Os Rolling Stones hoje em frente ao Marquee Club, onde fizeram seu primeiro show, em 12 de julho de 1962.

Hoje é um dia para se comemorar no rock. Comemorar muito! Em 12 de julho de 1962, há exatos 50 anos, os Rolling Stones faziam o seu primeiro show no Marquee Club de Londres. A banda até se reuniu em frente ao velho clube para tirar fotos nesse marco histórico (veja ao lado). A imagem de Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts – todos com mais de 60 anos – ao lado do clube ilustra com perfeição a resistência e o poder dessa banda incrível, uma das mais importantes do rock e membro de um panteão que só deve ter outros quatro ou cinco membros.

Nenhuma outra banda se manteve na ativa por tanto tempo mantendo tal interesse. The Rolling Stones completam 50 anos ativos e unidos, já ensaiando para uma turnê no ano que vem. Nenhuma outra banda de rock de tamanha relevância permaneceu na ativa de maneira ininterrupta por tanto tempo. Todas as outras “grandes” encerraram sua carreira, embora algumas até tenham voltado depois em uma ocasião ou outra. Mas o Rolling Stones nunca acabaram. Mesmo com brigas, sexo, drogas e rock’n’roll, permanecem unidos e sacudindo o mundo em suas grandes turnês.

Para celebrar a data, o HQRock – que já postou a discografia da banda (leia aqui) – apresenta o mito de origem do grupo. Junte-se a nós e aumente o volume!

Mito Fundador

Os Stones comportados na capa de seu segundo álbum.

A história do rock é cheia de mitos, particularmente quanto à formação das bandas. Os Rolling Stones têm um dos mais famosos mitos fundadores entre todos: Mick Jagger e Keith Richards se conheciam desde crianças, quando foram vizinhos em Dartford, periferia no sudeste de Londres, mas tornaram-se mais do que colegas adolescentes quando se reencontraram em uma estação de trem com o primeiro carregando álbuns de Chuck Berry e Muddy Waters e ambos descobriram gostos musicais comuns. E Keith Richards garante, em seu livro Vida – leia mais aqui – que é tudo verdade e ocorreu em 1960!

Enquanto escutavam discos juntos, Jagger e Richards logo descobriram seus talentos naturais para o canto e a guitarra, respectivamente, e logo sonhavam em montar uma banda. Pouco depois, se juntou a eles um rapaz chamado Dick Taylor, que anos mais tarde formaria a banda Pretty Things.

Formando a banda

A banda usou ternos em seus shows até por volta de 1966, quando aderiram à moda psicodélica.

Em fins de 1961, se formou em Londres um forte movimento de R&B que teve como artífice a banda The Blues Incorporated, fundada pelo guitarrista Alexis Corner e o gaitista Cyrill Davies. Dezenas de jovens músicos circulavam em torno da banda e o público para vê-los tocar no Earling Jazz Club aumentava cada vez mais. Foi assistindo a um show do Blues Incorporated que Eric Clapton decidiu se tornar um guitarrista profissional. Com Jagger, Richards e Taylor não foi diferente: o trio ficou impressionado, certa vez, quando assistiu a uma performance da banda com Korner, Nick Hopkins no piano, Jack Bruce e Ginger Baker no baixo e na bateria (dupla que anos mais tarde formaria o Cream com Eric Clapton) e um jovem loiro e maluco chamado Brian Jones no slide guitar.

Cheios de energia e selvageria, os Stones eram frutos da forte cena de R&B de Londres, que gerou Yardbirds, Eric Clapton, Jeff Beck, Jimmy Page e o “filho” deste, o Led Zeppelin.

Ninguém tocava slide guitar na Inglaterra – técnica popularizada pelo bluesman Elmore James na qual se arrasta um dedal de metal ou vidro sobre as cordas da guitarra – e Jones causava a maior sensação. No fim das contas, o trio terminou ficando amigo de Jones e os quatro começaram a pensar em montar uma banda juntos. Não demorou nada para que Jones colocasse Jagger e Richards para tocarem um pequeno set com o Blues Incorporated, sempre aberto a membros ocasionais.

