Ackles, o futuro astro de Supernatural) são atacados por um misterioso assaltante, a culpa recai sobre Alicia. No fim das contas, este é um dos melhores episódios da série, bastante emocional sem ser piegas e é também o momento em que finalmente Chloe descobre a verdade sobre Clark, quando Alicia, tentando provar que é inocente, mostra a Chloe, Clark usando seus poderes.

Chloe presencia Clark apanhar um carro no ar e descobre seu segredo.

4×17 – ONYX (083)

Dirigido por Terrence O’Harra. Roteiro por Steven S. DeKnight

A mesma kryptonita preta que fez Clark e Lionel trocarem de corpos, agora faz Lex ser dividido em dois: um bom e outro mal. Embora uma ideia bizarra, a exploração das duas personalidades é interessante. Também é a primeira vez que vemos o jovem Lex Luthor como o verdadeiro vilão que será em breve. É quando ele diz a famosa frase “eu sou o vilão dessa história“.

Clark na Fortaleza da Solidão: mesmo visual dos filmes.

5×01 – ARRIVAL (089)

Dirigido por James Mashall. Roteiro por Todd Slavkin e Darren Swimmer

De posse dos três cristais kryptonianos cuja busca foi o tema da temporada anterior, Clark vê os três se fundirem, transportá-lo para o Ártico e formarem a Fortaleza da Solidão, que faz sua estreia na série extamente com o mesmo visual dos filmes do Superman. Lana presencia a chegada de uma nave à Smallville, com dois kryptonianos a procura de Kal-El. Eles são seguidores de um tal General Zod. Clark descobre que Chloe sabe seu segredo e Brainiac (James Masters) faz sua estreia na série.

Clark alcança um míssil para detê-lo: levando a série para outro nível.
Clark alcança um míssil para detê-lo: levando a série para outro nível.

5×03 – HIDDEN (091)

Dirigido por Whitney Ransick. Roteiro por Kelly Souders e Brian Peterson

Clark está sem poderes – tirados por seu pai Jor-El em punição a se recusar a assumir seu lado kryptoniano – e aproveita para ter sua primeira noite de amor com Lana. Mas seu ex-colega de escola, Gabriel Ducan (Johnny Lewis), está enlouquecido e aproveita-se que seu pai é coronel do exército para tentar disparar um míssil nuclear em Smallville. Clark e Chloe tentam impedi-lo, mas Clark é baleado, sendo levado em estado crítico ao hospital, onde, sem poderes, morre nos braços de Lana. Então, Lionel Luthor – que está em um tipo de transe por estar tomado pela essência de Jor-El – foge da prisão de Belle Reve, rouba o corpo de Clark e o leva à Fortaleza da Solidão, onde é revivido e tem seus poderes de volta. Clark volta à Smallville a tempo de ver os mísseis disparados e, numa das melhores cenas da série, salta centenas de metros para alcançá-los e detê-los. Este importante capítulo coloca o jovem cada vez mais próximo do herói que deverá ser no futuro. É o maior feito dele até agora e direciona a série rumo a um novo momento, menos “adolescente” e mais pautado em feitos super-heróicos.

5×04 – AQUA (092)

Dirigido por Bradford May. Roteiro por Todd Slavkin e Darren Swimmer

Primeira aparição de Aquaman (Alan Ritchson). É a segunda pedra fundamental para uma futura equipe. Lionel agora é um veículo para as manifestações de Jor-El, o que ajuda a consolidá-lo como um estranho aliado. E Lex e Lana iniciam uma estranha aliança (que vai culminar em casamento).

Jonathan Kent e Lionel Luthor se digladiam em “Reckoning”.

5×12 – RECKONING (100)

Dirigido por Greg Beeman. Roteiro por Kelly Souders e Brian Peterson

Em meio a uma disputa acirrada ao Senado entre Jonathan Kent e Lex Luthor, Clark decide contar seu segredo a Lana, levando-a à Fortaleza. Mas Lex, que está abertamente apaixonado, tenta uma aproximação desesperada, que culmina com a morte dela em um acidente de trânsito. Numa homenagem a Superman – O Filme, Jor-El dota Clark da habilidade de voltar no tempo para impedir a morte de sua amada. Mas tudo dá errado e, embora salve Lana, Clark não pode impedir que seu próprio pai, Jonathan, morra de um ataque cardíaco após vencer as eleições.

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