Uau! Por essa ninguém esperava: Segundo o Deadline, o diretor James Gunn foi recontratado pela The Walt Disney Company e irá dirigir Guardiões da Galáxia Vol. 3.

O cineasta havia sido demitido pela Casa do Rato no ano passado após vir à tona uma sequência de velhos tuítes postados por ele em 2009, com um conteúdo perturbador: piadas (de mau gosto) com temas de pedofilia, estupro e homofobia. A decisão foi sumária – e aparentemente, vinda da cabeça da Disney e não do Marvel Studios – e causou bastante controvérsia em Hollywood: alguns aprovaram outros defenderam o diretor.

O elenco da franquia Guardiões da Galáxia, que Gunn escreveu e dirigiu em dois filmes (de 2014 e 2017) vieram com veemência às redes sociais em defesa dele e, particularmente, Dave Bautista (o Drax) foi bastante verborrágico sobre a decisão da empresa.

Resignado e sem nunca vir à público contestar a decisão, Gunn terminou contratado pela concorrente DC Comics para reativar Esquadrão Suicida 2, que se transformou em O Esquadrão Suicida (sem o 2) e será um meio-reboot.

Mas segundo o site, o presidente de entretenimento da Disney, Alan Horn, teve alguns encontros com Gunn e a conduta exemplar dele após o episódio o convenceu a aceitar a recontratação.

Segundo o Deadline, Gunn irá filmar O Esquadrão Suicida no segundo semestre para lançamento em 2021 e, depois disso, comandará Guardiões da Galáxia Vol. 3.

A demissão de Gunn ainda é bastante nebulosa e não está claro de onde partiu a ordem da decisão. Porém, o CEO da Disney, Bob Iger, certa vez “sem querer” disse numa entrevista que não foi ele quem tomou a decisão, que a demissão chegou à sua mesa e ele aceitou. Por outro lado, o chefe imediato de Gunn, o presidente do Marvel Studios, Kevin Feige, sempre foi um defensor – algo discreto, é verdade – do diretor, mas por exemplo, sempre garantiu que o roteiro que Gunn havia escrito para Vol. 3 seria filmado (o que também foi uma exigência do elenco).

Desse modo, parece que foi o intermediário entre Iger e Feige, quem tomou a decisão de demitir o diretor: Alan Horn, o mesmo que publicamente admitiu a recontratação.

Os planos iniciais eram lançar Vol. 3 em 2020, sendo o primeiro filme do Marvel Studios pós Vingadores – Ultimato (à exceção de Homem-Aranha – Longe Demais de Casa), ou seja, o longa que iria abrir a Fase 4 do estúdio, um mundo novo após a “conclusão” da saga que se iniciou com a Fase 1 com Homem de Ferro em 2008.

Com o novo cenário, outros filmes tomaram o posto de dar o start à Fase 4 e são produtos, digamos, menos convencionais: Viúva Negra (a estreia solo da heroína) e Os Eternos, apontando um novo direcionamento no universo que liga os filmes.

Associados às séries de TV que a Marvel irá produzir sobre seus personagens dos filmes – no canal de streaming Disney+, que deve trazer atrações como Loki, Visão & Feiticeira Escarlate, Falcão & Soldado Invernal (além de uma tonelada de outros rumores, como Gavião Arqueiro, Lady Sif, Nick Fury etc.), devem vir no futuro próximo longas como Doutor Estranho 2, Pantera Negra 2, Homem-Formiga e a Vespa 2, Homem-Aranha 3 e Capitã Marvel 2. A integração dos personagens do universo dos X-Men e do Quarteto Fantástico – vindos pela aquisição da 20th Century Fox – também deve ter seu espaço.

Nesse bolo, Guardiões só deve chegar aos cinemas, sendo otimista, em 2023. Será um considerável espaço de tempo para que a trupe dos c#zões espaciais se reunir após sua participação em Vingadores – Guerra Infinita e Vingadores – Ultimato.

Em termos narrativos isso é curioso, porque apenas três meses separam Guardiões da Galáxia e sua sequência, o Vol. 2, de modo que quando vemos Star-Lord e Gamora e Cia. de volta em Guerra Infinita, se passaram 4 anos daquelas aventuras. Como o Universo Marvel nos Cinemas segue mais ou menos o nosso tempo real, quando regressarem em 2023 teremos quase 10 anos desde que o grupo se reuniu e será interessante pensar como o roteiro de Gunn irá lidar com isso.