Em 22 de novembro de 1968 chegava às lojas da Inglaterra um disco sem título dos Beatles, a mais importante banda da história do rock. Trazendo apenas o nome do grupo em alto relevo na capa em uma embalagem toda branca, logo foi batizado por todos como The White Album, o Álbum Branco, ao ponto deste se tornar seu nome oficial. Passados 50 anos, o lendário disco ganhará uma versão especial comemorativa, produzida pelo produtor Giles Martin, filho de George Martin, que gravou todos os discos da banda.

A nova edição do Álbum Branco seguirá a mesma lógica daquela do álbum Sgt. Peppers, que ganhou uma luxuosa versão que trouxe novas mixagens e muitas sobras de estúdio, montando um panorama das gravações do álbum.

Destaque em particular às novas mixagens, que enquanto não procuram mudar substancialmente a aparência das faixas, permitem ampliar o escopo sonoro, transferindo os 8 canais analógicos originais para o sistema digital em altíssima resolução.

É animador pensar o que Giles Martin conseguiu extrair das faixas do álbum, já que o disco de 1968 foi o primeiro em que os Beatles usaram um gravador de 8 canais, enquanto os anteriores, inclusive Sgt. Peppers, foram feitos em apenas 4 canais.

O Álbum Branco foi muito bem recebido na época do lançamento e foi escolhido pela revista Rolling Stones como o 10° melhor disco de todos os tempos. Os membros da banda, em especial John Lennon, George Harrison e o produtor George Martin, por sua vez, autocriticaram o álbum por ser disperso demais e que uma versão mais compacta seria melhor. O White Album foi o primeiro álbum duplo dos Beatles e traz 30 faixas, algumas das quais bastante experimentais e anti-comerciais.

Ainda assim, traz grandes clássicos da banda, como Back in The USSR, Yer blues, While my guitar gently weeps, Happiness os a warm Fun, Helter Skelter, Blackbird, Julia e Ob-la-di, Ob-la-da.