Enquanto o Marvel Studios amplia seu leque de filmes, Shang Chi, o Mestre do Kung Fu estreia no cinema com Shang-Chi e a Lenda dos 10 Anéis. Mas quem é esse obscuro personagem da Marvel Comics? Vamos conhecê-lo!

Mas antes de nada, não esqueça que os Guardiões da Galáxia ou mesmo o Homem de Ferro eram praticamente desconhecidos do grande público antes do Marvel Studios levá-los à telona.

Shang-Chi foi um popular personagem da Marvel Comics dos anos 1970, quando a editora investiu um segmento de artes marciais. Naquele tempo, a Marvel se tornava a principal editora do mercado de HQs – desbancando a onipotente DC Comics – e com o enfraquecimento do Comics Code Authority (CCA – órgão de autocensura das editoras dos EUA) era chegado o momento de ampliar os horizontes.

Assim, enquanto a Marvel continuava a fazer sucesso com sua linha de heróis – Homem-Aranha, Vingadores, Quarteto Fantástico etc. – investiu pesado em novas linhas editoriais, como terror (com as aventuras de Drácula, do Lobisomem e de Blade, o caça vampiros); aventuras na selva (Pantera Negra, Ka-Zar); heróis espaciais (Capitão Marvel, Adam Warlock, Surfista Prateado, Guardiões da Galáxia [primeira versão]); heróis afrodescendentes (Luke Cage, cujas histórias traziam também Misty Knight; e o Falcão, parceiro de luta do Capitão América em sua revista); super-heroínas (Miss Marvel [atual, Capitã Marvel], Mulher-Aranha, Mulher-Hulk); capa, espada e feitiçaria (Conan, o bárbaro); e uma linha de artes marciais, uma febre da época, com Shang-Chi, Punho de Ferro, Tigre Branco e as Filhas do Dragão.

O primeiro passo da Marvel em criar seu núcleo de heróis de artes marciais veio em 1972, na tentativa de lançar uma revista adaptando a série de TV Kung Fu, estrelada por David Carredine, que era um grande sucesso. No mesmo período, os filmes de Bruce Lee também iam se tornando mais populares – e conquistaram os nerds primeiro – e ajudavam a criar uma febre de artes maciais nos EUA. E no mundo.

Como a Marvel não conseguiu os direitos de Kung Fu, o publisher Stan Lee e seu parceiro, o editor-chefe Roy Thomas, entregaram nas mãos de uma dupla de jovens criadores – o roteirista Steve Englehart e o desenhista e também roteirista Jim Starlin – a missão de substituir a lacuna com uma criação original no tema. Para emendar, podiam até usar o vilão Fu Manchu, sobre a qual iremos falar adiante.

Steve Englehart era, talvez, a maior estrela em ascensão da Marvel naqueles tempos. Escritor imaginativo e original, terminou sendo o principal substituto de Roy Thomas em alguns dos principais títulos da Marvel, quando este teve que diminuir seu ritmo de escrita ao se tornar editor-chefe da editora naquele mesmo ano de 1972 – justamente substituindo Stan Lee, que era promovido a publisher depois de 30 anos no cargo!

Englehart assumiu quase que simultaneamente as revistas do Quarteto Fantástico, Doutor Estranho, Incrível Hulk, Os Defensores, Vingadores e Capitão América, produzindo fases clássicas. Suas histórias mais conhecidas da época foram a espetacular fase nos Vingadores, em grandes arcos como A Madona Celestial e a Coroa da Serpente; além de histórias do Capitão América, como O Império Secreto.

Jim Starlin estava bem no início da carreira, principalmente como desenhista, mas não demoraria muito para assumir a revista do Homem de Ferro e nela criar o vilão Thanos, que exploraria em aventuras subsequentes do lado cósmico da editora, fazendo história em suas passagens sensacionais nas revistas de Capitão Marvel e Adam Warlock.

Steve Englehart e Jim Starlin criaram Shang-Chi na revista Special Marvel Edition 15, de 1973, que até então publicava reedições de histórias clássicas. Bem-recebido pelo público, o personagem foi publicado por três edições seguidas e, então, a revista mudou de título para The Hands of Shang-Chi: Master of Kung Fu, continuando a numeração e fazendo bastante sucesso.

