Ainda notícias do fim de semana, mas não podíamos deixar de registrar! Coringa ganhou o Leão de Ouro, o maior prêmio do Festival de Veneza, um dos mais importantes do cinema mundial.

É um feito e tanto! Festivais como Veneza, Cannes ou Toronto são dedicados essencialmente ao “cinema de qualidade” e quase sempre são pouco influenciados por obras mais “pop” como um filme baseado nos quadrinhos do Batman.

Coringa se une a uma extensa lista de filmes aclamados como A Liberdade é Azul, Nenhum a Menos, Em Nome de Deus, O Segredo de Brokeback Montain, De Longe te Observo, A Forma da Água e Roma; apenas para citar as últimas décadas.

O Grande Júri do festival deu o prêmio a Coringa, que foi recebido pelo diretor Todd Phillips e pelo ator Joaquin Phoenix, ganhando do controverso An Office and a Spy, de Roman Polansky, o ex-célebre diretor que teve a carreira e a reputação manchados (destruídos?) por uma acusação de estupro.

Curiosamente, o Júri presidido pela argentina Lucrécia Martel não deu o prêmio de Melhor Ator para Joaquin Phoenix, entregando-o a Luca Marinelli por ter vivido o escritor Jack London em Martin Éden.

De qualquer modo, a premiação só reforça o hype em torno de Joker, que já é apontado como favorito na temporada de prêmios do ano que vem. Se já era considerada certa a indicação de Phoenix ao Oscar de Melhor Ator (e talvez até levar a estatueta para casa?), com o Leão de Ouro, Coringa ganha força para uma indicação de Melhor Filme, seguindo os passos de Pantera Negra, que foi o primeiro filme baseado em quadrinhos a ser indicado nessa categoria.

Enquanto isso, o Coringa (personagem) vai se consolidando como palco para grandes performances, tal qual Hamlet ou McBeth, pois Jack Nicholson foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, por Batman – O Filme, de 1989 (e não levou); Heath Ledger ganhou na mesma categoria por Batman – O Cavaleiro das Trevas; e agora pode chegar a vez de Joaquin Phoenix por Coringa, mas na categoria Melhor Ator.

Seria apenas a segunda vez que um personagem ganharia dois Oscars de Melhor Ator, depois de Don Vito Corleone, que venceu com Marlon Brando em O Poderoso Chefão, de 1972, e com Robert DeNiro na versão mais jovem, na sequência de 1974.

Quem Sabe?