O diretor James Gunn, dos filmes dos Guardiões da Galáxia, do Marvel Studios, foi demitido pela The Walt Disney Company após revelação de mensagens no Twitter com teor de pedofilia e homofobia. As mensagens foram publicadas entre 2009 e 2011 e trazem comentários horrorosos, pretensamente de “humor negro”. Gunn participou como produtor de Vingadores – Guerra Infinita, inclusive, atuando como roteirista não creditado, já que foi o responsável pelos diálogos dos personagens dos Guardiões da Galáxia no filme. Até hoje, Gunn trabalhava no roteiro do Vol. 3 da equipe espacial, cujo lançamento era esperado para 2020.

Nas mensagens, que foram divulgadas fora de contexto, Gunn diz coisas terríveis, de cunho agressivo, tirando “onda” com situações de pedofilia, estupro, abuso infantil e outras coisas, como se pode ver na imagem.

Os tweets de Gunn foram republicados hoje por um outro usuário da rede, como uma forma de enfrentamento às posições políticas do diretor, que usa bastante o Twitter para falar mal do presidente Donald Trump, dos EUA.

Gunn veio à público pedir desculpas pelos comentários, afirmando que se arrepende deles e que usava esse tipo de comentário com o intuito de chocar as pessoas, algo que ele levava também para sua arte.

Mas não teve jeito: a Disney demitiu Gunn sumariamente, afirmando que as declarações do diretor são indefensáveis e que abalaram as relações com a empresa. O Marvel Studios, que pertence à Disney ainda não se manifestou sobre o tema. E nem Gunn falou sobre a demissão. Ele estava na programação da San Diego Comic Con para hoje mesmo, mas deve ter sido cancelada.

O conteúdo alarmante das mensagens é o suficiente para acabar com a carreira de Gunn em Hollywood.