A página de abertura da primeira aventura de Shang-Chi, tendo Fu Manchu à esquerda.

Essas primeiras histórias criaram a base da mitologia de Shang-Chi, que por sua vez, tomava de empréstimo a ambientação das histórias de Fu Manchu. A Marvel tinha recentemente adquirido os direitos do personagem Fu Manchu, um vilão chinês da literatura pulp criado pelo escritor britânico Sax Rhomer. Rhomer havia criado o vilão em uma trama publicada de modo serializado entre 1912 e 1913, e neste último ano, com o sucesso, terminou reunindo tudo no livro The Mystery of Dr. Fu Manchu.

Na trama, Fu Manchu era o líder de império criminoso chinês estabelecido em Londres, na Inglaterra, e era absolutamente um gênio, que precisava, então, ser combatido pela dupla de detetives Dennis Nayland Smith e o Dr. James Petrie. O livro fez ainda mais sucesso e Rhomer lançou duas sequências, em 1916 e 1917. Embora tenha produzido várias outras obras e se tornado um dos escritores de maior sucesso da década de 1920, a demanda por mais histórias baseadas em seu vilão permaneceu, de modo que Rhomer terminaria (meio a contragosto) retornando o personagem, em 1931, e produzindo mais 10 livros no tema até sua morte, em 1959.

Tendo licenciado esse material, a Marvel – por meio de Englehart e Starlin – criou a trama a partir daí, com Shang-Chi sendo um filho desconhecido de Fu Manchu e o herói tendo o pai como o seu maior inimigo. Outros personagens dos livros, como a filha de Fu Manchu, Fah Lo Suee (portanto, meia-irmã de Shang-Chi) e Dennis Nayland Smith e o Dr. James Petrie também eram parte do elenco fixo.

Com Fu Manchu em destaque à esquerda, Shang-Chi vai ao encontro da mãe, na trama de Englehart e arte de Starlin.

Na trama de Special Marvel Edition 15, Englehart e Starlin mostram que Shang-Chi nasceu em Honan, na China, e foi treinado nas artes marciais desde a infância. Seu nome significa “ascensão do espírito” em mandarim e, embora fosse um humano comum, havia atingido o máximo da perfeição humana em termos físicos e espirituais, e podia canalizar seu Chi de modo a aumentar ligeiramente sua força em alguns golpes, de modo similar ao que faria o Punho de Ferro, outro personagem da Marvel no campo das artes marciais que seria criado em breve.

Na história, Shang-Chi acredita que seu pai é um humanitário e sua organização, a Si-Fan, seja benéfica, e é enviado a Londres para matar James Petrie, descrito por seu pai como uma ameaça à paz mundial. O Mestre do Kung Fu cumpre sua missão, mas é interpelado por Dennis Nayland Smith, um agente do MI-6 (o serviço secreto britânico), que é o grande inimigo de Fu Manchu e revela a natureza maligna de seu pai. Em dúvida, Shang-Chi vai aos Estados Unidos em busca de sua mãe – que é uma americana que foi selecionada geneticamente por Fu Manchu para gerar o filho perfeito – e ela lhe confirma a natureza vilanesca do pai.

Shang-Chi na expressiva arte de Jim Starlin.

Shang-Chi confronta o pai e se declara seu inimigo, no que Fu Manchu reage, enviando o irmão adotivo dele, Meia Noite, para matá-lo. Vencedor, o Mestre do Kung Fu descobre de Petrie está vivo e une as forças a ele, Smith, Black Jack Tarr, Leiko Wu e o agente do MI6 Clive Reston, que aproveitando o “clima” literário das histórias nas quais eram baseadas, será em mais de uma ocasião apresentado sutilmente como um filho de James Bond, o agente 007!

Com o sucesso das três primeiras histórias, The Hands of Shang-Chi: The Master of Kung Fu assumiu a numeração da antiga revista a partir da edição 18, mas Englehart e Starlin saíram no número 22 e foram substituídos por Doug Moench e Paul Gulacy que levaram a revista a outro patamar e a um sucesso ainda maior. Enquanto Englehart estava bastante ocupado com outras revistas na Marvel, Moench tomou a revista como uma grande oportunidade e ampliou consideravelmente a complexidade das histórias, investindo numa pegada filosófica, influenciada pelo I Ching e por outras filosofias orientais muito em voga nos anos 1970.

