Após uma estreia decepcionante no Japão, Aves de Rapina – Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa praticamente encerra sua carreira nos cinemas com apenas US$ 200 milhões. É a mais baixa arrecadação de um filme da DC Comics em duas décadas.

Birds of Prey custou na casa dos 80 milhões e a bilheteria de 200 milhões para um filme Censura 18 Anos (nos EUA) não é uma catástrofe total, mas é uma nota decepcionante quando se imagina os filmes de super-heróis. Ainda mais quando Deadpool teve dois filmes com mais de 700 milhões cada e Coringa também foi Censura 18 Anos em 2019 e atingiu US$ 1 bilhão.

Mas aí deve estar parte do problema… Coringa e Arlequina são intimamente ligados e dois filmes tão próximos (e ambos com Censura 18 Anos) com certeza foi um erro estratégico da Warner.

Foi uma ousadia de Margot Robbie capitanear um filme de pegada feminina e embalar num clima de máfia. E o filme é ótimo, mas Aves de Rapina não é um nome conhecido da DC Comics e mesmo com a boa aceitação da Arlequina dentro de Esquadrão Suicida, a DC tem que reconhecer que não é a Marvel.

Para o bem ou para o mal, a Marvel conseguiu emplacar nomes desconhecidos como Guardiões da Galáxia, Homen-Formiga, Pantera Negra e Capitã Marvel não apenas em sucessos de bilheteria, mas alguns até em fenômenos culturais.

Por vários motivos – que não irei desenvolver aqui – a DC Comics não conseguiu sequer emplacar um filme da Liga da Justiça, reunindo Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman e Flash no mesmo filme. Ainda que tenha conseguido sucesso com Mulher-Maravilha e Aquaman, um “ok” com Shazam! e surpreendido com Coringa, a DC precisa ainda descobrir a fórmula mágica de tornar seu Universo Cinematográfico viável financeiramente.

O estúdio precisará de muita capacidade analítica e autocrítica para viver tranquilamente em termos de manter a DC atraente e confiável (para o público) nos cinemas.