Vingadores vs. X-Men leva a Marvel à frente após meses na retaguarda.

Desde agosto de 2011, a DC Comics vem liderando os rankings de vendagem de revistas em quadrinhos nos Estados Unidos, por causa do seu bem-sucedido (pelo menos comercialmente) reboot editorial e cronológico, que reiniciou a carreira de seus principais heróis. Desde então, a revista principal da editora, Justice League, que traz as aventuras da Liga da Justiça – grupo que reúne Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde e outros – vem seguidamente sendo o n.º 01 das paradas.

Pois este quadro mudou agora, em março de 2012, com o contraataque da Marvel Comics: a maxissérie Avengers vs. X-Men que vai colocar as duas principais equipes de heróis daquele universo (os Vingadores e os X-Men) em rota de colisão, o que renderá grandes batalhas entre eles. Respectivamente, o número 01 e o especial número zero da nova revista alçaram o primeiro e o segundo lugares das revistas mais pedidas naquele mês, com 203,1 e 134,5 mil unidades cada uma.

Capa da primeira edição de Vingadores vs. X-Men, por John Romita Jr.

A campeã dos meses anteriores, Justice League 07, vem em terceiro lugar, com 131,6 mil unidades pedidas.

Daí para frente, a DC continua a dominar o Top10, trazendo em seguida, Batman 07 em quarto lugar, com 127,4 mil cópias; Action Comics 07 em sexto, com 91,8 mil cópias; Green Lantern 07 em sétimo com 90,2 mil unidades. (Todas as revistas da DC têm a numeração 07 por causa do reboot, que zerou as revistas).

Batman continua mostrando que é o maior vendedor de revistas da atualidade, trazendo mais duas revistas para o Top10, com Detective Comics 07 em oitavo lugar, com 89,8 mil unidades e Batman: The Dark Knight 07 em novo lugar, com 75,2 mil cópias solicitadas. Por fim, o Superman fecha “as dez mais”, com Superman 07, em décimo lugar, com 66,5 mil cópias.

Capa de “Avengers Assemble 01” por Mark Bagley.

Além das duas primeiras colocações, a Marvel só aparece no Top10 outra vez em quinto lugar, com a nova revista Avengers Assemble 01, com 100,8 mil unidades solicitadas, numa aventura que reúne nos quadrinhos exatamente a mesma formação dos Vingadores que está no filme, com Capitão América, Thor, Homem de Ferro, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro.

Como nos outros meses, as revistas da Marvel aparecem com maior frequência no restante do Top20, com revistas dos X-Men e do Homem-Aranha, mais a revista principal dos Vingadores, Avengers 24, fechando o 20º lugar. Ainda assim, a DC ocupa as posições 11, 12 e 13, com Flash 07, Aquaman 07 e Batman & Robin 07.

Apesar desse movimento de subida da Marvel no ranking, o mês de março não foi excepcional para os quadrinhos, ao contrário de janeiro. Contudo, a proximidade de lançamento dos filmes adaptados de quadrinhos, como Os Vingadores, O Espetacular Homem-Aranha e Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, devem aumentar as vendas desses respectivos personagens nos próximos meses.

Flashpoint continua vendendo bem nos encadernados.

Saindo das revistas mensais e indo para os encadernados ou coletâneas, Marvel e DC perdem espaço para editoras pequenas. O primeiro lugar do ranking das coletâneas está com Walking Dead 01, série em quadrinhos de sucesso que está sendo adaptada à TV também com bastante sucesso. O fato do primeiro volume da série voltar ao topo do ranking indica que uma grande leva de novos leitores está aderindo ao título. Hellboy Vol 12 da Dark HorseThe Boys da Dynamite estão em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

A DC Comics ocupa dois lugares no Top10 dos encadernados. A saga Flashpoint que deu origem ao reboot do ano passado está em quarto lugar, enquanto uma série derivada desta Flashpoint: The World of Flashpoint – Batman aparece em oitavo lugar. A Marvel só aparece uma vez no Top10, com X-Men: Season One em quinto lugar.

Podemos concluir que, apesar de não ser um mês robusto como janeiro deste ano, março trouxe um marco importante: quatro revistas venderam mais do que 100 mil unidades, enquanto naquele mês apenas três o fizeram. E desta vez, uma das revistas ultrapassou a difícil marca de 200 mil cópias. Embora a passos lentos, podemos estar vendo uma recuperação mínima do mercado de quadrinhos, que sofreu grandes baixas nas últimas duas décadas.