A arte de Paul Gulacy põe Bruce Lee como molde para Shang-Chi.

Por sua vez, o desenhista Paul Gulacy lançou às favas qualquer pudor e passou a desenhar o rosto de Shang-Chi exatamente como o de Bruce Lee medida que com certeza ajudou a tornar The Hands of Shang-Chi um grande sucesso nos anos 1970. A temporada dessa dupla foi bastante longa, até o número 51, e foi o apogeu do personagem. A combinação da estética oriental exagerada dos filmes de Bruce Lee com o clima de espionagem à lá 007, mais a relação edipiana trágica entre o herói e seu pai foram um terreno fértil para roteiros sensacionais de Moench, que produziu sua primeira grande obra nos quadrinhos (o roteirista também teria célebres passagens pelo Batman da DC Comics nos anos 1980 e 90).

Mestre do Kung Fu: sucesso nos anos 1970. Arte de Paul Gulacy.

Contudo, a saída de Steve Englehart e Jim Starlin das histórias de Shangi-Chi não foi gratuita. Enquanto Moench e Gulacy assumiam a revista The Hands of Shang-Chi: Master of Kung Fu; o editor-chefe Roy Thomas convocou a dupla criadora para uma nova missão: lançar uma nova revista do personagem, mas destinada a outro público, assim, em abril de 1974 chegava às bancas Deadly Hands of Kung Fu 01.

Deadly Hands of Kung Fu era parte de uma nova linha de revistas da Marvel, lançadas pela companhia irmã Magazine Management, que tinham o formato tabloide (um pouco maior do que o comics tradicional), capa colorida e miolo em preto em branco. Comandada por Marv Wolfman, a linha teria várias revistas, como The Tomb of Dracula, The Hulk e – a mais conhecida de todas – The Savage Sword of Conan.

No caso de Deadly Hands of Kung Fu, enquanto Englehart e Starlin cuidavam das aventuras de Shang-Chi, a revista trazia histórias de vários outros personagens da linha de artes marciais, como Punho de Ferro, Tigre Branco, Filhos do Tigre e as Filhas do Dragão, Colleen Wing e Misty Knight. Além disso, a revista trazia resenhas de filmes de kung fu, fotos e notícias sobre Bruce Lee e até tutoriais sobre artes marciais. Uma biografia de Bruce Lee também seria publicada no formato em quadrinhos após algum tempo.

Deadly Hands of Kung Fu 01 e 02 trouxeram a origem mais detalhada de Shang-Chi e foi a contribuição final de Steve Englehart e Jim Starlin ao personagem. Dali em diante, o mesmo Doug Moench que escrevia a tradicional Master of Kung Fu assumiu os roteiros da publicação em preto e branco, contando com vários desenhistas diferentes, como Keith Pollard. Esta dupla, por exemplo, contou ainda mais detalhes da origem na edição 05.

Embora cada personagem de Deadly Hands of Kung Fu tivesse suas histórias, ocorreram crossovers e tramas que se completavam entre eles. A revista teve 33 edições publicadas até 1977.

Shang-Chi, Clive Reston e Leiku Wu na arte de Paul Gulacy.

De volta à mensal e colorida The Hands of Shang-Chi: Master of Kung Fu, após a saída do desenhista Paul Gulacy, Doug Moench continuou trabalhando com outros desenhistas, como Jim Craig, Mike Zeck e Gene Day. A fase de Mike Zeck teve bastante destaque, pois este desenhista teria longa carreira na Marvel (desenharia o Capitão América e o Homem-Aranha), e foi nela em que em prol de manter sua guerra contra a Si-Fan e Fu Manchu, Shang-Chi rompeu os laços com o MI6 e ele e seus amigos fundaram a Freelancer Restorations, empresa de fachada para uma agência secreta de espionagem, baseada em Stormhaven Castle, na Escócia, que estreou na edição 94, de 1980.

