O TJRJ determinou que os ex-membros da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, terão que pagar para usar o nome da banda à empresa que detém a propriedade intelectual do grupo, e que é controlada por Giuliano Manfredini, filho do outro membro (e líder), Renato Russo, falecido em 1996.

A 9a Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que os músicos paguem um terço dos dividendos relativos ao nome do grupo à empresa que detém a propriedade da marca, a Legião Urbana Produções Artísticas, de Giuliano Manfredini.

Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá já fizeram duas turnês celebrativas à música da Legião Urbana, mas não se apresentam usando o nome do grupo. Ainda assim, a determinação da Justiça diz que os lucros obtidos nesses shows têm que ser divididos com o herdeiro de Renato Russo.

A Legião Urbana se formou em Brasília em 1982 e estreou em disco três anos depois, se tornando a mais popular e prestigiada banda do rock nacional. O grupo acabou em 1996 com a morte de Renato Russo, aos 36 anos, vítima da combinação de uma grave crise depressiva e do vírus HIV.

Sempre houve certa rivalidade entre Villa-Lobos e Bonfá e a família de Renato Russo. As coisas pioraram, porém, quando Giuliano Manfredini, o filho do músico, que hoje tem 29 anos, assumiu o controle da Legião Urbana Produções Artísticas.

O herdeiro, contudo, também está em um conflito aberto contra a avó e a tia, Carminha e Carmen Tereza Manfredini, inclusive, trocando farpas pela imprensa, o que motivou um processo judicial movido pelo rapaz, cujo ganho de causa foi dado às mulheres.