Uma pesquisa nacional realizada nos Estados Unidos e divulgada pela Variety informa que cinemas e outros grandes eventos públicos irão ter severa diminuição de público após a pandemia mundial do novo Coronavírus.

A pesquisa foi realizada pela Performance Research em parceria com a Full Circle Research Co. e entrevistou mil pessoas nos EUA. Segundo a Variety, 44% respondeu que irão a menos grandes eventos públicos mesmo quando o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em inglês) os liberarem. 47% chega a dizer que tais eventos irão lhe assustar por muito tempo.

O cenário é ainda pior para os cinemas: 49% afirma que demorará entre alguns meses até “possivelmente nunca mais” para regressar a uma sala de projeção, o que é um mau prognóstico para os estúdios de Hollywood. Também, 28% afirma que irá menos ao cinema do que antes.

Todas as grandes estreias previstas para o período de março a julho foram adiadas para o segundo semestre ou mesmo para o ano que vem, mas a pesquisa indica uma erosão do público que irá ter efeito nefasto nas bilheterias, mesmo que 56% diga que manterá a frequência normal depois da crise e 15% garanta que irá até aumentar a frequência.

Esses números sugerem que esse mercado precisará de mudanças significativas depois disso tudo, assim como outros, como o de concertos musicais, aos quais 56% dizem que demorarão de alguns meses até nunca. Eventos esportivos in-door e parques temáticos (como os da Disney) recebem 51% e 50% da mesma resposta, respectivamente.

Outros eventos como parques públicos, praias e eventos esportivos ao ar livre são menos atingidos, com 64% e 56% das pessoas dizendo que voltarão ou imediatamente ou após algumas semanas da liberação dos CDC.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 26 de março, mas a situação da pandemia já piorou muito nos EUA desde lá. Naqueles dias, o país tinha saltado de 43 mil para 83 mil casos, porém, hoje, o país já apresenta mais de 200 mil casos e mais de 4.500 mortes.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é manter o isolamento social horizontal (ou seja, para todas as pessoas ficarem em casa, à exceção daqueles envolvidos com serviços realmente essenciais, como o sistema de saúde) para diminuir a propagação do vírus.