Nesse mesmo período, The Hands of Shang-Chi entrou em uma fase mais turbulenta do ponto de vista editorial, pois o editor-chefe da Marvel então, Jim Shooter, começou a interferir mais nas histórias, uma prática que seus antecessores (como Roy Thomas, Len Wein e Marv Wolfman) não praticavam. O fato é que a onda de artes marciais já tinha passado e as vendas de Master of Kung Fu caíram, o que levou a revista a deixar a periodicidade mensal para se tornar bimestral por volta do número 119. Esse atrito com Shooter levou ao desenhista Gene Day – que artefinalizava os desenhos de Mike Zeck e, depois, assumiu a arte sozinho, a partir da edição 114 – a sair do título. Coincidência macabra, Day encerrou a edição 120, de 1983, e morreu em seguida, de um ataque cardíaco.

A briga com Jim Shooter também levou Doug Moench a deixar a revista, escrevendo sua última história em The Hands of Shang-Chi 122, também em 1983, após ter comandado a revista por 102 edições, em 10 anos.

Dali em diante, Master of Kung Fu foi assumida pelo roteirista Alan Zelenetz, atuando quase como uma marionete de Jim Shooter, e contando com o desenhista William Johnson, mas foi uma fase curtíssima. A revista foi cancelada na edição 125, na qual além de (Shooter) Zelenetz e Johnson, houve arte adicional de Alan Kupperberg.

Em vista da revista ser sempre muito elogiada pela crítica, a Marvel concedeu a rara oportunidade de simplesmente encerrar sua trama, em vez de cancelar a história no meio. Assim, The Hands of Shang-Chi 125 traz um final (pretensamente) definitivo à jornada do Mestre do Kung Fu, com Shang-Chi matando o pai, derrotando a Fan-Si e indo viver tranquilamente como um pescador na China.

Vale lembrar que, no fim dos anos 1970, essas aventuras foram publicadas no Brasil pela editora Bloch em um título próprio chamado O Mestre do Kung Fu, que trazia, justamente, também histórias do Punho de Ferro. A editora Abril também publicou o personagem na revista Heróis da TV até encerrar as tramas originais.

Após o cancelamento de sua revista, Shang-Chi passou um longo período desaparecido das revistas da Marvel e, mais tarde, voltou em algumas ocasiões, mas nunca com o brilho ou popularidade do passado.

O mal estar do fim da revista deixou o personagem intocável por alguns anos, totalmente ausente das publicações da Marvel. Quando Jim Shooter deixou a editoria chefe da Marvel, em 1987, o novo editor, Tom DeFalco, convidou Doug Moench a criar um epílogo às histórias do Mestre do Kung Fu. Ao lado do desenhista Tom Grindberg, Moench publicou uma trama que retomava as velhas aventuras e elenco, com Shang-Chi descobrindo que Fu Manchu estava vivo e saindo de sua aposentadoria e se reunindo aos colegas do MI6. Essas aventuras foram publicadas sob a forma de capítulos curtos de 6 páginas ao longo de 8 capítulos na revista Marvel Comics Presents, em 1988, que tinha periodicidade quinzenal e publicava histórias curtas de vários personagens, com destaque para Wolverine, em suas primeiras aventuras solo.

Moench ainda escreveria outra aventura de Shang-Chi na edição especial Master of Kung Fu: Bleeding Black, em 1990, ao lado de David e Dan Day.

Dali, foram mais alguns anos no limbo, com Shang-Chi aparecendo muito esporadicamente nas aventuras de outros heróis da Marvel, como o Capitão América (em 1994) e do Thor (1998).

Em 1998, em busca de sair de sua maior crise editorial (e comercial) da história, a Marvel criou uma nova linha de revistas com histórias mais sérias chamada Marvel Knights, idealizada pelo desenhista Joe Quesada (movimento que o faria ser o novo editor-chefe da editora em 2000). Após bem-sucedidas histórias com o selo Marvel Knights de Demolidor, Justiceiro e outros, Quesada capitaneou o lançamento de uma revista mensal chamada Marvel Knights, reunindo esses heróis mais solitários e urbanos.