A nova banda só se formou mesmo quando outro músico do Incorporated, o pianista Ian Stewart, conseguiu o sótão de um bar para que os jovens ensaiassem e nascesse, assim, os The Rolling Stones, no início de 1962.

Em busca do sucesso

O trunfo dos Stones foi consolidar seu sucesso nos EUA. Aqui, ao vivo no The Ed Sullivan Show.

Em sua primeiríssima formação, os Rolling Stones eram um sexteto com: Mick Jagger nos vocais e gaita; Keith Richards e Brian Jones nas guitarras; Ian Stewart no piano; Dick Taylor no baixo; e Tony Chapman na bateria; e foram eles quem fizeram o seu primeiro show no Marquee Club em 12 de julho de 1962. O repertório inicial da banda, que se manteria pelos primeiros anos, era uma mistura do tradicional eletric blues de Chicago (Muddy Waters, John Lee Hooker e as composições de Willie Dixon) com uma abordagem mais R&B (Chuck Berry, Bo Didley).

A banda começou a ganhar espaço no circuito R&B de Londres, mas sofreu duas mudanças significativas: o baixista Bill Wyman entrou em dezembro de 1962; e o baterista Charlie Watts, outro ex-membro do Blues Incorporated, ingressou em janeiro de 1963, estabelecendo a formação oficial da banda.

O primeiro álbum, The Rolling Stones, em 1964: empurrãozinho dos Beatles.

Já com a nova formação ocorreu a grande virada da banda: era 1963 e o empresário Giorgio Gomelski decidiu aproveitar o potencial da banda e a escalou para shows nas tardes de domingo no Crawdaddy Club, em Richmond, local que em breve se tornou o point de perigrinação dos amantes de música de Londres. O contexto também mudava: os Beatles estouravam nas paradas de sucesso e levavam o rock para a imprensa de massa, o rádio e a televisão de modo inédito na Inglaterra.

E foi dos Beatles que veio um dos passos decisivos da carreira dos Stones. O jovem Andrew Loog Oldham só tinha 19 anos, mas fazia parte do staff do quarteto de Liverpool, atuando na parte de divulgação como assistente do superempresário Brian Epstein. Ao ver os Stones ao vivo, o garotou pensou que era a oportunidade de ter uma banda para chamar de sua e assinou um contrato com a banda, junto ao amigo Eric Easton. Oldham aproveitou todo o seu conhecimento adquirido com os Beatles para usar a favor de sua nova banda: assinaram um contrato de benefício inéditos para a banda com a poderosa gravadora Decca, que incluía total liberdade criativa; a propriedade dos tapes de gravação e o dobro do royalities normalmente pagos aos artistas.

No início, Brian Jones era a alma musical da banda. Mas foi eclipsado pela dupla de compositores Mick Jagger e Keith Richards.

Outra medida tomada por Oldham foi polêmica: ele decidiu que o pianista Ian Stewart era feio demais para fazer parte da banda e, por isso, o músico foi reduzido à função de roadie, ou seja, assistente de palco. Como gratificação, o músico podia participar ocasionalmente das sessões de gravações e, tomado de baixa autoestima, aceitou. Além disso, Oldham também colocou os Stones para vestir ternos, tais quais os Beatles faziam.

A estreia fonográfica dos Rolling Stones foi com o compacto Come on/I want to be loved, composições de Chuck Berry e Willie Dixon, respectivamente. O disco chegou ao 21º lugar das paradas da Grã-Bretanha, o que não era nada mal para uma banda iniciante. Contudo, em vista do contrato anormal com a Decca, a pressão por sucesso era grande e isso preocupou o grupo e Oldham.

Enquanto Jagger virou “relações públicas”, Keith Richards tomou para si a função de força-motriz musical da banda.

