Faleceu hoje o diretor de cinema norte-americano Joel Schumacher, conhecido dos fãs de quadrinhos por ter dirigido Batman Eternamente e Batman & Robin nos anos 1990.

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Os dois filmes foram os número 3 e 4 da primeira franquia do homem-morcego no cinema, após a série ter se iniciado com o diretor Tim Burton, com Batman – O Filme (1989) e Batman – O Retorno (1992), ambos estrelados por Michael Keaton. Mas a Warner ficou assustada com o clima sombrio e bizarro do diretor e decidiu encaminhar a franquia para um lado mais “família”, trazendo então, Joel Schumacher à bordo, então, um conhecido diretor de dramas e com alguma abordagem juvenil. Ele dirigiu Batman Eternamente (1995), estrelado por Val Kilmer e tendo Jim Carey como Charada e Tommy Lee Jones como Duas Caras, ainda introduzindo o Robin vivido por Chris O’Donell; e infame Batman & Robin (1997), estrelado por George Clooney e O’Donell.

O cartaz de Batman Eternamente: espalhafatoso e colorido.
Duas Caras e Charada na visão de Schumacher.

Infelizmente, a visão colorida, humorada e cafona de Schumacher para o personagem não caiu bem para o Batman e seus dois filmes são horrorosos e terminaram por “matar” a franquia, que só foi retomada (do zero) em 2005, com Christopher Nolan e sua abordagem séria, adulta, sombria e realista.

Batman e Robin: não dá para ser pior do que isso. Ou dá?

Os filmes do Batman, na verdade, fizeram mal para a carreira de Joel Schumacher, que até então tinha dirigido filmes muito interessantes, como O primeiro ano do resto de nossas vidas (1985), Os Garotos Perdidos (1987), Um toque de infidelidade (1989), Um Dia de Fúria (1993), O Cliente (1994).

Depois da aventura da DC Comics, Schumacher demorou um tempo a se alinhar, mas ainda dirigiu com sucesso Por um fio (2002), O Fantasma da Ópera (2004) e O Número 23 (2007). Na última década, sua produção diminuiu, embora ele ainda tenha dirigido episódios de House of Cards.

Nascido em Nova York em 1939, Joel Schumacher tinha 80 anos e morreu vítima de um câncer.