Com roteiros de Chuck Dixon (mais conhecido por suas histórias do Batman na década de 1990, como A Queda do Morcego – em que trabalhou ao lado de Doug Moench, que coisa!) e desenhos do uruguaio Ed Barreto, Marvel Knights (a revista) teve 15 edições publicadas entre 2000 e 2001, reunindo um elenco com Shang-Chi, Justiceiro, Demolidor, Viúva Negra, Adaga e Cavaleiro da Lua.

Mas o Mestre do Kung Fu só voltou a protagonizar uma aventura solo quando Marvel Knights ganhou uma “sequência” ainda mais radical: o Selo Max, da Marvel, destinado ao publico adulto, em 2002. Batizada apenas de Shang-Chi: Master of Kung Fu (mas desde então mais conhecida como Hellfire Apocalypse), foi uma minissérie em 6 edições, novamente escrita por Doug Moench e com desenhos de Paul Gulacy. O visual se aproveitava da influência do filme Matrix e dava ao Mestre do Kung Fu uma aparência à lá Neo, mas retomando a velha guerra de Shang-Chi e seus aliados do MI6 contra um renascido Fu Manchu, agora, reforçado por um novo meio-irmão do herói: Moving Shadow.

A revista foi até bem recebida, e a Marvel lançou ainda em 2006 uma revista chamada Heroes for Hire, coletando vários de seus personagens dos anos 1970, com Shang-Chi entre eles, mais Colleen Wing, Misty Knight, Gata Negra, Paladino e a nova Tarântula. Lançada no contexto da megassaga Guerra Civil, Heróis de Aluguel trazia roteiro de Justin Gray e Jimmy Palmiotti e arte de Billy Tucci; e durou até a edição 15, de 2007.

Shang-Chi retornaria à ribalta em 2010 na revista Secrets Avengers, os Vingadores Secretos, um time especial liderado por Steve Rogers (que não estava usando o uniforme do Capitão América na época, porque este estava com Bucky Barnes, o antigo Soldado Invernal) para missões sigilosas e violentas. O time tinha heróis como Viúva Negra, Cavaleiro da Lua, Valquíria e Sharon Carter e foi um grande sucesso na época, com roteiros de Ed Brubaker e desenhos do brasileiro Mike Deodato Jr.

Shang-Chi estreou no time na edição 06 e Brubaker aproveitou a saga O Olho do Dragão para realinhar o universo do Mestre do Kung Fu com a Marvel, pois a editora há tempos não possuía mais os direitos de Fu Manchu e do universo de Sax Rhomer. Por isso, a trama em 5 capítulos mostra que Fu Manchu era apenas um codinome usado pelo pai do herói, cujo verdadeiro nome era Zheng Zu, do mesmo modo que a meia-irmã Fah Lo Suee é rebatizada de Zheng Bao Yu.

Desde então, Shang-Chi continua aparecendo nas histórias dos Vingadores e interagindo com a classe de personagens urbanos da Marvel em torno dos Heróis de Aluguel.

O personagem chegará aos cinemas dentro do universo do Marvel Studios e, provavelmente, adaptará toda a ambientação em torno de Fu Manchu e a Si-Fan, que devem ser substituídos pelo Mandarim e os 10 Anéis, já que a Marvel não detém mais os direitos sobre a obra de Sax Rhome. O Mandarim é um vilão chinês do Homem de Ferro e, a despeito de uma aparência similar ao vilão do Mestre do Kung Fu, detém mais qualidades: nas HQs, usa 10 anéis de grande poder, que herdou de uma raça alienígena de dragões.

No cinema, a organização dos 10 Anéis surgiu no filme Homem de Ferro, sendo o grupo terrorista que sequestrou Tony Stark, ao qual no cativeiro numa caverna no Afeganistão terminou por criar a primeira versão da armadura do futuro vingador dourado; e seu líder, o Mandarim, foi “revelado” em Homem de Ferro 3, mostrado como uma farsa para chamar a atenção da mídia.

A escolha revoltou os fãs e a Marvel terminou por criar um curta-metragem lançado em vídeo na qual dá a entender que existe um verdadeiro Mandarim por aí.

Shang-Chi e a Lenda dos 10 Anéis será dirigido por Destin Daniel Cretton e o elenco terá Simu Liu no papel principal e Tony Leung será o Mandarim, tendo ainda Awkwafina. A estreia será em 12 de fevereiro de 2021.