A banda fez sessões de gravações para um segundo compacto que fosse melhor do que o primeiro e gravaram as canções Poison Ivy e Fortune teller, mas o resultado final não foi do agrado da banda, inciando a busca por material melhor. Então, certo dia, Oldham encontrou com John Lennon e Paul McCartney na rua e os levou ao estúdio onde os Stones estavam gravando, o Regent Studios, um porão quase amador. O empresário solicitou à dupla mais bem sucedida de compositores do país uma canção para os Stones e Lennon & McCartney afirmaram possuir um número de R&B que se encaixava no som da banda; pediram 10 minutos para terminá-la e presentearam o grupo com I wanna be your man.

O compacto com I wanna be your man/Stoned foi lançado em novembro de 1963 e foi o primeiro verdadeiro sucesso dos Stones, chegando ao 12º lugar das paradas e colocando a banda no circuito nacional. Quase ao mesmo tempo, a banda embarcou em uma grande turnê nacional, abrindo para nomes como Bo Didley, Little Richard e The Everly Brothers, alguns de seus ídolos.

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Os Stones aderiram à fanfarra psicodélica.

O resto, como se costuma dizer, é história. Eis ela:

Os Rolling Stones basicamente eram uma banda de R&B em seus primeiros álbuns – The Rolling Stones e The Rolling Stones N. 2lançados em 1964 e 1965, respectivamente – mas começaram a mudar a partir de 1965, quando Mick Jagger e Keith Richards se consolidaram também como uma dupla de compositores e o grupo se tornou uma banda autoral. Isso desequilibrou a balança de poder dentro do conjunto, estabelecendo uma “guerra fria” com Brian Jones, que até então tinha certa eminência.

O marco da virada da banda é o lançamento do single (I can’t get no) Satisfaction, lançado junto ao álbum Out of Our Headsem 1965, que consolidou a primeira fase da banda e sua sonoridade, além da hegemonia de Jagger e Richards como compositores e líderes da banda. Contudo, o próprio grupo não trilharia o caminho que criou por muito tempo, porque Jagger e Richards embarcaram com peso no Movimento Psicodélico em 1966, se afastando da sonoridade R&B e aderindo à psicodelia, com sonoridades mais pop, folk e Brian Jones praticamente encostando sua guitarra para se dedicar a instrumentos inusitados, enchendo a música dos Stones de texturas intrigantes com harpas, cítaras, marimbas, salterios, flautas, saxofone, mellotrons etc. São dessa fase os álbuns Aftermath, Between the Buttons e Their Satanic Majesties Request, de 1966 (o primeiro) e 1967 (os outros), respectivamente.

Brian Jones foi a primeira vítima das drogas entre as superestrelas dos anos 1960. Aqui, em sua versão psicodélica.
A banda toca no Circus: despedida à psicodelia.

Porém, em meio ao auge do Movimento Psicodélico, em 1967, Jagger, Richards e Jones foram presos por porte de drogas e impedidos de sair da Inglaterra, o que causou uma grave crise na banda. O clima pesado levou ao afastamento da banda dos palcos, à ruptura com o empresário Andrew Loog Oldham e ao afundamento de Brian Jones nas drogas, que começaram a deixá-lo incapacitado para seguir adiante. Ainda assim, em 1968, decidiram fazer um “retorno às origens”, abraçando novamente uma sonoridade mais voltada ao blues, ao folk e ao R&B, dando início à sonoridade pela qual a banda é conhecida até hoje. Os marcos dessa segunda virada são o single Jumpin’ Jack flash e o álbum Beggars Banquett. E o grupo marcou uma espécie de despedida da psicodelia com o filme Rock and Roll Circus, um minifestival na qual artistas como Taj Mahal, Jethro Tull, The Who e John Lennon (em sua primeira apresentação solo) tocaram algumas canções e os Stones encerram a festa. Mas a banda não estava em forma e o filme não foi lançado, só sendo comercializado em 1996. Ainda assim, é um marco: a última apresentação de Brian Jones com o grupo.

Brian Jones já estava deveras envolvido com as drogas e se afastava do grupo cada vez mais. Por fim, com sua ausência já quase completa, no início de 1969, a banda decide demiti-lo. Jones pirou seu estado e terminou morrendo em circunstâncias misteriosas em sua própria psicina no mês de julho.

Mick Taylor entrou em 1969, ao mesmo tempo em que o grupo se voltava às suas raízes.

