A banda paulista Os Mutantes foi uma das mais importantes da história da música brasileira e ganha mais uma biografia literária focada agora em sua discografia, das mãos de Chris Fuscaldo: Discobiografia Mutante: Discos que Revolucionaram a Música Brasileira.

A banda já possui uma biografia relativamente famosa escrita por Carlos Calado, mas o livro foi duramente criticado pela cantora e compositora Rita Lee, membro fundadora do grupo, em sua autobiografia, lançada recentemente.

Chris Fuscaldo destaca, segundo a Folha de São Paulo, que descobriu bastante informações novas sobre as gravações da banda e os discos. O livro traz a discografia não somente do grupo, mas de seus membros em carreiras individuais.

O livro comemora os 50 anos de lançamento do primeiro álbum da banda, Os Mutantes, lançado em 1968, e foi financiado por uma campanha de crowfunding.

Chris Fuscaldo é jornalista que já trabalhou em O Globo e na revista Rolling Stone brasileira, e escreveu o livro Discobiografia Legionária, sobre a discografia da Legião Urbana.

Os Mutantes se formaram em São Paulo, em 1966, com os irmãos Arnaldo Baptista (baixo, piano e vocais) e Sérgio Dias (vocais e guitarra) mais Rita Lee (vocais, flauta, percussão, teclados). Muito rápido a banda ganhou notoriedade em programas de TV e participou de gravações de Nana Caymmi, Gilberto Gil e Caetano Veloso, até gravarem o primeiro álbum homônimo, em 1968.

Pouco depois, o trio original foi acrescentado dos músicos que os acompanhavam, Liminha (baixo) e Dinho Paes Lima (bateria), e virou um quinteto.

A banda fez bastante sucesso na crítica especializada e no circuito musical e ganhou até notoriedade internacional. Em 1972, Rita Lee saiu e seguiu para carreira solo, enquanto Arnaldo Baptista também saiu em 1973.

Em 1974, todos os outros membros deixaram a banda, restando somente Sérgio Dias liderando outros músicos até 1977, quando encerraram as atividades.

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