Em continuidade às notícias de ontem sobre Jared Leto voltar a ser o Coringa na Liga da Justiça de Zack Snyder, hoje, uma fonte um pouco menos confiável trouxe alguns complementos interessantes. Segundo o Cosmic Book Movie, o diretor J.J. Abrams irá assumir a franquia do Superman nos cinemas, mas irá aguardar o resultado da nova/ velha versão da equipe da DC Comics para decidir se mantém ou não o ator Henry Cavill no papel. Além disso, o site avisa que permanecem os rumores de que Ben Affleck voltará ser o Batman em uma série de TV ou filme da HBO Max, como reafirmou ontem The Cultured Nerd.

Os rumores de que J.J. Abrams não só são persistentes como lógicos. Antes de ser um dos diretores destacados de Hollywood, Abrams escreveu o roteiro de um filme do Superman que nunca foi filmado e seria dirigido por McG (de As Panteras), antes de tudo ir para a lata de lixo e ser substituído por Superman – O Retorno, de Bryan Singer, lançado em 2006.

No ano passado, a produtora de Abrams, a Bad Robot, assinou um grande contrato com a WarnerMedia para produzir material de filmes e séries de TV às empresas do grupo, o primeiro desses frutos já sendo Lovecraft County, na HBO, fazendo bastante sucesso. Para se ter uma ideia de como o acordo é importante, a esposa de Abrams, a produtora Katie McGrath, foi uma das responsáveis por Ann Sardoff se tornar a CEO da Warner Bros., pois se recusou a assinar o contrato caso Kevin Tsujihara permanecesse no caso, após o executivo ser alvo de denúncias de abuso sexual.

Abrams vem se destacando nos últimos anos em “resgatar” franquias desgastadas, como fez com o relançamento de Star Trek com Chris Pine e a Trilogia Sequência de Star Wars, com o Despertar da Força, ainda que ambas tenham desandado um pouco depois. E sua vinculação prévia com o Superman o fazem um candidato sério a assumir os filmes do homem de aço. O que se diz é que quando o acordo da Bad Robot foi assinado ficou explícito que Abrams iria pegar o Superman, muito por causa da vontade da Warner. Também se fala no Lanterna Verde e ainda há o filme Tropa dos Lanternas Verdes na gaveta.

O acordo com Abrams teria sido o motivo da Warner ter recusado o projeto que foi apresentado por Henry Cavill e o roteirista e diretor Christopher McQuarrie (de Missão Impossível) para O Homem de Aço 2, que o Cosmic Book Movie confirma ter sido apresentado no ano passado.

Mas a questão é que a bola está com Abrams que prefere esperar para ver como Liga da Justiça de Zack Snyder será recebida pelo público para decidir se segue adiante com Cavill e O Homem de Aço 2 ou zera tudo com um novo ator mais jovem. Esta opção está na baila para calibrar o Superman com o Batman de Robert Pattinson, que é bem mais jovem do que Cavill.

Ainda assim, o site insiste que Cavill assinou um contrato com a Warner para continuar como o Superman, mas fazendo participações especiais em filmes como Shazam 2 e Black Adam.

E falando no Batman… O Cosmic Book Movie reforça os rumores de que o ator e diretor Ben Affleck assinou um contrato para desenvolver uma série de produtos para HBO Max, mantendo-se no papel do cavaleiro das trevas em paralelo à versão dos cinemas com Robert Pattinson. Esse boato já correu antes, mas volta e meia ressurge na mídia e ontem mesmo foi noticiado de novo pelo The Cultured Nerd.

Segundo eles, Affleck irá desenvolver ou uma série de TV ou uma série de filmes explorando a morte do Robin nas mãos do Coringa, conforme foi sugerido em Batman vs Superman – A Origem da Justiça. E essa notícia vem a casar com a de ontem de que Jared Leto reprisará o papel do palhaço do crime na Liga da Justiça de Zack Snyder.

Sem dúvida é interessante, embora estranho. Mas a Warner já manteve versões paralelas de seus heróis antes: o Superman vivido por Tom Welling em Smallville e por Brandon Routh em O Retorno ou o Flash por Grant Gustin e Ezra Miller na TV e no cinema. E o estúdio parece que vai assumir isso como parte de seu Multiverso. Então, nesse contexto é possível termos o Batman com Pattinson nos cinemas e com Affleck na HBO Max.

É duvidoso, mas com a ausência de lançamentos nos cinemas por causa da pandemia mundial da Covid-19, tudo é possível.