A Variety fez uma reportagem sobre a produção dos filmes em Hollywood em tempos da pandemia global do novo coronavírus e a revista estima que produções como The Batman e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura podem ter as datas de estreia adiadas, mesmo previstos para 2021. Este ano, vários filmes foram obrigados a mudar ou cancelar suas estreias ao mesmo tempo em que a produção de novos filmes em andamento foram todas paralisadas.

Isso quer dizer que a indústria de Hollywood praticamente parou. Com isso, a Variety já prevê que grandes mudanças irão ocorrer e uma era de instabilidade irá se estabelecer. Por exemplo, é garantido que os estúdios irão adaptar seus calendários às agendas de seus astros principais, mas não poderão fazer o mesmo por atores coadjuvantes. Ou seja, na prática, quando as produções forem retomadas e os estúdios refizerem suas agendas, alguns atores não poderão mais voltar aos filmes que já haviam iniciado e isso obrigará à substituição deles e à refilmagens de cenas já gravadas.

Não é nada promissor.

The Batman havia iniciado suas gravações e já acumulava 7 semanas de filmagens, mas precisou parar por causa da pandemia no Reino Unido, onde a produção está estacionada.

Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura não havia iniciado as gravações, mas o iria fazer em breve.

Prognósticos desse tipo levam a Variety a considerar que mesmo com o grande tempo até suas estreias – em junho e novembro de 2021, respectivamente – ambos poderão ter suas datas de estreia adiadas.

Todos os grandes lançamentos deste ano também tiveram suas estreias adiadas por causa da pandemia do vírus, como 007 – Sem Tempo para Morrer, Os Novos Mutantes, Viúva Negra, Mulher-Maravilha. Os Eternos, cuja estreia está prevista para novembro ainda não foi alterado.

O fato é que as novas datas de estreia irão também criar um efeito cascata que destruirá o calendário de lançamentos previamente construído.

E as previsões otimistas dizem que a pandemia será vencida em julho ou agosto, em países no início da “curva” de casos, como o Brasil e os Estados Unidos. Somente daí para frente virão as reestreias.

Em todos os países em que a pandemia se deu de forma mais grave, a melhor saída para evitar mais contágio foi o isolamento social, com as pessoas ficando em casa para evitar contatos e a transmissão do vírus. Países que não tomaram essa medida rapidamente amargam o elevadíssimo número de mortos da doença, como a Itália, que chegou a ter entre 600 e 700 mortes por dia. Nos últimos dias, a França chegou a ter mais de 300 mortos por dia e somente a cidade de Nova York, nos Estados Unidos, teve 100 mortos em um único dia.

Na China, onde a pandemia iniciou, os cinemas irão ser reativados essa semana, trazendo de volta produções antigas, como os quatro filmes dos Vingadores. O mundo está atento ao mesmo tempo em que há a preocupação de que a epidemia retorne ao país. O exemplo chinês serve de parâmetro para o mundo.