Antes disso, seu lugar foi ocupado pelo excelente guitarrista Mick Taylor, que advinha da banda The Bluesbreakers de John Mayall (a mesma que teve Eric Clapton anos antes). Taylor acrescentou mais melodia ao som da banda, pois vinha da escola de blues rock da Inglaterra, com seus longos solos e fraseados em slides. Sua presença firmou, pela primeira vez, a figura de um guitarrista solo propriamente dito nos Stones. Enquanto Richards e Jones se revezavam na função e, na maioria das vezes praticavam o que o primeiro chamava de “a arte do entraleçamento“, quando não havia funções de ritmo e solo bem definidas e as duas guitarras faziam cada um dos papeis alternadamente; com Taylor os papeis ficaram mais definidos: Richards com os riffs e aberturas, além do ritmo; e Taylor com os solos e fraseados elegantes.

Sticky Finger, de 1971, divide o posto de “melhor disco dos Stones”…

De qualquer modo, foi um acréscimo mais do que interessante e, talvez não por coincidência, foi com Mick Taylor na guitarra que os Rolling Stones gravaram sua sequência mais memorável de álbuns, como Let it BleedSticky Fingers e Exile on Main Street, em 1969, 1971 e 1972, respectivamente. Vem daí a maior parte do repertório que a banda reproduz até hoje nos palcos, com Honk tonk women, Gimme shelter, Brown sugar, Wild horses, Rock off, Tumbling dicedentre outras.

Mas nem tudo eram rosas e as pedras continuaram rolando. Os Stones voltaram aos palcos em 1969, mas seu primeiro show ocorreu no Hyde Park de Londres em julho de 1969, exatamente três dias após a morte de Brian Jones, na qual fizeram uma homenagem. De certo modo, o batismo de Mick Taylor foi um funeral. Em seguida, o grupo encampou uma vitoriosa turnê pelos Estados Unidos, mas além de esnobarem o Festival de Woodstock – o que os tirou da maior festa de rock de todos os tempos – o fim foi trágico: na ânsia de criarem o seu próprio festival, o grupo organizou o Festival de Altmont, em São Francisco, com as bandas The Flying Burrito Brothers, Jefferson Airplane e Crosby, Stills, Nash & Young, mas o festival foi marcado por brigas constantes e insubordinação da plateia, culminando com a gangue de motoqueiros Hell Angels (encarregados da segurança!) matando um rapaz durante o show dos Rolling Stones. Está tudo no filme Gimme Shelter, lançado dois anos depois.

…com Exile on Main Street, de 1972, na opinião de críticos e fãs.
Para muitos a formação com Mick Taylor (segundo esq.) é a melhor da banda.

Uma coisa positiva a seguir foi o fim do contrato com o empresário Allen Klein e a empresa ABCKO e a fundação do selo independente Rolling Stones Records (RSR) que passou a ser distribuído pela Warner Music. Porém, em meio a isso, problemas com o fisco da Inglaterra “obrigaram” a banda a se exilar do próprio país, passando a morar em outros países da Europa, como França ou Suíça. Foi na França que gravaram Exile on Main Street numa maratona de sexo, drogas e rock’n’roll desenfreada que entrou para a história. Quem quiser um curso rápido do que são os Stones em essência, leia Uma Temporada no Inferno com os Rolling Stonesde Robert Greenfield, livro que relata esse período específico.

Versão nacional do livro de Greenfield: tortuante processo de gravação gera um clássico.

Era apenas o início dos anos 1970, período de muitos excessos, principalmente de drogas, mas o sucesso continuou, particularmente com suas turnês mundiais e pelos Estados Unidos, como aquela de 1972, que virou um marco da história do rock, com seus concertos no Madison Square Garden, em Nova York, recém-lançados em vídeo em Ladies and Gentlemen, The Rolling Stones, com a banda captada ao vivo em seu auge.

