O lendário baterista Ginger Baker faleceu em 06 de outubro passado e ganhará uma grande homenagem capitaneada por seu antigo parceiro de bandas, o guitarrista Eric Clapton, que irá organizar um tributo beneficente em sua memória, noticia o New Musical Express.

Baker e Clapton no show de estreia do Blind Faith, em 1969.

Eric Clapton & Friends: A Tribute to Ginger Baker terá lugar no Hammersmith’s Apollo de Londres no dia 17 de fevereiro de 2020. O guitarrista ainda não anunciou outros nomes que irão tocar, mas deve ser uma noite dedicada à música que Baker produziu, tendo sido ele um dos bateristas mais influentes da história do rock.

Clapton tocou com ele em duas bandas, Cream e Blind Faith e o “deus da guitarra” já emprestou sua fama e talento para realizar tributos a músicos falecidos que manteve parceria, como o ex-Beatles George Harrison e o compositor J.J. Cale.

Nascido em 1939, Baker aprendeu a tocar bateria aos 15 anos e já começou de imediato uma carreira pelos clubes de jazz de Londres até tocar na lendária The Blues Incorporated, a banda seminal do movimento de R&B de Londres, que daria origem a bandas como Rolling Stones, The Who e Led Zeppelin. Dali, montou a The Graham Bond Organization, ao lado do baixista Jack Bruce, com um viés mais jazzístico.

Jack Bruce, Ginger Baker e Eric Clapton no Cream, em 1967.

O grupo acabou em 1965, mas no ano seguinte, os caminhos de Bruce e Baker se cruzaram de novo, apesar dos dois se odiarem: Eric Clapton os convidou para montar o Cream, que se tornou uma das bandas mais famosas de rock dos anos 1960. Com o fim em 1968, meio acidentalmente, Clapton e Baker se reuniram de novo no Blind Faith, que apesar do sucesso estrondoso lançou um único álbum.

Baker saiu dos holofotes depois disso, embora tenha lançado a banda Air Force e gravado discos com o músico africano Fela Kuti, mantendo a carreira ativa até os anos 2000, quando problemas de saúde o forçaram a se aposentar.

O baterista passou boa parte da vida lutando contra o vício em heroína e disse ao The Guardian em 2013 que abandonou a droga 29 vezes! Também foi fumante voraz. Uma cirurgia no coração em 2015 causou o fim de sua carreira, mas sua saúde jamais se recuperou depois disso. Ele faleceu aos 80 anos de idade.