O jornal The Telegraph, de Londres, afirma saber os reais motivos da saída do diretor Danny Boyle do comando de Bond 25, o novo filme da franquia de 007. E eles envolvem inúmeros desentendimentos entre o cineasta e os produtores da franquia, Bárbara Broccolli e Michael G. Wilson, da EON Productions.

Segundo o jornal, seriam duas insatisfações principais que levaram às infames “diferenças criativas”. Em primeiro lugar, Boyle teria insistido em trazer consigo sua própria equipe técnica, enquanto a EON está acostumada a empregar seus próprios contratados nessas tarefas.

Uma dessas pessoas é o roteirista John Hogde, contumaz parceiro do diretor. Com isso, a EON foi obrigada a descartar o roteiro previamente produzido por encomenda a Neal Purvis e Robert Wade, tradicionais escritores da série há muitos anos.

Nos filmes anteriores, no qual o célebre diretor Sam Mendes dirigiu (Operação Skyfall e Spectre), mesmo que o roteirista John Logan tenha ficado com o crédito do roteiro final, Purvis e Wade fizeram os primeiros tratamentos, ganhando o tradicional crédito de “História por…”.

Outro ponto de discórdia entre Boyle e Broccolli e Wilson foi quanto à trama do filme, diz o Telegraph. Boyle queria uma história em que se construísse um tipo de Guerra Fria contemporânea entre a Grã-Bretanha e a Rússia.

Também é dito que os produtores não gostaram da escalação do ator polonês Tomasz Kot para viver o vilão do longa, assim como não ganhou a aprovação de Daniel Craig, o 007, que por contrato tem direito a intervir nas escalações.

Agora, diz a Variety, Bond 25 voltou à prancheta, o que quer dizer que a EON irá buscar um novo diretor e um novo roteirista para (provavelmente) refazer tudo de novo, o que inviabiliza o lançamento previsto para 25 de outubro de 2019.

Como a EON não irá usar o roteiro de Purvis e Wade, começar do zero agora torna impossível o início das filmagens para dezembro próximo, como estava planejado.

Tal atraso pode significar que o novo 007 só deve chegar aos cinemas em 2020.