Contudo, os excessos pagaram seu preço e os álbuns Goats Head Soup e It’s Only Rock’n’Rollde 1973 e 1974, respectivamente, não tinham o mesmo brilho de seus antecessores e desgastaram a banda internamente. O resultado foi, em 1975, Mick Taylor deixar a banda sem grandes explicações. Era o fim de uma era.

Ron Wood (segundo dir.) entra para a banda em 1975.

Foi substituído por Ron Wood, guitarrista britânico com passagens por The Faces e The Jeff Beck Group e um grande amigo de Keith Richards. Longe de ser melódico como Taylor, Wood reprisou o papel de Brian Jones no início, com a “arte do entrelaçamento” com Richards. Masa segunda metade da década não foi generosa para a banda, que sentiu o peso das drogas e dos excessos e não conseguiu manter o nível de qualidade anterior. O próprio Richards viveu seu inferno particular com as drogas, sofrendo prisões, processos judiciais, a possibilidade da cadeia na França e no Canadá, tratamentos contra a dependência em clínicas de reabilitação e o fim do longo relacionamento de mais de dez anos com a modelo e atriz Anita Pallenberg, uma figura-chave no círculo interno da banda.

Some Girls: grande sucesso em meio à Era Disco e ao Movimento Punk.

No entanto, estamos falando dos Rolling Stones, a maior fênix do rock and roll, e tudo mudou. Em 1978, o disco Some Girls, fez um sucesso estrondoso, mas também causou muita polêmica e mal-estar por se aproximar de outros ritmos musicais, como a disco music. Também estavam em meio ao Movimento Punk, que não era muito simpático às “velhas” estrelas do rock. Era o grupo se adaptando para sobreviver e emplacando o hit Miss you no mundo todo. Era o início de uma fase de grande sucesso, que se seguiu com Emotional Rescue, de 1980, e atingiu seu melhor momento em Tattoo You, em 1981, que brindou todos com o hit Start me up

Tattoo You de 1981 trouxe “Start me up”.

Em seguida, veio a ressaca do sucesso e o que Richards chamou de III Guerra Mundial, uma grande briga e disputa entre ele e Jagger que resultou na quase separação  em 1985. Após uma pequena pausa e o freio dos ânimos, a banda se reuniu e voltou com outro sucesso em 1989, com Steel Wheels e os hits Mixed emotions e Rock and a hard placemais a maior turnê mundial já realizada até então. É o início da era das grandes turnês, quando de tempos em tempos, os Stones voltam, lançam um disco de estúdio, fazem uma grande turnê de sucesso e lançam um disco (e um vídeo) ao vivo.

A saída de Wyman transformou a banda em um quarteto. Aqui em 2006 no filme de Martin Scorsese.

O baixista Bill Wyman deixou a banda em 1993 e não foi substituído, com os Stones passando a usar um músico contratado para a função de baixista e se tornando o quarteto que permanece na ativa.

Em 2002, a banda comemorou os 40 anos de atividades com uma coletânea dupla chamada Fourty Licks, que foi seguida por uma grande turnê mundial chamada Licks Tour. Em 2005, lançaram seu mais recente álbum de estúdio, A Bigger Bang, que também rendeu a turnê A Bigger Bang Tour, até 2007, que passou pelo Brasil em 18 de fevereiro de 2006, com um gigantesco show gratuito na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para um público estimado em 1,5 milhão de pessoas.

A banda em 2010 nos relançamentos de Exile on Main Street: preparando os 50 anos na ativa.

A banda está em pausa desde 2007, mas lançou o filme Shine A Light, com um concerto nos Estados Unidos, dirigido pelo celebrado Martin Scorsese, naquele ano, e em 2011, comemorou os 30 anos do álbum Exile On Main Street, com o lançamento de dois filmes, um documentário sobre as gravações e um concerto da época. Atualmente, trabalham no relançamento do álbum Some Girls (com material extra) e no Stones Archives, um site que vai coletar (e vender) material da banda, como cartazes, filmes e shows; além, é claro, de se prepararem para as comemorações dos 50 anos: um filme-documetnário com depoimentos da banda será lançado e haverá uma turnê em 2013.

As pedras continuarão a rolar.

Rolling Stones: 50 anos de rock.