Freddie Mercury: vocalista histórico.

Uma das maiores lendas do rock e nome ainda bastante popular, o cantor e compositor Freddie Mercury, líder da banda Queen, faria 66 anos hoje, em 05 de setembro.

O Queen continua popular na medida em que constantemente vence enquetes ou pesquisas de opinião. Recentemente, a canção Bohemian rhapsody foi eleita pelos britânicos como o melhor single (compacto) de todos os tempos, batendo clássicos como Billie Jean de Michael Jackson, Hey Jude dos Beatles e Imagine de John Lennon. (veja aqui).

Mercury nos anos 1970: combinando rock e ópera.

A banda também emplacou dois álbuns na lista dos mais vendidos da história da Inglaterra, segundo um levantamento da Official Charts Company. A coletânea Queen – Greatest Hits, de 1980, inclusive é o primeiro lugar, à frente de Sgt. Peppers dos Beatles, Gold do ABBA e (What’s the Story) Morning Glory? do Oasis. O grupo é o único a aparecer duas vezes no Top10, com a coletânea Queen – Greatest Hits II, de 1991, em 10º lugar. (veja aqui).

Freddie Mercury nasceu Farrokh Bulsara em uma ilha de Zanzibar, em 1946. De família persa, foi estudar em uma escola britânica na Índia, onde se destacou nas artes e no esporte. Por incentivo dos professores estudou seriamente música, aprendendo piano até o IV Nível. Também foi nessa escola que ganhou o apelido de Freddie e que formou sua primeira banda de rock, The Hectics, com colegas britânicos e indianos, em 1958.

Mercury e o visual glam dos anos 1970: sinais de bissexualidade…

Após o fim da escola, Bulsara voltou a Zanzibar, mas deixou a terra-natal em 1964: motivado por motivos políticos, migrou com sua família para a Inglaterra, onde tinham parentes. Instalando-se em Feltham e trabalhando no Aeroporto de Heathrow. No mesmo ano, conseguiu ingressar no Isleworth Polytechnic e, em 1966, matriculou-se no prestigiado Ealing College of Art, onde fez o curso de Ilustração Gráfica, que terminou três anos depois.

Foi na Escola de Arte que Freddie Bulsara se transformou em Freddie Mercury e participou de várias bandas de pequena duração. Em 1970, ingressou na banda Smile, substituindo o vocalista e logo mudou o nome da banda para Queen.

O Queen nos anos 1970: fenômeno de popularidade.

Também em 1970, Mercury conheceu Mary Austin, com quem casaria e teria um relacionamento de sete anos. O romance terminou pelo cantor assumir ser bissexual, mas os dois continuaram grandes amigos até a morte dele. O guitarrista Brian May garante que foi ela a inspiração para a icônica canção Love of my life, de 1975.

O Queen tinha, além de Freddie Mercury (vocais e piano), Brian May (guitarra e vocais), John Deacon (baixo e vocais) e Roger Taylor (bateria e vocais). Lançaram seu primeiro álbum, homônimo, em 1973, já chamando a atenção de público e crítica na Inglaterra e fazendo sucesso. A banda estava inserida dentro da cena glam rock – movimento marcado pela sonoridade adolescente e recursos cênicos como roupas extravagantes e maquiagens, que envolvia vários artistas, como Elton John e David Bowie.

A performance de Mercury no palco sempre foi explosiva e faz dele um dos grandes performers do rock.

O sucesso internacional veio em 1974 com Sheer Heart Attack. O grupo rapidamente amadureceu para um rock mais trabalhado, intercalando complexos arranjos vocais com instrumentação variada e foi um dos mais populares durante o restante dos anos 1970 e os anos 1980.

O álbum A Night at the Opera, de 1975, é considerado o pico alto de sua carreira, trazendo clássicos como Bohemian rhapsody, Love of my life e You’re my best friend.

Os anos 1980 consolidaram o Queen como uma das bandas mais populares do mundo, puxadas com suas canções e pelo carisma magnético de Mercury no palco, com uma performance muito peculiar. Ponto alto daqueles tempos foi a histórica apresentação no concerto beneficente Live Aid, em 1985, para 72 mil pessoas. A banda também tocou no Brasil em duas ocasiões, em 1981 e no Rock In Rio de 1985.

O Queen com seu visual mais famoso dos anos 1980.

Mercury desenvolveu uma carreira solo paralela nos anos 1980, também alcançando muito sucesso, em especial com o álbum Barcelona, realizado em parceria com a cantora lírica Montserrat Caballé, em 1988.

Ainda em 1988, já bastante debilitado pelo vírus da AIDS, Mercury se afastou dos palcos, embora tenha permanecido trabalhando com o Queen e fazendo gravações e vídeos. Sua morte veio em 24 de novembro de 1991, apenas um dia após divulgar à imprensa que tinha a doença.

Com sua morte, o single Bohemian Rhapsody, de 1975, voltou ao primeiro lugar das paradas e os discos póstumos Made in Heaven e Greatest Hits II se tornaram fenômenos de vendas.

Freddie Mercury no Rock In Rio em 1985.

O Queen retornou as atividades algumas vezes em projetos especiais, gravando com o cantor George Michael ou como o Queen + Paul Rodgers, que entre 2004 e 2009 excurcionou com o vocalista Paul Rodgers (Free e Bad Company). Atualmente, a banda toca com o jovem vocalista Adam Lambert, um dos finalistas do programa American Idol.

Brian May e Roger Taylor se apresentaram na Cerimônia de Encerramento das Olimpíadas de Londres 2012 tocando We will rock you, cação que virou um hino desportista no país. Mercury também “apareceu” representado em telões gigantes retirados da histórica apresentação no Wembley Stadium em 1986, considerado por muitos como o melhor concerto da banda e disponível em um clássico vídeo, que, inclusive, acabou de ser relançado com material extra em DVD. Fica a dica!

DVD Queen Live at Wembley Stadium 1986: clássico absoluto dos concertos.