A lendária banda britânica Jethro Tull – ou pelo menos o que sobrou dela – irá fazer uma turnê no Brasil em 2020, celebrando sua herança no rock progressivo. É o que diz José Roberto Flesch do Yahoo!.

Embora sem datas ou lugares definidos, o Jethro Tull desembarcará no Brasil em junho do ano que vem com a The Prog Years Tour, que como o nome indica, deve focar no lado mais progressivo da banda que foi uma das mais influentes do gênero nos anos 1970.

Atualmente, o Jethro Tull conta com um time de músicos tarimbados, mas apenas com o líder Ian Anderson e nenhum outro de seus membros clássicos. O grupo já esteve algumas vezes no Brasil (a última em 2007) e Anderson também passou por aqui em suas turnês solo de 2015 e 2017.

Com uma sonoridade calcada em timbres acústicos, com a flauta como um dos instrumentos principais e combinando influências do folk e do blues, o Jethro Tull fez bastante sucesso e foi um dos grandes artífices do rock progressivo, embora também tenha trilhado outros caminhos musicais em seus mais de 50 anos de carreira.

O grupo foi fundado por Ian Anderson (vocais, flauta, violão), seu principal compositor, em 1967, em Blackpool, na Inglaterra, e gravou seu primeiro álbum no ano seguinte, This Was. O início da banda tem uma pequena anedota na história do rock porque o guitarrista original, Mick Abrahams, abandonou a banda logo após o lançamento e foi substituído por Tony Iommi, mas este desistiu após duas semanas e faria sucesso dois anos depois no Black Sabbath. Ele seria substituído por Martin Barre, que permaneceu no Jethro Tull até 2012.

A sonoridade blues-folk do Jethro Tull agradou o público e a crítica e o segundo álbum, Stand Up (1969) chegou ao primeiro lugar das paradas britânicas e deu partida na fase áurea do grupo, que desenvolveu uma linguagem mais progressiva nos trabalhos seguintes, como Aqualung (1971), Thick as a Brick (1972) e A Passion Play (1973). O esgotamento do gênero levou a banda a investir em um rock ligeiramente mais pesado, embora mantendo os aspectos folk, no fim dos anos 1970, com álbuns menos conhecidos, mas também apreciados, como Songs of The Wood (1977) e Heavy Horses (1978). O grupo ainda flertou com o eletrônico em meados dos anos 1980 e viu um inesperado retorno de popularidade que gerou o álbum A Crest in The Knave (1987) ganhando o Grammy.

Mesmo muito distante de seus anos de glória, o Jethro Tull continuou em frente, fazendo música de qualidade, ainda que sem o brilho e a genialidade do passado.