O Making Star Wars pode ter descoberto um dos grandes mistérios da Nova Trilogia da saga espacial que terá seu “último” capítulo lançado com Star Wars – A Ascensão Skywalker: a identidade dos pais de Rey.

Não custa informar que as informações adiante são potenciais spoilers, não é?

O site diz que uma de suas fontes garantiu esta história: anos no passado, Leia Organa aceitou ser treinada por Luke Skywalker (seu irmão) nas artes da Força, mas passado um tempo, ela desistiu e voltou para “casa”. Nesse ínterim, o marido dela, Han Solo, teria tido um caso com uma mulher misteriosa e tido uma filha: Rey. A mulher foi embora e desapareceu.

Ben Solo, o filho de Han e Leia, descobriu a história, ficou furioso e teve uma reação violenta, no que os pais decidiram mandá-lo para treinar suas habilidades Jedi com Luke, o que – como mostra Os Últimos Jedi – deu muito errado, com Ben cada vez mais violento e propenso ao Lado Sombrio da Força até destruir o centro de treinamento de Luke e matar os outros aprendizes e ser cooptado pelo Supremo Líder Snoke e se juntar aos Cavaleiros de Ren e adotar o nome Kylo Ren.

O site diz ainda (via a fonte) que Kylo Ren sabia das origens de Rey, assim como Lando Calrissian, que contaria a história para Poe e Finn, enquanto Rey descobriria a verdade por outros meios.

Como qualquer um que tenha assistido Os Últimos Jedi já deve estar se perguntando, isso cria um grande problema, pois um dos fios condutores desse filme é justamente a tensão sexual entre Kylo Ren e Rey, com ele tentando levá-la ao Lado Sombrio e ela ao Lado Luminoso. E se Ben Solo já sabia que ela era sua meia-irmã, então, isso torna tudo ainda mais bizarro.

Além disso, a conexão com a Força é sempre mostrada como algo herdado, e está muito claro que Han Solo nunca foi conectado à Força, então, quem é a misteriosa mulher que teria tal conexão?

Todo esse rumor parece estranho demais e eu não daria muito crédito. O Making Star Wars é um dos mais confiáveis no tema, mas depende da vericidade de suas fontes, não é mesmo? Essa história está estranha e bizarra demais para parecer verdade.

Em O Despertar da Força, o diretor J.J. Abrams fez mistério sobre as origens de Rey, levando os fãs a fazer uma série de questionamentos, especialmente pelo fato dela ter uma série de visões do passado logo após tocar o sabre de luz que pertenceu a Anakin Skywalker (que mais tarde viraria o vilão Darth Vader) e depois ao filho dele, e grande herói da Rebelião contra o Império, Luke Skywalker.

Mas os planos da LucasFilm inicialmente eram fazer cada Episódio da Nova Trilogia ser dirigida por um diretor diferente, então, Rian Johnson assumiu Os Últimos Jedi, e neste procura desfazer várias das questões do anterior, dizendo rapidamente que os pais de Rey eram “Zé Ninguém”, dois catadores de lixo que venderam a própria filha como escrava.

Todavia, como Colin Trevorrow desistiu de dirigir o Episódio IX, coube a J.J. Abrams retornar à franquia e terminar a trilogia que começou, com A Ascensão Skywalker. Irá o diretor resgatar os elementos misteriosos (e conectados) da origem de Rey ou irá acatar a origem mundana e trágica da heroína?

Não seria nada mal a segunda opção, dando-lhe uma origem não-nobre e comum, mostrando que pessoas ordinárias podem se tornar extraordinárias, mesmo com os desafios da vida.

No entanto, não parece ser assim que funciona Hollywood. Por isso, é muito provável que Abrams irá revisitar o tema, usando o simples argumento de que Snoke mentiu para a heroína.

Mas daí Rey ser fruto de um caso extraconjugal de Han Solo é uma coisa totalmente diferente.

Seria mais fácil ela ser filha apenas de Leia, mas será que Abrams irá trilhar o caminho do incesto?

É muito mais provável que – caso Abrams opte por mudar as coisas – Rey tenha conexões outras com o mundo Jedi, como uma ligação de parentesco com Obi-Wan Kenobi – que afinal é quem se comunica (discretamente) com ela quando toca o sabre de luz dos Skywalkers – ou mesmo com o próprio Luke.

Quando a Disney comprou a LucasFilm e deu início à produção dos novos filmes – com O Despertar da Força inaugurando tudo em 2015 – a empresa começou a construir um novo cânone para o que acontece após os eventos mais tardios da saga até então, que era o fim da Trilogia Clássica. Tal gesto levou a desconsiderar o Universo Expandido, uma rede de histórias criadas em livros, HQs e games que narravam o passado e o futuro da saga.

No Universo Expandido, Luke Skywalker casou após os eventos de O Retorno de Jedi, com Mara Jade, uma quase-Sith que é redimida por ele e chegaram a ter filhos.

O novo cânone explorou muito pouco o “futuro” de Luke e a Nova Trilogia não afirma (mas também não nega) essa parte da história. O longo lapso temporal de 30 anos entre O Retorno de Jedi e O Despertar da Força deixa aberta infinitas possibilidades paras o histórico do maior herói da saga. Inclusive, a existência de Mara Jade – que morre jovem no Universo Expandido.

Por fim, vale ressaltar que, dentre as informações trazidas à tona pelo MSW, a ideia de que Leia foi treinada na Força por Luke e desistiu já tinha aparecido em rumores recentes, mas sob outro contexto: de que os irmãos teriam tido uma visão terrível do futuro e interpretaram que o melhor caminho seria Leia não seguir a trilha Jedi, com ela passando a se dedicar à política primeiro e, com a ascensão da Primeira Ordem, à guerra depois.

E para terminar, outra notícia correlata à A Ascensão Skywalker é a de que o nome de Matt Smith (Doctor Who? e The Crown) teria sido removido dos créditos discretamente no site oficial do filme.

Ninguém sabia quem era o personagem interpretado por Mat Smith, mas os rumores mais recentes diriam que seria um Sith, discípulo do Imperador Palpatine, que seria, portanto, um dos principais oponentes do longa. Inclusive, outro rumor afirmava que, na batalha final, esse discípulo seria encarnado pelo espírito do Imperador para lutar contra Rey e Kylo Ren.

Vamos esperar para ver se Smith foi cortado do filme ou isso foi apenas um mal entendido.

Star Wars – The Rise of Skywalker estreia em 20 de dezembro.