A pandemia da Covid-19 está longe de passar. Ou pelo menos os seus efeitos em termos de negócio. O The Hollywood Reporter publicou uma matéria com entrevista com Doug Creutz, analista da The Walt Disney Company, e o prognóstico é sério: novos filmes blockbuster só devem ser lançados no meio de 2021. E os parques da Disney também devem fechar de novo!

Segundo Creutz, o ano fiscal de 2020, que termina agora em setembro, não terá lançamentos, e o ano fiscal de 2021 terá muito poucos. O executivo não espera que os cinemas dos Estados Unidos abram “de verdade” nesse meio tempo, mesmo que algumas pequenas redes mantenham a exibição de filmes antigos.

Luke Skywlaker vs Darth Vader em O Império Contra-Ataca.

Atualmente, no país, filmes “de catálogo”, o que levou ao curioso caso de que, no fim de semana passado, o número 1 das bilheterias foi Star Wars – O Império Contra-Ataca, de 1983, melhor obra da franquia e que chegou ao N.º 1 pela terceira vez na história: na data do lançamento original; no relançamento especial de 1997; e agora em 2020. O segundo lugar foi Pantera Negra do Marvel Studios. Ambas as empresas – LucasFilm e Marvel – pertencem à Disney.

Mas é um movimento muito pequeno, apenas para manter alguma lucratividades aos cinemas, que correm o risco de fechar com o aumento dos casos de Covid-19 nos EUA nos últimos dias.

Falando nisso, um dos setores mais lucrativos da Disney são os parques temáticos, e os maiores são a Disneyland e a Disneyworld. Os estados em que ficam, Califórnia e Flórida, são os responsáveis por 33% dos novos casos de Covid-19 nos EUA, diz o THR. É uma má notícia. O Disneyworld, destino favorito da classe média brasileira, reabriu cheio de restrições no fim de semana passado, mas o primeiro permanece fechado, já que as medidas da Califórnia – lar de Los Angeles e Hollywood – são mais rígidas no combate ao vírus.

Creutz diz que os parques da companhia só voltarão a ganhar nos valores de 2019 em 2025 e que o parque da Flórida corre o sério risco de fechar de novo, em vista da retomada de crescimento da pandemia.

Se a companhia está alinhada com pensamento de Creutz, isso significa que os fãs não verão os filmes do Marvel Studios até por volta do fim do verão do hemisfério norte do ano que vem.

Viúva Negra, por exemplo, que está previsto para chegar aos cinemas em novembro? Nada feito! Os Eternos, que sairia em novembro e foi movido para fevereiro? Também não.

Não à toa, a companhia começa a mover mais depressa as produções de TV, que serão lançadas no canal de streaming Disney+, já que o arrefecimento da pandemia na Europa (pelo menos por ora) permite que, com restrições, as filmagens voltem a ocorrer por lá. E já que não há cinemas para lançar filmes, então, ao menos encher os lares de novos produtos para que possam ser consumidos e capitalizar a empresa.

Han Solo: de volta via TV?

Daí, os rumores de que mesmo um filme que foi um fracasso completo nos cinemas, como Han Solo – Uma História Star Wars, já ganha boatos de que uma série de derivados estão sendo desenvolvidos. Também não à toa que crescem os rumores sobre a série de Obi-Wan Kenobi, também da franquia. Novas séries de TV do Marvel Studios também deve acelerar.

É um novo mundo. Um novo normal.

Até quando?